KONDER, ARNO

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Nome: KONDER, Arno
Nome Completo: KONDER, ARNO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KONDER, ARNO

KONDER, Arno

*diplomata; encar. neg. Bras. EUA 1940-1941.

 

Arno Konder nasceu em Itajaí (SC) no dia 20 de outubro de 1882, filho de Marcos Konder e de Adelaide Flores Konder. Seu pai, negociante de origem alemã e membro destacado do Partido Republicano Catarinense, foi o primeiro elemento de sua família a exercer grande influência no estado. Seu irmão Adolfo Konder foi deputado federal de 1920 a 1926, governador de Santa Catarina de 1926 a 1930 e constituinte em 1934. Outro irmão, Vítor Konder, foi deputado federal em 1920, e ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Washington Luís (1926-1930). Um terceiro irmão, Marcos Konder, foi prefeito de Itajaí.

Arno Konder fez seus primeiros estudos no Colégio Santo Antônio, em Blumenau. Posteriormente, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, então capital do país, empregando-se no Banco Transatlântico Alemão. Funcionário do Ministério das Relações Exteriores, em 1907 foi incluído na missão presidida pelo então titular da pasta Lauro Müller para ir à Europa. No ano seguinte, desempenhou as funções de agente do Serviço de Propaganda e Expansão Econômica do Brasil e em 1913 esteve em Paris como auxiliar do Escritório de Informações. No ano de 1919 exerceu o cargo de fiscal do governo junto à Companhia Nacional de Seguros Operários. Participou também da Exposição Internacional do Centenário, inaugurada em 1922.

No final do governo de Artur Bernardes (1922-1926), foi nomeado adido comercial do Brasil em Nova Iorque, não chegando, entretanto, a assumir o cargo. Em 13 de novembro de 1926, dois dias antes da posse de Washington Luís na presidência da República, foi designado para a Secretaria do Itamarati, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde permaneceria em comissão por quatro anos. Nesse período, foi delegado do comissariado na Exposição Ibero-Americana, realizada em Sevilha, na Espanha, em 1927.

Em fevereiro de 1931 foi designado diretor de uma seção do Departamento Nacional de Comércio do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Promovido a cônsul de primeira classe em maio de 1932, permaneceu vinculado à Secretaria e em fins de 1933 foi nomeado assessor técnico da delegação brasileira à VII Conferência Pan-Americana, realizada em Montevidéu.

Designado para Washington, atuou como perito na embaixada brasileira a partir de setembro de 1934, durante as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos com vistas a um tratado comercial, assinado afinal pelos dois países em fevereiro de 1935. Segundo Gérson Moura em seu livro Autonomia na dependência, esse acordo, aprovado pelo Congresso brasileiro apenas em setembro seguinte, consagrou “o princípio de nação mais favorecida, que se aplicaria à regulamentação tarifária, controle cambial, taxas de exportação etc.” e garantiu “a manutenção ou redução de tarifas para os itens do comércio brasileiro-americano”.

Promovido a cônsul-geral em agosto de 1936, em julho de 1937 foi transferido da capital norte-americana para Berlim, na Alemanha, onde permaneceu de agosto seguinte até junho de 1938, quando foi removido para a Secretaria e retornou ao Brasil. No mês seguinte assumiu a chefia dos Serviços Econômicos do ministério e foi designado membro da comissão encarregada de elaborar o estudo prévio das matérias para as principais teses a serem apresentadas na Conferência Pan-Americana, cuja realização estava marcada para agosto de 1938, em Lima, no Peru. Em janeiro de 1939 foi assessor técnico da delegação brasileira à Conferência Econômico-Financeira, em Montevidéu, e em setembro integrou a Seção de Segurança Nacional do Ministério das Relações Exteriores.

Ministro-conselheiro em Washington a partir de janeiro de 1940, de outubro a dezembro desse ano atuou como encarregado de negócios do Brasil nos Estados Unidos, em substituição ao embaixador Carlos Martins Pereira e Sousa.

Faleceu em Washington no início de fevereiro de 1942, quando aguardava a sua nomeação como o embaixador brasileiro na China.  Seu corpo embalsamado foi trazido para o Rio de Janeiro e sepultado no dia 16 daquele mês, no Cemitério São João Batista.

Era casado com Elsa Souto de Oliveira. Não teve filhos.

Em 1994, uma pequena rua nas imediações do largo do Machado, no Rio de Janeiro, passou a denominar-se rua Arno Konder.

Entre seus sobrinhos, destacaram-se Valério Régis Konder, membro da Aliança Nacional Libertadora em 1935, militante do Partido Comunista Brasileiro — então Partido Comunista do Brasil (PCB) e candidato ao Senado em 1950 pelo então Distrito Federal na legenda do Partido Republicano Trabalhista (PRT); Antônio Carlos Konder Reis, deputado federal por Santa Catarina de 1955 a 1963, senador de 1963 a 1975 e governador do estado entre 1975 e 1979, e Jorge Konder Bornhausen, que, entre outros cargos, foi governador de Santa Catarina entre 1979 e 1982 e senador por esse estado de 1983 a 1991 e de 1999 a 2007.

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FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; GUIMARÃES, A. Dic.; MIN. REL. EXT. Almanaque (1942); MOURA, G. Autonomia.

 

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