JUSTO RANGEL MENDES DE MORAIS

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Nome: MORAIS, Justo Mendes de
Nome Completo: JUSTO RANGEL MENDES DE MORAIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MORAIS, JUSTO MENDES DE

MORAIS, Justo Mendes de

*dep. fed. SP 1935-1937.

 

Justo Rangel Mendes de Morais nasceu no Rio Grande do Sul no dia 14 de janeiro de 1883, filho do general Luís Mendes de Morais, que foi chefe do Gabinete Militar do governo Prudente de Morais (1894-1898) e, durante alguns dias, ministro da Guerra de Afonso Pena (1906-1909), e de Cecília Rangel Mendes de Morais.

Formou-se em 1905 pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, e passou a advogar na capital federal, onde foi nomeado adjunto de promotor. Em 1911 foi demitido desse cargo por haver a imprensa noticiado que comparecera ao desembarque de Rui Barbosa — líder civil de oposição ao presidente marechal Hermes da Fonseca — que havia regressado de Poços de Caldas (MG). Acionou, entretanto, a União e obteve ganho de causa reassumindo o posto.

Foi advogado de grande número de revolucionários de 1922 e 1924. Em 1930 foi um dos cinco componentes do Tribunal Especial, criado pelo movimento vitorioso em outubro desse ano para julgar os elementos comprometidos com o regime anterior. Em novembro de 1931 foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal (CEF), no Rio de Janeiro, órgão do qual seria presidente interino entre março e julho de 1934. Após a Revolução Constitucionalista de 1932, participou ativamente na escolha do interventor em São Paulo, Armando de Sales Oliveira, empossado no ano seguinte. Ainda em 1933, em maio, foi candidato a deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Distrito Federal, na legenda do Partido Democrático, alcançando apenas a quarta suplência.

Em outubro de 1934, elegeu-se deputado federal pelo Partido Constitucionalista de São Paulo. Tomou posse em maio de 1935 e cumpriu mandato até novembro de 1937, quando os órgãos legislativos do país foram dissolvidos pelo Estado Novo (1937-1945).

Faleceu no Rio de Janeiro em 12 de março de 1968.

Era casado com Hermínia Cresta Mendes de Morais, com quem teve dois filhos. Sua filha Maria de Morais Werneck de Castro participou da revolta comunista de novembro de 1935, tendo permanecido presa até junho de 1937.

Publicou vários artigos jurídicos.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CONSULT. MAGALHÃES, B.; Diário do Congresso Nacional; ENTREV. PEIXOTO, A.; Jornal do Brasil (11/7/77); LEITE, A. História; MOREIRA, J. Dic.; PINTO, A. Caixa; SILVA, H. 1930; SILVA, H. 1935.

 

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