KARAM, ALFREDO

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Nome: KARAM, Alfredo
Nome Completo: KARAM, ALFREDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KARAM, Alfredo [PRONTO]

KARAM, Alfredo

* militar; comte I DN 1979-1981; ch. EMA 1984; min. Mar. 1984-1985.

 

                Alfredo Karam nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 28 de março de 1925, filho de Fuad Karam e de Latife Jabor Karam.

                Fez o curso primário no Colégio Santa Teresa de Jesus e o secundário no Colégio Militar, ambos no Rio de Janeiro. Sentou praça em abril de 1941 na Escola Naval, de onde saiu guarda-marinha em fevereiro de 1945. No mesmo mês foi servir na corveta Jaceguai. Fez, neste ano, o curso de tática anti-submarinos.

                Promovido a segundo-tenente em agosto de 1945 e a primeiro-tenente em setembro de 1946, até dezembro deste último ano serviu no contratorpedeiro Bauru, no navio-auxiliar Duque de Caxias, no encouraçado São Paulo e no tender Belmonte, tendo feito o curso de controle de avarias. Esteve no monitor Parnaíba, da flotilha de Mato Grosso, entre janeiro de 1947 e fevereiro de 1948, e no contratorpedeiro Benevente de abril de 1948 a abril de 1950, ano em que cursou a especialização em submarinos. De maio seguinte a dezembro de 1952 serviu na Flotilha de Submarinos Timbira e Tupi, sendo promovido a capitão-tenente em março deste último ano.

                Cursou a United States Navy Submarine School em New London, nos Estados Unidos, entre dezembro de 1952 e junho de 1953, período em que fez o curso de especialização em submarinos. Nos três meses seguintes estagiou embarcado no submarino norte-americano USS Sablefish. De volta ao Brasil, serviu na Frota de Submarinos de outubro de 1953 a março de 1954 e, ainda no posto de capitão-tenente, comandou o caça-submarino Grajaú. Promovido a capitão-de-corveta em março de 1955, dois meses depois foi designado para o Estado-Maior da Armada (EMA), onde permaneceu até outubro, quando foi transferido para a Escola Naval. Desta última saiu em março de 1956 para retornar à Flotilha de Submarinos, sediada na Base Almirante Castro e Silva, em Niterói (RJ). Deixou a base em maio do mesmo ano e mais uma vez seguiu para New London, para integrar a comissão de recebimento de submarinos, lá permanecendo até abril de 1957.

                Voltou a servir na Base Almirante Castro e Silva entre junho de 1957 e fevereiro de 1958, e deste último mês até janeiro de 1959 foi oficial de adestramento e operações do comando da Flotilha de Submarinos. Também nesse período, entre agosto de 1957 e janeiro de 1959, foi instrutor de manobra do curso de especialização em submarinos para oficiais. Designado imediato do submarino Riachuelo, aí permaneceu até janeiro de 1960, ano em que fez o curso básico de comando na Escola de Guerra Naval (EGN). Em maio seguinte assumiu as funções de assistente e oficial de organização e operações do comando da Flotilha de Contratorpedeiros. Deixou essas funções em maio de 1961 para servir no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, onde permaneceu até abril de 1963. Nesse período, foi promovido a capitão-de-fragata, em outubro de 1961.

                Indicado para o curso de Comando e Estado-Maior da EGN, freqüentou-o de abril a outubro de 1963 e em seguida foi designado para o III Distrito Naval, na época sediado em Recife, onde permaneceu até dezembro de 1964. Ainda naquele mês foi nomeado comandante do submarino Rio Grande do Sul. Em abril de 1966 foi designado para a Secretaria-Geral da Marinha, onde permaneceu até setembro, quando foi promovido ao posto de capitão-de-mar-e-guerra.

                Exerceu as funções de encarregado da Divisão de Operações do EMA de outubro de 1966 a julho de 1967, ano em que fez o curso superior de comando da EGN. Em seguida, assumiu o comando do Centro de Adestramento Almirante Marques Leão, sediado nas dependências do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Em setembro de 1968 foi designado para comandar a base aeronaval de São Pedro da Aldeia (RJ), cargo que exerceu até outubro de 1969. Nesse mesmo mês foi designado para concluir, na Inglaterra, as providências para a instalação da Comissão de Fiscalização e Recebimento de Submarinos, da qual foi nomeado presidente em maio de 1970. Fez, neste ano, o curso de especialização em submarinos na Inglaterra. Permaneceu no cargo até fevereiro de 1972, sendo no mês seguinte nomeado comandante da Força de Submarinos.

                Promovido a contra-almirante em março de 1973, continuou à frente da Força de Submarinos até março de 1975, quando foi nomeado comandante da Força de Transporte da Marinha. Em janeiro de 1976 deixou o cargo e assumiu o comando do VI Distrito Naval, que teve sua sede transferida de São Paulo para Ladário (MS) em outubro. Em novembro de 1976 recebeu a patente de vice-almirante e, em fevereiro de 1977, foi nomeado chefe do Estado-Maior do Comando de Operações Navais, sediado no Rio de Janeiro. Deixou aquela chefia em abril de 1979 e, em seguida, assumiu o comando do I Distrito Naval, no Rio de Janeiro, substituindo o vice-almirante Paulo de Bonoso Duarte Pinto, que foi nomeado comandante-em-chefe da Esquadra.

Promovido a almirante-de-esquadra em julho de 1981, no mês seguinte, ao transmitir o comando do I Distrito Naval ao vice-almirante Henrique Sabóia, Karam fez um discurso enérgico, em que declarou: “Sigam vigilantes contra as ações terroristas, vindas de quaisquer direções. Lembrem-se que os inimigos ainda permanecem de tocaia para agirem nos momentos que lhes forem oportunos”. Assumiu em agosto do mesmo ano a Diretoria-Geral de Pessoal da Marinha e, em outubro, foi eleito presidente do Clube Naval, sucedendo ao almirante-de-esquadra Nílton Braga de Faria. Deixou a Diretoria de Pessoal em novembro de 1983 e foi empossado na chefia do Estado-Maior da Armada (EMA) no dia 20 de janeiro de 1984. No seu discurso de posse, defendeu o retorno do Brasil ao que denominou de sua conscientização marítima de outrora, através da ampliação da Armada.

                Com a demissão do almirante Maximiano da Fonseca do cargo de ministro da Marinha, episódio que se processou quando da campanha pelo restabelecimento das eleições diretas para presidente da República, às quais Maximiano de declarara favorável, Karam deixou a chefia do EMA e assumiu a pasta vaga no dia 21 de março de 1984. Permaneceu no ministério por um ano, até o fim do governo do general João Batista Figueiredo, em 15 de março de 1985, quando foi substituído pelo almirante-de-esquadra Henrique Sabóia. Ao deixar o ministério, Karam foi convidado a ocupar a direção da Portobrás pelo presidente eleito Tancredo Neves. Em face da enfermidade e do conseqüente falecimento de Tancredo em 21 de abril de 1985, assumiu a presidência da República o vice-presidente José Sarney, que endossou o convite que fora feito por Tancredo. Declinando da oferta, Karam requisitou seu afastamento da Marinha, passando à reserva em maio de 1985.

                Foi também convidado – e recusou – para o cargo de superintendente do estaleiro Verolme e para ser representante, no Brasil, de empresas de armamentos israelenses e inglesas. Mas, ainda em 1985, aceitou exercer funções de planejamento numa trading em São Paulo, atividade que desempenhou até 1987. Em 1989 passou a prestar serviços de planejamento e controle para duas empresas paulistas ligadas ao ramo da informática, função que exerceu até 1999.

                Teve publicados diversos trabalhos sobre instrução e adestramento de submarinistas, tendo sido o primeiro oficial a defender abertamente a necessidade de o Brasil incorporar à sua esquadra um submarino nuclear.

                Casou-se com Lidiane Pontes Karam, com quem teve quatro filhos.

 

Moisés Arioza 

 

FONTES: CURRIC.BIOG.; Estado de São Paulo (10/1/76, 25/4/80, 1° e 22/8/8, 23/9/84, 12/12/84); Folha de São Paulo (21 a 23/3/84); Globo (1°/8/81, 22/8/81, 16/10/81, 26/11/83, 1°/12/83, 21/1/84, 21/3/84, 22/3/85);  INF.BIOG.; Jornal do Brasil (3 e 4/2/77, 17, 27 e 28/4/79,  5/9/79; 1° /8/81,  20/3/84); MIN.MAR. Almanaque (1985); Veja (28/3, 4/4, 15/8, 19 e 26/9 e 10/10/84);

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