JOSE SEVERINO SILVA FELINTO

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Nome: FELINTO, José
Nome Completo: JOSE SEVERINO SILVA FELINTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FELINTO, JOSÉ

FELINTO, José

*dep. fed. PR 1991-1995.

 

José Severino Silva Felinto nasceu em Aracaju no dia 12 de julho de 1952, filho de Otávio Felinto e Raimunda Silva Felinto.

Ex-militar e enfermeiro, abandonou a carreira militar após ser internado em um hospital psiquiátrico por ter denunciado o capitão do porto de Paranaguá (PR) por roubo, no final fim da década de 1970. Em novembro de 1982, foi eleito vereador de Curitiba, pela legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Tomou posse em fevereiro de 1983.

Em 1986, deixou a Câmara de Vereadores para disputar no pleito de novembro uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. Eleito, tomou posse em fevereiro de 1987. Dois anos depois, José Felinto se destacou na imprensa nacional ao lançar a candidatura à presidência da República do empresário e apresentador de televisão Sílvio Santos.

No pleito de outubro de 1990, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, obtendo uma suplência. No dia 18 de março de 1991, já filiado ao Partido Social-Trabalhista (PST), ocupou o assento de Homero Oguido, que assumira a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Paraná. Atuou nos trabalhos legislativos como membro da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.

De licença autorizada pela Câmara entre 22 de setembro e 5 de outubro de 1992, José Felinto não compareceu à sessão de 29 de setembro, que aprovou a abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo de ser cassado pelo Senado. Foi substituído no cargo pelo vice Itamar Franco, que vinha exercendo a função desde 2 de outubro.

Efetivado no mandato em 1º de janeiro de 1993, em função da renúncia de Romero Filho, do PST, em julho José Felinto acusou o diretor de produção e transportes da Petrobras, Aurílio Fernandes Lima, de ter realizado compras superfaturadas entre 1985 e 1986, época em que ocupava a vice-presidência da estatal. Ainda em 1993, José Felinto defendeu a instalação de uma CPI para investigar a atuação de Leopoldo Collor de Melo, irmão mais velho do ex-presidente Collor, em companhias estatais de telecomunicações, aço e docas de São Paulo, acusando-o de ter desfalcado financeiramente essas empresas.

Nas principais votações ocorridas ao longo da legislatura, pronunciou-se a favor da revisão do conceito de empresa nacional, do fim do voto obrigatório e da criação do Fundo Social de Emergência (FSE). Esteve ausente da sessão que instituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que, ao lado do FSE, serviu para financiar o programa de estabilização econômica (Plano Real) do ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso.

Em outubro de 1994, concorreu à reeleição pela legenda do Partido Progressista (PP), obtendo apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, no fim da legislatura. Disputou uma vaga na Assembleia Legislativa paranaense em outubro de 1998, pelo Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), mas não conseguiu se eleger.

Após a derrota nas eleições, foi eleito presidente da Confederação Nacional dos Usuários de Transportes Coletivos, Rodoviário, Ferroviário, Hidroviário e Aéreo (Conut), com sede em Brasília. Em sua gestão, manteve o link “Dr. Felinto Responde”, no website da instituição.

No pleito de outubro de 2006, concorreu mais uma vez a uma vaga de deputado federal pelo Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), não obtendo os votos necessários para eleger-se. Ainda nessas eleições, foi um dos membros do conselho político do candidato derrotado Osmar Dias (PDT).

Em abril de 2007, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná que acabou com o voto secreto, alegando que essa forma de votação favoreceu a vitória de Maurício Requião, irmão do governador do Paraná, Roberto Requião, na eleição para uma vaga no Tribunal de Contas realizada pouco antes. A ação foi negada pelo ministro Ricardo Lewandowski, mas dois anos depois, em março de 2009, o STF considerou ilegal a nomeação de Maurício, com base na Súmula Vinculante n.º 13, que proibia a nomeação de parentes de autoridades dos três poderes para cargos de natureza administrativa.

Casou-se com Loide Maria Felinto, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (27/6 e 2/7/93); Estado do Paraná (5/9/07, 9 e 18/4/09); Folha de S. Paulo (18/9/94); Jornal do Brasil (11/7/93); Portal Conut (<www.conut.org.br/>. Acesso em: 9 de set. de 09).

 

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