JOSE SILVESTRE VIANA EGREJA

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Nome: EGREJA, José
Nome Completo: JOSE SILVESTRE VIANA EGREJA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
EGREJA, JOSÉ

EGREJA, José

*const. 1987-1988; dep. fed. SP 1987-1991.

José Silvestre Viana Egreja nasceu em Timburi (SP) no dia 26 de maio de 1928, filho de Silvestre Ferraz Egreja, deputado federal por São Paulo entre 1951-1959, 1963, 1964-1971 e 1975-1979, e de Almei Viana Egreja. Sua irmã, Maria Luísa Viana Egreja Alves Lima, foi vereadora em Ipauçu (SP), entre 1989 e 1992, pelo PTB. E seu irmão, Carlos Alberto Viana Egreja, foi prefeito deste município, em duas oportunidades, durante a década de 1970, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Realizou os estudos universitários entre 1948 e 1952 na Universidade de São Paulo (USP), graduando-se em arquitetura, profissão que nunca chegaria a exercer.

Começou sua atividade política em novembro de 1986, quando elegeu-se deputado federal constituinte, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Empossado em fevereiro do ano seguinte, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), foi membro titular da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica e suplente da Subcomissão dos Direitos Políticos, dos Direitos Coletivos e Garantias, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Em junho de 1987, em meio aos os debates da ANC, denunciou que o programa Diário da Constituinte, veiculado no rádio e na televisão, estava sendo manipulado por grupos de esquerda liderados por um deputado do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) da Bahia, com o intuito de “promover a reforma agrária” e “acabar com a iniciativa privada”.

Nas principais votações realizadas na ANC, José Egreja pronunciou-se contra o rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, o mandado de segurança coletivo, a soberania popular, a nacionalização do subsolo, a proibição do comércio de sangue, a limitação para os encargos da dívida externa, a anistia aos micro e pequenos empresários, a legalização do jogo do bicho, a desapropriação da propriedade produtiva, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a instituição do voto aos 16 anos, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a estatização do sistema financeiro. Foi favorável à manutenção da unicidade sindical, ao sistema presidencialista e ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Após a promulgação da nova Constituição, em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados.

Deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1991, não tendo se candidatado à reeleição em outubro do ano anterior.

Em outubro de 1994, candidatou-se mais uma vez à Câmara Federal, novamente pelo PTB, obtendo apenas uma suplência.

Agricultor e usineiro, tornou-se diretor da usina Campestre, localizada no município de Penápolis (SP).

Casou-se com Célia Penteado Egreja, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (18/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); Globo (16/7/87).

 

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