KLABIN, ISRAEL

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: KLABIN, Israel
Nome Completo: KLABIN, ISRAEL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KLABIN, ISRAEL

KLABIN, Israel

*pref. Rio de Janeiro 1979-1980.

Israel Klabin nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 20 de setembro de 1926, filho de Wolff Kadischevitz Klabin e de Rose Haas Klabin. Seu pai foi um dos fundadores do conjunto empresarial Klabin Irmãos & Cia., produtor de papel, celulose, cerâmica, azulejos e sisal.

Formou-se em engenharia civil e matemática pela Universidade do Brasil e fez pós-graduação no Instituto de Ciências Políticas, na França.

Tornou-se sócio-gerente de Klabin Irmãos & Cia., com responsabilidade sobre todos os interesses do grupo. Maior fornecedor de papel para os jornais O Dia e A Notícia, de propriedade do então governador do estado do Rio de Janeiro, Antônio de Pádua Chagas Freitas (1979-1983), e também seu amigo pessoal de longa data, foi por ele indicado para assumir a prefeitura do Rio de Janeiro em março de 1979. Seu nome acabou se impondo ao de outros três candidatos: o coronel-aviador da reserva e ex-secretário de Ciência e Tecnologia do primeiro governo Chagas Freitas, Júlio Coutinho; o ex-secretário de Planejamento do primeiro governo Chagas Freitas, Francisco Melo Franco; e o ex-superintendente da Comissão Federal de Abastecimento e Preços (Cofap) no governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) e médico particular do general Golberi do Couto e Silva, Guilherme Romano. O apoio do governador Chagas Freitas também fora decisivo no pleito de novembro de 1978, quando seu filho, Leonardo, foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Seis meses depois de assumir a prefeitura do Rio de Janeiro, Israel Klabin propôs o reexame da lei da fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, realizada em 1975. Ao defender mudanças na política tributária, maior descentralização de poder e autonomia dos municípios, entrou em atrito com o governo federal, o que não era conveniente para o governador Chagas Freitas. Deixou o cargo em maio de 1980, sendo substituído por Júlio Coutinho.

Durante os 14 meses em que esteve à frente da prefeitura, promoveu, entre outras realizações, a anistia fiscal e melhoria do sistema de atendimento ao contribuinte, a implantação da merenda escolar nas férias e o Plano de Atendimento Médico para o Centro e a Zona Oeste do município.

Em junho de 1980, tornou-se presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro S.A. (Banerj), permanecendo no cargo até março de 1983, quando reassumiu a gestão das empresas do grupo Klabin. Em junho de 1988, voltou a pregar a “desfusão” da cidade do Rio de Janeiro do interior do estado, alegando que “a união dos dois estados não teria passado de manobra para evitar a reeleição de Chagas Freitas ao governo do antigo estado da Guanabara”.

Após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), em junho de 1992, no Rio de Janeiro, criou, em dezembro, a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, cujo principal objetivo era “pôr em prática os mecanismos necessários à implementação, em curto prazo, de uma política ambiental baseada nas resoluções da ECO-92, especialmente no que se refere às convenções de clima e biodiversidade”. Tornou-se, em seguida, presidente do conselho curador da entidade.

Integrou o grupo fundador do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), serviu ao governo brasileiro como consultor e planejador de desenvolvimento regional, sendo co-autor de diretrizes para desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Foi também membro do conselho de desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), do conselho superior da Sociedade Nacional de Agricultura e do conselho internacional da Universidade de Tel Aviv.

Foi casado com Lina Paranhos Klabin, com quem teve mais três filhos, além de Leonardo. Casou-se pela segunda vez com Lea Manela Klabin, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Globo (29/6/88); Jornal do Brasil (10/2/79,16/5/80); Veja (7/2/79).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados