JURANDIR DA PAIXAO CAMPOS FREIRE

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Nome: PAIXÃO, Jurandir
Nome Completo: JURANDIR DA PAIXAO CAMPOS FREIRE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PAIXÃO, JURANDIR

PAIXÃO, Jurandir

*dep. fed. SP 1991-1992.

Jurandir da Paixão Campos Freire nasceu em Cunha (SP) no dia 18 de abril de 1930, filho de Benedito Carlos Freire e de Faraildes de Campos Freire.

Em 1952, ingressou no curso de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, concluindo-o em 1956. No ano seguinte, iniciou doutorado em direito criminal na Universidade de São Paulo (USP), concluindo em 1958.

No pleito de novembro de 1958 elegeu-se prefeito de Limeira (SP), pela legenda do Partido Social Progressista (PSP), assumindo o mandato no início do ano seguinte. Após desincompatibilizar-se do cargo, em novembro de 1962 disputou uma cadeira na Câmara de Vereadores de Limeira, na legenda do Movimento Trabalhista Renovador (MTR). Eleito, assumiu o mandato no início do ano seguinte. Durante o mandato, foi líder da bancada do MTR, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e membro da Comissão de Finanças e Orçamento.

Com a extinção dos partidos políticos existentes e a instauração do bipartidarismo, pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Nesta legenda, candidatou-se a uma cadeira na Assembléia Legislativa de São Paulo no pleito de novembro de 1966. Eleito, assumiu o mandato no início do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como vice-líder do MDB, vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, relator da Comissão Estadual, membro titular da Comissão da Divisão Administrativa e Judiciária e suplente da Comissão de Esportes e da Comissão de Agricultura. Em 29 de abril de 1969, teve seu mandato cassado através do Ato Institucional nº 5 (AI-5), decretado pelo regime militar em 13 de dezembro de 1968.

Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda que sucedeu o MDB e na qual conquistou novamente a prefeitura de Limeira nas eleições de novembro de 1982, assumindo o mandato no início do ano seguinte. Deixou a prefeitura em dezembro de 1988.

Aliado político do ex-governador Orestes Quércia (1987-1991), disputou as eleições para a Câmara dos Deputados em outubro de 1990. Eleito, tomou posse em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1991, atuou como segundo vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

No pleito de outubro de 1992, Jurandir Paixão elegeu-se prefeito de Limeira pela terceira vez, na legenda do PMDB, renunciando ao mandato na Câmara em 31 de dezembro deste ano. Sua vaga foi ocupada por Roberto Rolemberg, efetivado no mandato em 1º de janeiro de 1993.

Em setembro de 1996, Jurandir Paixão foi acusado de enriquecimento ilícito pelo vereador Luís Carlos Perri, do Partido dos Trabalhadores (PT), por ter comprado, juntamente com sua mulher, uma fazenda de 240 alqueires numa localidade próxima a Araraquara (SP), por dois milhões de reais. De acordo com Paixão, as acusações tinham interesse meramente eleitoral, visando a atingir a candidatura da deputada Elsa Tank, do PMDB, apoiada por ele.

Deixou a prefeitura em 31 de dezembro de 1996. Em outubro de 1998, disputou uma cadeira na Assembléia Legislativa de São Paulo, na legenda do Partido Progressista Brasileiro (PPB), não obtendo êxito.

Diplomou-se pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), foi criador de cavalos para hipismo e produtor de leite.

Faleceu em Limeira no ano de 2002.

Casado com Dorotéia Antonieta Pompeu Freire, teve sete filhos. Um deles, Jurandir da Paixão de Campos Freire Filho, exerceu mandato de deputado federal entre 1995 e 1999.

Publicou Primícias.

Marcelo Costa

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (29/9/96 e 8/10/98); Globo (30/9/92); TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998); Portal da PUC Campinas – 50 anos I turma da Faculdade de Direito.

 

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