JOSE TELES DE MENDONCA

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Nome: TELES, José
Nome Completo: JOSE TELES DE MENDONCA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TELES, JOSÉ

TELES, José

*dep. fed. SE 1991-2003.

 

José Teles de Mendonça nasceu em Itabaiana (SE), no dia 1º de março de 1953, filho de Francisco Teles de Mendonça e de Saturnina Vieira de Jesus. Seu pai foi uma das lideranças políticas de Itabaiana. Seu irmão, Antônio, foi prefeito dessa cidade entre 1975 e 1983. O outro, João Germano, irmão de criação, também foi prefeito de Itabaiana de 1983 a 1989 e sua irmã, Maria Mendonça, foi prefeita de 2005 a 2009.

Filiado desde 1973 à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964, elegeu-se deputado estadual em novembro de 1974, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Na Assembléia Legislativa de Sergipe, fez parte das comissões de Finanças e de Obras, além de ter exercido a vice-presidência da Comissão de Educação. Formou-se em administração de empresas pela Faculdade Pio X, de Aracaju, em 1977.

Reeleito em novembro de 1978 foi primeiro-secretário da Assembléia. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, conquistando em novembro de 1982 seu terceiro mandato estadual consecutivo. Presidente da Comissão de Finanças (1985-1986), não disputou as eleições de outubro de 1986 e, ao término da legislatura, em janeiro de 1987, retornou às atividades privadas, dedicando-se à agropecuária.

Em outubro de 1990 elegeu-se deputado federal pelo PDS. Titular das comissões de Relações Exteriores, de Agricultura e Política Rural, de Ciência e Tecnologia e de Comunicação e Informática, e segundo-vice-presidente da comissão especial sobre a Seca no Nordeste e o Atendimento às Populações Atingidas, na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em abril de 1993 José Teles integrou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Nas votações mais importantes da legislatura 1991-1995 votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), da criação do Fundo Social de Emergência (FSE) e da modificação do conceito de empresa nacional. Foi contra o fim do voto obrigatório.

Reeleito em outubro de 1994, nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso no ano de 1995 votou contra a quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem. Em novembro de 1995 votou contra a prorrogação por 18 meses do FSE, rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada à Saúde e à Educação.

Em 1995 fez parte das comissões de Relações Exteriores e de Agricultura e Política Rural. Em agosto filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da fusão do PPR com o Partido Popular (PP).

Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o IPMF, fonte suplementar de recursos destinados à Saúde. Titular da Comissão de Relações Exteriores (1996), em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor do projeto do deputado Mendonça Filho (PFL-PE) que previa a reeleição de presidentes da República, governadores e prefeitos sem necessidade de desincompatibilização dos cargos ocupados. Em novembro seguinte pronunciou-se contra a quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa que permitiu a demissão de servidores por mau desempenho e/ou excesso de gastos com a folha de pagamento.

No pleito de outubro de 1998 reelegeu-se deputado federal na legenda do PPB. Em novembro votou contra o teto de 1.200 reais, para as aposentadorias no setor público, e a favor dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição para os trabalhadores no setor privado, itens fundamentais para a definição da reforma da previdência. Empossado no novo mandato em fevereiro de 1999, participou das comissões de Agricultura e Política Rural, de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Foi ainda terceiro-vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e terceiro-vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Em 2000, votou a favor da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal e em 2002 posicionou-se favoravelmente à prorrogação da CPMF. No pleito de outubro desse último ano, tentou reeleger-se agora na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Obteve uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2003, ao final da legislatura.

Em outubro de 2006, disputou um mandato de deputado estadual na legenda do PSDB, e mais uma vez conquistou uma suplência.

Casado com Sandra Helena dos Reis Mendonça, teve três filhas.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999, 1999-2003); Estado de S. Paulo (28/11/97); Folha de S. Paulo (18/9/94, 14/1/96, 30/1/97, 6/11/98); Globo (29/1/97); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2009); www.tse.gov.br; http://www.cinform.com.br/blog/impressao/24320098513542535 .

 

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