JOSE VALDEMAR DE ALCANTARA E SILVA

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Nome: ALCANTARA, Valdemar
Nome Completo: JOSE VALDEMAR DE ALCANTARA E SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALCÂNTARA, VALDEMAR

ALCÂNTARA, Valdemar

*dep. fed. CE 1954-1955; sen. CE 1963 e 1968-1975; gov. CE 1978-1979.

 

José Valdemar de Alcântara e Silva nasceu em São Gonçalo do Amarante (CE) no dia 12 de abril de 1912, filho de Raimundo Nonato da Silva e de Luísa de Alcântara e Silva. Seu tio-avô, Joaquim Cunha Freire, presidiu a Câmara Municipal de Fortaleza.

Depois de cursar o Colégio Estadual e o Ginásio São João, ambos em Fortaleza, transferiu-se para Salvador, onde se diplomou pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1938.

Iniciou a carreira política como integrante da bancada do Partido Social Democrático (PSD) na Assembléia Constituinte do estado do Ceará, eleita em 19 de janeiro de 1947. Após a promulgação da nova Carta estadual, os constituintes passaram a exercer o mandato ordinário, até janeiro de 1951. Foi vice-presidente da Assembléia Legislativa entre 1947 e 1948. Disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em outubro de 1950, pela legenda do PSD, mas obteve apenas uma suplência. Ainda em 1951, foi nomeado secretário de Educação do Ceará pelo governador Raul Barbosa, permanecendo no cargo até 1953.

Exerceu o mandato de deputado federal entre 1954 e 1955. Eleito deputado estadual em outubro de 1954, sempre na legenda do PSD, exerceu novo mandato na Assembléia Legislativa do estado entre 1955 e 1959.

No pleito de 3 de outubro de 1958, elegeu-se suplente do senador pelo Ceará Francisco Meneses Pimentel, na legenda da coligação oposicionista formada pelo PSD, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido de Representação Popular (PRP). Foi convocado para compor a bancada do PSD na Câmara Alta entre 11 de setembro e 12 de novembro de 1963.

Com a extinção dos partidos políticos, decretada pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, e a instauração do bipartidarismo, Valdemar Alcântara filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado em abril de 1964, em cuja legenda tornou a eleger-se suplente de senador pelo Ceará nas eleições de 15 de novembro de 1966, na chapa de Paulo Sarasate. Com o falecimento do titular, Valdemar Alcântara preencheu a sua vaga em 17 de outubro de 1968. Durante o exercício do mandato, ocupou, em 1970, a vice-presidência da Comissão de Projetos do Executivo, pertenceu à Comissão de Saúde, em 1973, e presidiu a Comissão de Segurança Nacional até o fim da legislatura, em 31 de janeiro de 1975.

Em maio de 1974, Adauto Bezerra e Valdemar Alcântara foram indicados pelo presidente Ernesto Geisel para compor a chapa situacionista com vistas à sucessão do governo cearense, sendo eleitos pela Assembléia Legislativa desse estado no dia 3 de outubro seguinte. Valdemar Alcântara permaneceu na condição de vice-governador até 28 de fevereiro de 1978, quando assumiu a chefia do Executivo estadual em virtude da decisão do governador Adauto Bezerra de concorrer a uma cadeira na Câmara Federal nas eleições seguintes. Cumpriu o mandato até o final, em 15 de março de 1979, passando nessa ocasião o governo para Virgílio Távora.

Em 1985, foi fundada em Fortaleza a Fundação Valdemar Alcântara, com o objetivo inicial de prestar auxílio e assistência médica à população carente. Posteriormente, tornou-se uma entidade de apoio cultural, publicando livros e promovendo palestras e seminários.

No decorrer de suas atividades profissionais, Valdemar Alcântara foi professor e diretor da Faculdade de Medicina do Ceará, chefe da saúde em Fortaleza, diretor da saúde do Ceará e diretor do Banco do Nordeste.

Faleceu em Fortaleza no dia 10 de dezembro de 1990.

Era casado com Maria Dolores de Alcântara e Silva, com quem teve quatro filhos. Um deles, Lúcio Alcântara, foi deputado federal pelo Ceará (1983-1991), constituinte (1987-1988) e senador (1995-).

A seu respeito foi escrito o livro Doutor Valdemar, o médico, o político, de Blanchard Girão (1992).

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; Jornal do Brasil (28/2/78); Perfil (1972 e 1975); SENADO. Dados; SENADO. Dados biográficos; SENADO. Endereços; SENADO. Relação.

 

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