JULIO CESAR REDECKER

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Nome: REDECKER, Júlio
Nome Completo: JULIO CESAR REDECKER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
REDECKER, JÚLIO

REDECKER, Júlio

*dep. fed. RS 1995-1996, 1996-1997, 1997-1998, 1998, 1998-1999, 1999-2007.

                Júlio César Redecker nasceu em Taquari (RS) no dia 12 de julho de 1956, filho de Fritoldo Redecker e de Vera Redecker.

                Em 1974, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1977, ingressou no curso de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre.

                Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, ingressou, no ano seguinte, no Partido Democrático Social (PDS), legenda que sucedeu a Arena.

                Em 1980, fez os cursos de direito da esfera penal na PUC e de extensão cultural em aspectos filosóficos, políticos e econômicos ligados ao tema Democracia e Justiça, no Centro de Estudos Econômicos, Políticos e Sociais. No ano seguinte, participou do Congresso Jurídico Comemorativo do 40º Aniversário de Instalação da Justiça do Trabalho, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

                Bacharelando-se em 1982, no ano seguinte participou de várias feiras nos Estados Unidos e na Europa ligadas ao ramo coureiro-calçadista e esteve presente ao X Congresso Nacional de Municípios, da Associação Brasileira de Municípios (ABM), em Gramado (RS).

                Presidente da Juventude Brasileira do PDS, foi membro do Diretório Nacional do partido entre 1984 e 1985, passando a integrar, neste último ano, o Diretório Regional da agremiação. Em 1986, participou do Encontro Comemorativo para Debate sobre Comunidade-Escola-Constituição, em Taquari (RS).

                Em 1991, foi o representante oficial da Associação Brasileira dos Agentes de Exportação (Abaex) nos seminários setoriais do Mercado Comum do Sul (Mercosul) sobre política industrial e tecnológica realizados em Montevidéu, Uruguai, e em Puerto Iguazú, Argentina. Em 1992, foi nomeado vice-presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Calçados e Afins, em Novo Hamburgo (RS), cargo no qual permaneceria até 1995.

                Ainda em 1992, integrou a Executiva regional do PDS gaúcho e, em abril do ano seguinte, foi um dos fundadores do Partido Progressista Reformador (PPR), nascido da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Também membro do Diretório Regional da nova agremiação, candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande Sul no pleito de outubro de 1994, tendo como base eleitoral a cidade de Taquari.

                Conquistando uma suplência, veio a assumir uma cadeira na Câmara Federal no dia 2 de fevereiro de 1995, logo após a instalação da nova legislatura. Substituindo o deputado Fetter Júnior, nomeado secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do estado do Rio Grande do Sul pelo governador Antônio Brito (1995-1998), Redecker tornou-se membro da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente da Comissão de Minas e Energia da Câmara.

                Em agosto de 1995, ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP).

                Nas votações das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo governo Fernando Henrique Cardoso ao longo de 1995, acompanhou sempre as orientações da base parlamentar governista na Câmara, pronunciando-se favoravelmente à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; à revisão do conceito de empresa nacional; à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, na exploração do petróleo e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais; e à prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) — antigo Fundo Social de Emergência (FSE) —, criado na legislatura anterior para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo (Plano Real).

                Também no mesmo ano, tornou-se presidente da Subcomissão do Comércio Exterior, da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara e exerceu o cargo de secretário-geral adjunto da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul no Congresso Nacional, da qual passaria a membro titular no ano seguinte.

                Ainda em 1995, atuou como observador da Associação Brasileira de Comércio Exterior junto ao Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), em encontros realizados no Uruguai e, em Genebra, Suíça. Além disso, representou a Câmara dos Deputados na VI Reunião Plenária da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, em Piriápolis, Uruguai, e na Reunião de Ministros Responsáveis por Comércio, em Denver, nos Estados Unidos.

                Em janeiro de 1996, com o retorno de Fetter Júnior à Câmara, Redecker voltou à condição de suplente, permanecendo nessa situação até março seguinte. Assumiu, então, a vaga aberta com a indicação do deputado Telmo Kirst para a Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação do governo gaúcho. Em julho de 1996, declarou-se contrário à instituição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que sucedeu ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo criado para aumentar a arrecadação do Ministério da Saúde.

                Entre 13 de janeiro e 7 de fevereiro e de 21 de fevereiro a 3 de março de 1997, Redecker esteve novamente na suplência do PPB. Nesses períodos, foi votado na Câmara o projeto de emenda constitucional instituindo o princípio da reeleição para prefeitos, governadores de estado e o presidente da República. Contrário à proposta, Redecker foi afastado do processo com o retorno de Telmo Kirst, que exonerou-se temporariamente de suas funções de secretário para votar favoravelmente à emenda, atendendo aos interesses do governo federal e, em especial, aos do presidente Fernando Henrique Cardoso, principal beneficiado pela aceitação do projeto. Aprovada pela Câmara por 370 votos a 112, em 25 de fevereiro de 1997, a emenda da reeleição seria confirmada pelo Senado Federal em junho seguinte.

                Com a volta de Kirst ao governo gaúcho no início de março de 1997, Redecker assumiu mais uma vez uma cadeira na Câmara, tornando-se membro da Comissão de Finanças e Tributação. Ainda no mesmo ano, acompanhou a base parlamentar governista e votou a favor do destaque ao projeto de reforma administrativa do Executivo federal que instituiu a possibilidade de demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal. Em março de 1998, com Kirst reassumindo mais uma vez o mandato, voltou à condição de suplente.

                Na eleição de outubro seguinte, Redecker obteve 102.596 votos, sendo o segundo mais votado da coligação formada pelo PPB e pelo Partido Liberal (PL). Esteve mais uma vez na Câmara entre 4 e 19 de novembro de 1998 e de 23 de novembro até 1º de janeiro de 1999, sempre no lugar de Telmo Kirst. No dia 21 de janeiro seguinte, ainda na legislatura 1995-1999, foi efetivado no mandato em substituição ao deputado Adílson Mota, nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

                Durante sua passagem pela Câmara, Júlio Redecker integrou ainda várias comissões especiais. Foi empossado para a legislatura 1999-2003 em fevereiro de 1999.

                Foi reeleito no pleito de 2002, recebendo 3,20% dos votos. No ano seguinte, saiu do PPB e migrou para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Ainda nesse mesmo ano, votou contra a Reforma da Previdência posteriormente aprovada pelo Senado e que tinha pontos polêmicos como a contribuição dos inativos. Além disso, foi membro titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

                No ano de 2005, participou como titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do “Mensalão”, que investigou o pagamento de uma “mensalidade” aos deputados da base de apoio ao Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011) para  aprovação dos projetos do governo. O início do escândalo se deu com as declarações do deputado federal Roberto Jefferson, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que foi cassado por quebra de decoro parlamentar em setembro do mesmo ano, no desdobramento do processo. Entretanto, os trabalhos da comissão terminaram sem um relatório final.

                Júlio Redecker conseguiu novamente se reeleger no ano de 2006, com 2,64% dos votos no seu estado. Nessa legislatura, foi vice-relator da CPI das Sanguessugas, que teve como objetivo investigar o esquema de fraudes na compra de ambulâncias para secretarias municipais de saúdem, com verba do Orçamento Federal.

                Integrou também como titular a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e foi primeiro vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

                .

                Faleceu em 17 de julho de 2007 no trágico acidente aéreo com o Vôo 3054 da empresa TAM em São Paulo, que explodiu ao não conseguir pousar no aeroporto de Congonhas, e no qual morreram 199 pessoas, o pior acidente da aviação latino-americana até então.

Foi casado com Salete Belo Redecker, com quem teve três filhos

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Lista de suplentes (1995-1999); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (11/1/97); Folha de S. Paulo (10/10/98); Folha de S.Paulo (online) 18 jul. e 10 ago. 2005; 31 jul. e 15 ago. 2006; 14 mar. e 03 abr. 2007. Disponível em : <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em : 17 out. 2009; Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97 e 5/2/98); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www.camara.gov.br>. Acesso em : 17 out. 2009; Portal do TSE. Disponível em : <http://www.tse.gov.br>. Acesso em : 17 out. 2009; TRIB. REG. ELEIT. RS. Candidatos (1998).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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