LAURO FARANI PEDREIRA DE FREITAS

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Nome: FREITAS, Lauro de
Nome Completo: LAURO FARANI PEDREIRA DE FREITAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FREITAS, LAURO DE

FREITAS, Lauro de

*const. 1946; dep. fed. BA 1946-1947.

 

Lauro Farani Pedreira de Freitas nasceu em Alagoinhas (BA) no dia 15 de abril de 1901, filho de Graciliano Pedreira de Freitas e de Marianina Farani Pedreira de Freitas.

Fez os primeiros estudos em sua cidade natal e, a seguir, no Colégio Antônio Vieira, em Salvador, ingressando depois na Escola Politécnica da Bahia, pela qual se diplomou em engenharia civil em março de 1922.

Iniciou suas atividades profissionais como desenhista, tornando-se em seguinda inspetor de obras-de-arte, condição na qual, a partir de 1921, atuou como inspetor federal junto ao Ginásio da Bahia e, do ano seguinte em diante, junto à Escola Politécnica da Bahia. Também engenheiro-geógrafo, assumiu mais tarde a cátedra de cosmografia e geofísica do Ginásio da Bahia.

Dedicando-se a atividades relacionadas com o setor de transportes ferroviários, ingressou em 1922 na antiga Compagnie de Chémins de Fer Fédéraux de L’Est Brésilien, sediada em Salvador. Aí exerceu diversas funções, atingindo depois o posto de superintendente, no qual permaneceu até 1935. De 1931 a 1943 foi presidente da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários da Bahia e de Sergipe. Subdiretor da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro a partir de 1935, em 1940 prestou serviços no gabinete do ministro da Viação e Obras Públicas, João de Mendonça Lima. Voltando a seguir, como diretor, à Viação Férrea Leste Brasileiro, estagiou em várias fábricas européias e realizou obras de vulto, tendo participado ainda de congressos ferroviários.

No pleito de dezembro de 1945 elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte pela Bahia na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta (18/9/1946) e a transformação da Constituinte em Congresso ordinário, continuou a exercer o mandato, renunciando contudo em julho de 1947. Candidato do PSD ao governo da Bahia no pleito de outubro de 1950, concorrendo com o udenista Juraci Magalhães, faleceu durante a campanha, pouco antes das eleições, em acidente aéreo no qual também pereceu o deputado Gercino Coelho. Seus partidários atribuíram a responsabilidade do desastre a Juraci Magalhães, que sempre repeliu a acusação: “Alegaram que eu mandara colocar açúcar na gasolina do avião. Uma estupidez dessas serviu para me derrotar!” Com efeito, depois de sua morte, o PSD lançou em 13 de setembro a candidatura de Luís Régis Pacheco, vitoriosa após poucos dias de campanha.

Lauro de Freitas era membro da Associação de Engenheiros Civis da Bahia, do Clube de Engenharia do Brasil, da Associação dos Engenheiros Civis de Paris, do Instituto de Organização Racional do Trabalho e da Associação Brasileira de Engenharia Ferroviária, além de membro honorário da Associação dos Empregados da Leste Brasileiro.

Era casado com Maria Elvira Pena Pedreiro de Freitas, com quem teve cinco filhos.

Publicou Movimentos rítmicos das águas do mar e Aspectos da superfície do sol.

Depois de sua morte, o município de Itapiranga (BA) foi rebatizado com o nome de Lauro de Freitas.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; MAGALHÃES, J. Minhas; MELO, A. Cartilha; SILVA, G. Constituinte.

 

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