JOSE TINOCO MACHADO DE ALBUQUERQUE

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: TINOCO, José
Nome Completo: JOSE TINOCO MACHADO DE ALBUQUERQUE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TINOCO, JOSÉ

TINOCO, José

*const. 1987-1988; dep. fed. PE 1987-1991.

José Tinoco Machado de Albuquerque nasceu em Recife no dia 23 de dezembro de 1937, filho de Jorge Feliciano de Albuquerque e Maria Alice Tinoco M. de Albuquerque.

Formou-se em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), em 1964. No mesmo ano visitou os Estados Unidos da América, a convite do Departamento de Estado norte-americano. No ano seguinte mudou-se para Garanhuns (PE) e tornou-se médico-cirurgião do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) e da Secretaria de Saúde do estado de Pernambuco. Em 1967 tornou-se chefe do setor de acidentes de trabalho do INAMPS, permanecendo no cargo até 1974. Em 1969 fundou em Garanhuns a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Dois anos depois, formou-se em estudos sociais pela faculdade de filosofia daquela cidade.

Em 1974, ainda em Garanhuns, ocupou a presidência do diretório municipal da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964. Em 1976, tornou-se professor de medicina legal da Faculdade de Direito de Caruaru, permanecendo nesta ocupação por dois anos. Em novembro de 1976, elegeu-se vice-prefeito de Garanhuns. Assumiu seu mandato em fevereiro seguinte e, no mesmo ano, tornou-se secretário municipal de Saúde, cargo que ocuparia até 1979. Em setembro de 1978, candidatou-se a deputado estadual em Pernambuco, sendo bem-sucedido.

Assumiu sua cadeira na Assembléia Legislativa de Pernambuco em fevereiro de 1979. Em novembro, com a extinção do bipartidarismo e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), legenda que sucedeu a Arena em seu apoio ao regime militar. Entre 1979 e 1982, licenciou-se do mandato de deputado estadual para exercer o cargo de secretário do Trabalho e Ação Social do estado de Pernambuco, no governo de Marcos Maciel.

Em novembro de 1982, reelegeu-se para o seu segundo mandato na Assembléia Legislativa pernambucana. Sua votação concentrou-se na região do agreste meridional, especialmente Garanhuns. Assumindo a sua cadeira em fevereiro de 1983, tornou-se líder do governo Roberto Magalhães no legislativo estadual, posto em que permaneceu até o ano seguinte. A partir de então, ocupou a vice-presidência da Comissão de Finanças e Orçamentos. Em 1985, tornou-se presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática e participou da Comissão de Finanças e Orçamento.

Nas eleições de novembro de 1986, disputou uma cadeira na Assembléia Nacional Constituinte, desta vez na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Eleito, assumiu o mandato em fevereiro de 1987. No decorrer dos trabalhos constitucionais, foi membro titular da Subcomissão de Tributos, Participação e Distribuição das Receitas, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, e suplente da Comissão de Sistematização.

Nas votações mais significativas da Constituinte, manifestou-se a favor da nacionalização do subsolo, da limitação dos juros reais em 12% ao ano, do direito de voto aos 16 anos, do sistema político presidencialista e do mandato de cinco anos para o presidente Sarney. Votou contra o acréscimo de 50% na remuneração do trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, a unicidade sindical, a demissão sem justa causa, o mandado de segurança coletivo, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação de terras produtivas, a limitação do direito de propriedade privada, a limitação dos encargos da dívida externa, a anistia aos micro e pequenos empresários, a pena de morte, a legalização do aborto, o rompimento de relações diplomáticas com países mantenedores de políticas de discriminação racial, a soberania popular e a proibição do comércio de sangue.

Com a promulgação da nova carta constitucional, em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara do Dep. Concorreu à reeleição em outubro de 1990, mas não foi bem-sucedido, alcançando a última suplência entre todos os candidatos do PFL naquele pleito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao término da legislatura.

Continuou filiado ao PFL, ligado ao grupo do vice-presidente Marco Maciel, tendo ocupado cargos na administração pública estadual e federal, sempre ligados à área médica. Assim, foi diretor do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco, órgão ligado à Secretaria de Saúde de Pernambuco, representante da Central de Medicamentos (Ceme) e superintendente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Pernambuco. Em 1998, foi chefe de gabinete do ministro da Previdência Social, Waldeck Ornelas.

Desde então, embora filiado ao PFL, passou a se dedicar apenas à administração da casa de saúde de sua propriedade, em Garanhuns.

Casou-se com Fernanda Maria Tinoco Branco de Albuquerque, com quem teve quatro filhos.

Gustavo Lopes/Cláudia Montalvão

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados