JOSE RODRIGUES SEABRA

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Nome: SEABRA, Rodrigues
Nome Completo: JOSE RODRIGUES SEABRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SEABRA, RODRIGUES

SEABRA, Rodrigues

*const. 1946; dep. fed. MG 1946-1947, 1950-1955, 1957-1958.

 

José Rodrigues Seabra nasceu em Niterói, então capital do estado do Rio de Janeiro, no dia 10 de setembro de 1896, filho do médico Libório José Seabra e de Fortunata Fontes Seabra.

Cursou o secundário no Colégio Abílio em sua cidade natal e iniciou seus estudos superiores na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, transferindo-se em 1914 para o Instituto Eletrotécnico de Itajubá (MG), pelo qual se formou engenheiro eletricista em 1917. No ano seguinte, viajou aos Estados Unidos para fazer um curso de especialização em eletricidade, lá permanecendo até 1920. Após seu regresso ao Brasil, fixou-se em Minas Gerais, assumindo em 1924 a direção do estabelecimento em que se formara e do Colégio de Itajubá.

Ingressou na vida política em 1932 com prefeito nomeado desta cidade mineira. Em 1934, foi eleito deputado à Assembléia Constituinte de Minas Gerais pela legenda do Partido Progressista (PP) e deixou a prefeitura de Itajubá para assumir o mandato em 1935. Foi vice-presidente e depois presidente da Assembléia de 1936 até novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, os órgãos legislativos foram suprimidos.

Afastado temporariamente das atividades políticas, trabalhou na reorganização do Ginásio de Itajubá, transformado em colégio sob sua direção, e na instalação da rádio difusora do município.

Com a redemocratização do país em 1945 e a criação de novas agremiações partidárias, retornou à atividade política filiando-se ao Partido Social Democrático (PSD), tornando-se membro de sua comissão executiva em Minas Gerais. Em dezembro desse ano, foi eleito deputado pelo estado de Minas à Assembléia Nacional Constituinte pela legenda do PSD. Deixou então o cargo de diretor do Instituto Eletrotécnico para participar dos trabalhos constituintes, iniciados em fevereiro de 1946.

Com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer mandato legislativo ordinário mas licenciou-se da Câmara em março de 1947 para assumir a Secretaria de Viação e Obras Públicas do estado de Minas Gerais, no governo de Mílton Campos (1947-1951). À frente da Secretaria, foi o responsável pela elaboração do plano de eletrificação rural do estado, executado posteriormente com a criação das Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A. (Cemig). Permaneceu como secretário até julho de 1950, quando retornou à Câmara.

Em outubro deste ano, tentou reeleger-se pela legenda do PSD e obteve a primeira suplência, mas assumiu o mandato logo no início da legislatura, em fevereiro de 1951. Foi membro da Comissão criada na Câmara em julho de 1953 para apreciar as emendas do Senado ao anteprojeto de lei de criação da Petrobras. Examinado inicialmente na Câmara, o anteprojeto sofrera em sua passagem pelo Senado uma série de modificações que criavam condições para o completo controle da empresa pelos interesses privados. No início de setembro seguinte, a comissão apresentou parecer favorável ao restabelecimento do caráter original do projeto e àquelas emendas que não contrariassem sua orientação inicial. Submetido à votação em plenário, o parecer foi aprovado pela Câmara e, em outubro de 1953, pelo presidente Getúlio Vargas, que sancionou a Lei nº 2.004, criando a Petrobras e estabelecendo a política a ser seguida em relação ao petróleo no Brasil.

Em outubro de 1954, Rodrigues Seabra candidatou-se mais uma vez a deputado federal por Minas Gerais, sempre pela legenda do PSD, obtendo apenas a sexta suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1955, retornando àquela casa no período de outubro de 1957 a fevereiro de 1958, quando encerrou sua atividade parlamentar. Como deputado, lutara pela federalização do Instituto Eletrotécnico, afinal concretizada em janeiro de 1956, passando o estabelecimento a se chamar, Escola Federal de Engenharia de Itajubá, da qual se afastou em maio de 1958, ao se aposentar.

Ao longo de sua vida, dedicou-se também ao jornalismo e ao magistério, tendo sido membro da Sociedade Mineira de Engenheiros.

Faleceu em outubro de 1965.

Era casado com Edite Pinto Seabra, com quem teve dez filhos.

 

FONTES: ANDRADE, F. Relação; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; COHN, G. Petróleo; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2 e 3).

 

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