JOSE RESENDE DE ANDRADE

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Nome: RESENDE, José
Nome Completo: JOSE RESENDE DE ANDRADE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RESENDE, JOSÉ

RESENDE, José

*dep. fed. MG 1991, 1994-1999, 2003.

José Resende de Andrade nasceu em Araponga (MG) no dia 15 de dezembro de 1925, filho de Joaquim de Andrade e de Noêmia de Andrade.

Concluiu seus estudos universitários em 1952, formando-se em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Três anos depois, foi admitido como delegado regional de polícia na Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de Minas Gerais, órgão no qual construiu sua carreira profissional, tendo assumido, a partir de 1960, a direção e a chefia de vários de seus departamentos. Foi ainda diretor da Casa de Detenção Antônio Dutra Ladeira e chefiou o departamento da extinta Guarda Civil de Minas Gerais.

Em 1972, tornou-se membro do Conselho Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Cetran), acumulando, de 1973 a 1975, a presidência da entidade com a direção do Departamento de Trânsito da SSP. Neste último ano, após afastar-se desses cargos, foi nomeado secretário-adjunto de Segurança Pública.

Ao lado das funções públicas, José Resende dedicou-se também às atividades empresariais. Como produtor rural, foi escolhido, em 1980, presidente da Sociedade Mineira de Agricultura, atribuição exercida durante quatro anos. Ainda naquele ano, foi indicado para integrar o Conselho Administrativo da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), posto no qual permaneceu até 1983. De 1985 a 1986, nomeado pelo governador mineiro Hélio Garcia (1984-1987), atuou como secretário de Segurança Pública do Estado.

Em 1990, filiou-se ao Partido das Reformas Sociais (PRS), liderado por Garcia, e assumiu a presidência da União Democrática Ruralista (UDR) de Minas Gerais, entidade ligada aos grandes proprietários de terra. Em outubro daquele ano, elegeu-se deputado federal na legenda do PRS mineiro, sendo empossado na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991. No entanto, logo em março seguinte, solicitou licença do mandato para novamente chefiar a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Minas Gerais, na segunda gestão de Hélio Garcia (1991-1995). Foi substituído na Câmara pelo suplente Aníbal Teixeira.

Essa segunda experiência de Resende no Executivo mineiro durou até 31 de março de 1994, quando retornou à Câmara para retomar as funções legislativas, ocupando a cadeira do suplente José Ulisses de Oliveira. Antes mesmo do fim do mandato, transferiu-se para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), integrando como titular as Comissões de Agricultura e Política Rural e de Educação, Cultura e Desporto. Como esteve afastado do Parlamento durante quase toda a legislatura, pouco participou das sessões do Congresso revisor (outubro de 1993 a maio de 1994). Ainda em 1994, assumiu a vice-presidência do Conselho Nacional de Segurança Pública.

Em novembro de 1994 reelegeu-se deputado federal na legenda do PTB mineiro, tendo como base eleitoral a cidade de Belo Horizonte e a zona metalúrgica do estado. Empossado em fevereiro seguinte, participou dos trabalhos legislativos como titular da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Nas votações mais importantes da revisão constitucional de 1995, votou quase sempre a favor das propostas patrocinadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, pronunciando-se favoravelmente à abolição do monopólio estatal na exploração do petróleo, no setor das telecomunicações e na distribuição de gás canalizado pelos estados, à alteração do conceito de empresa nacional e à prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), cujo nome foi modificado para Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que concedeu ao Executivo Federal uma margem de autonomia na alocação de recursos, autorizando-o a aplicar verbas inicialmente previstas para os ministérios da Educação e da Saúde em outras áreas. Foi contrário, no entanto, à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras.

Em julho de 1996, declarou-se favorável à cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), criada para dotar o Ministério da Saúde de uma fonte suplementar de receita.

No ano legislativo de 1997, manifestou-se favorável à emenda constitucional que permitiu a reeleição do presidente da República, dos governadores e dos prefeitos e ausentou-se da sessão que aprovou o fim da estabilidade dos funcionários públicos.

Já filiado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), candidatou-se à reeleição no pleito de outubro de 1998, obteve uma suplência. Em novembro, ajudou a aprovar a reforma da Previdência que fixou um teto salarial para aposentadoria dos servidores públicos e estabeleceu idade e tempo de contribuição mínimos para os trabalhadores do setor privado. Deixou a Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999, ao final da legislatura. No pleito de 2002, candidatou-se a deputado federal, sempre na legenda do PTB, e conquistou uma suplência. No mês de janeiro de 2003, exerceu o mandato de deputado federal na legislatura 1999-2003, em virtude do afastamento do titular.

No dia 14 de maio de 2009 passou a presidir o Conselho Diretor da Fundação Felice Rosso, mantenedora do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte.

Casou-se com Teresinha Maria Maletta de Andrade, com quem teve três filhos.

Luís Otávio de Sousa/Rogério Alves de Barros

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2 e 6/11/98); Perfil parlamentar/ IstoÉ (1991); Hospital Felício Rocho – Palavra do Presidente; TSE (Eleições 2002).

 

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