LADISLAU CRISTINO CORTES

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Nome: CORTES, Cristino
Nome Completo: LADISLAU CRISTINO CORTES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CORTES, CRISTINO

CORTES, Cristino

*dep. fed. MT 1979-1987.

 

Ladislau Cristino Cortes nasceu em Barra do Garças (MT) no dia 15 de junho de 1926, filho de Antônio Cristino Cortes, fundador da cidade, e de Joana Cristino Cortes.

Agropecuarista, em 1953 filiou-se à União Democrática Nacional (UDN), tendo concorrido e vencido, nas eleições de outubro de 1954, a disputa para a prefeitura de Barra do Garças. Tomou posse em 1955 e quatro anos depois, com o final do mandato, deixou a prefeitura e candidatou-se a deputado estadual na legenda udenista, obtendo êxito. Assumiu o mandato em janeiro de 1959.

Em 1962, ao final da legislatura, deixou o mandato de deputado estadual e concorreu novamente à prefeitura da cidade natal na legenda da UDN. Eleito, tomou posse do cargo em janeiro de 1963.

Em conseqüência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e da posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Deixou a prefeitura em janeiro de 1967.

Em 1970 foi eleito pela terceira vez prefeito de Barra do Garças, na legenda arenista, função que desempenhou até 1973. No pleito de novembro do ano seguinte, ainda na legenda arenista, disputou novamente com êxito uma vaga na Assembléia Legislativa mato-grossense. Assumiu a sua cadeira de deputado estadual em fevereiro de 1975.

Nas eleições de novembro de 1978, concorreu e foi eleito deputado federal na legenda arenista. Assumiu o mandato em fevereiro de 1979, vindo a integrar a Comissão do Interior.

Com o fim do bipartidarismo e a conseqüente reorganização partidária, em 1979 filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), partido de orientação governista que sucedeu a Arena. Reeleito deputado federal em novembro de 1982, assumiu a vaga em fevereiro do ano seguinte, vindo a integrar a Comissão de Agricultura e Política Rural.

Em 25 de abril de 1984 absteve-se na votação da emenda Dante de Oliveira que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado —, a eleição para presidente seria decidida pela via indireta. Na convenção do PDS, em agosto desse ano, votou na indicação do candidato Paulo Maluf, que derrotou Mário Andreazza.

No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Cristino Cortes votou no candidato do regime militar, Paulo Maluf, que acabou sendo derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente a função desde 15 de março desse ano.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura, sem que houvesse disputado a reeleição em novembro do ano anterior. Abandonando a vida política, passou a dedicar-se às atividades privadas.

Faleceu em 17 de março de 2001.

Era casado com Regina Barbosa Cortes, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiro. Repertório (1983-1987); CURRIC. BIOG.; Globo (25/4/84, 16/1/85);Portal Direito2 disponível em http://www.direito2.com.br/.

 

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