JULIANELLI, SALVADOR

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Nome: JULIANELLI, Salvador
Nome Completo: JULIANELLI, SALVADOR

Tipo: BIOGRAFICO


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JULIANELLI, SALVADOR

JULIANELLI, Salvador

*dep. fed. SP 1975-1987.

 

José Salvador Julianelli nasceu na cidade de São Paulo no dia 29 de março de 1917, filho de Emílio Julianelli e de Conceição Julianelli.

Estudou em sua cidade no Colégio Rio Branco, ingressando a seguir na Escola Paulista de Medicina onde foi sucessivamente secretário, vice-presidente e presidente do centro acadêmico Pereira Barreto. Em setembro de 1942, durante o 5º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), foi eleito primeiro vice-presidente dessa entidade, na chapa encabeçada por Hélio de Almeida, para o mandato de um ano.

Formou-se em medicina em 1942,  realizando em seguida diversos cursos de extensão, inclusive o de ciências sociais na Faculdade de Filosofia de São Bento, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Durante este curso, foi presidente do centro acadêmico da faculdade e da Federação dos Centros Acadêmicos das Escolas Católicas do Estado de São Paulo. Nesse período também fundou e dirigiu o jornal O Bíceps e uma revista científica.

Nomeado em 1954 diretor da divisão de educação extra-escolar do Ministério da Educação e Cultura (MEC), exerceu a partir de 1955, no mesmo ministério, as funções de diretor-geral substituto do Departamento Nacional de Educação e de primeiro-superintendente da Campanha Nacional de Merenda Escolar, da qual foi o criador. Em 1956, tornou-se membro da comissão nacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a Food and Agriculture Organization (FAO), e foi delegado do Brasil na 4ª Conferência Latino-Americana de Nutrição, promovida por essa organização na Guatemala. No ano seguinte chefiou a delegação brasileira no I Seminário Sul-Americano de Alimentação Escolar, em Bogotá, e em 1958 foi nomeado primeiro diretor-executivo da Campanha de Assistência ao Estudante, do MEC, deixando o cargo que exercia na Campanha Nacional de Merenda Escolar. No mesmo ano participou da reunião da Junta Executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em Genebra, Suíça.

Encerrou em 1960 suas atividades na comissão nacional da FAO, quando chefiou a delegação do Brasil às Jornadas Latino-Americanas de Educação e Cultura Popular, em Buenos Aires. Em 1961 fez o curso da Escola Superior de Guerra e, cessando suas atividades como médico, ocupou, a partir desse ano, a presidência do conselho estadual da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade em São Paulo.

Em outubro de 1962 elegeu-se suplente de deputado estadual, pelo Partido Republicano (PR), com o apoio da Aliança Eleitoral pela Família, associação civil de âmbito nacional que visava a mobilizar o eleitorado católico em torno dos candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja, entre os quais a defesa da propriedade privada e da família, o combate ao divórcio e o repúdio aos extremismos de esquerda e de direita. Nesse ano deixou a função de diretor-substituto do departamento nacional de educação do MEC.

Em 1963, assumiu o mandato na Assembléia Legislativa paulista, exonerando-se da diretoria da divisão de educação extra-escolar do MEC e da diretoria executiva da Campanha de Assistência ao Estudante. Ainda nesse ano afastou-se da Assembléia para exercer até 1964 o cargo de secretário de Saúde e Assistência Social do estado de São Paulo, no governo de Ademar de Barros (1963-1966).

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964) e a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, seguida da instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação política de apoio ao regime militar, criada em princípios de 1966. Nesse ano afastou-se novamente da Assembléia para ocupar o cargo de chefe do Gabinete Civil do governador paulista Laudo Natel (1966-1967) e passou também a fazer parte do Conselho Estadual de Educação.

Em novembro de 1966 elegeu-se deputado estadual, assumindo o mandato em fevereiro de 1967. Reelegeu-se em novembro de 1970 e presidiu o diretório regional da Arena de 1971 a 1972. Neste último ano exonerou-se da presidência do conselho estadual da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade e, nos anos de 1973 e 1974, foi vice-presidente da Assembléia. Durante seus mandatos exerceu ainda a presidência da Comissão Especial de Tecnologia, Pesquisa e Ciência e participou da Comissão de Saúde e Turismo.

Em novembro de 1974 elegeu-se deputado federal. Deixando a Assembléia em janeiro de 1975, assumiu seu novo mandato em fevereiro seguinte. Foi presidente da Comissão de Educação e Cultura, suplente da Comissão de Saúde e relator parcial da Comissão Especial de Defesa da Estabilidade da Família Brasileira na Câmara. Nesse mesmo período, foi presidente do Seminário sobre Ensino Superior, realizado em São Paulo, em 1977. Reelegeu-se em novembro de 1978, ainda na legenda arenista, e tornou-se membro do diretório nacional do partido. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena. Em outubro de 1981, o Congresso Nacional aprovou sua proposta de emenda constitucional, que permitia às assembléias legislativas dos estados fixar a remuneração dos deputados estaduais. Ainda nessa legislatura foi membro da Comissão de Educação e Cultura, suplente da Comissão de Saúde e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Contaminação de Alimentos. Foi reeleito em novembro de 1982.

Na sessão da Câmara de 25 de abril de 1984, faltou à votação da emenda Dante de Oliveira, que propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985 — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal —, Julianelli votou em Paulo Maluf, derrotado pelo candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, falecendo em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

Julianelli deixou a Câmara em janeiro de 1986, ao final da legislatura.

Foi presidente do conselho estadual da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos, diretor da Fundação Educacional Leonídio Alegretti, diretor-tesoureiro e vice-presidente da empresa editora do jornal Correio Paulistano e primeiro-secretário da Associação dos Profissionais de Imprensa de São Paulo. Lecionou problemas brasileiros na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Caetano do Sul (SP).

Faleceu no dia 26 de junho de 1990.

Era casado com Maria Aparecida Machado Julianelli, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979 e 1979-1983); Estado de S. Paulo (5 e 23/9/62); Globo (6/1/79, 26/4/84 e 16/1/85); Jornal de Brasília (13/3/77); Jornal do Brasil (22/10/81); NÉRI, S. 16; Perfil (1980); POERNER, A. Poder; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9); Veja (4/7/90); Who’s who in Brazil (1969).

 

 

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