LAZARO FERREIRA BARBOSA

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Nome: BARBOSA, Lázaro
Nome Completo: LAZARO FERREIRA BARBOSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BARBOSA, Lázaro

*sen. GO 1975-1983; dep. fed. GO 1991-1992, 1993-1995; min. Agric. 1992-1993.

 

Lázaro Ferreira Barbosa nasceu em Orizona (GO) no dia 10 de agosto de 1938, filho dos agricultores Sebastião Ferreira Barbosa e de Deolina Ferreira de Jesus.

Iniciou seus estudos em Souzânia (GO), prosseguindo-os no Ginásio Couto Magalhães, em Anápolis (GO). Fez, depois, o curso de técnico em administração. Nesse período trabalhou como agricultor, foi faxineiro, engraxate, passador de lavanderia, balconista, porteiro de hotel e datilógrafo.

Ingressou na política aos 18 anos de idade como secretário da Prefeitura de Petrolina (GO). Em 1965, por indicação do Partido Social Democrático (PSD), assumiu a diretoria do Departamento de Indústria e Comércio de Goiás.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, empenhou-se na fundação e organização, em Goiás, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Concorreu nessa legenda à Assembléia Legislativa goiana no pleito de novembro de 1966, mas obteve apenas uma suplência. Em novembro de 1970 teve frustrada pela Justiça Eleitoral sua pretensão de candidatar-se a suplente de senador, em virtude de não ter atingido a idade mínima exigida para ocupar o cargo. Fundou então o Escritório Técnico de Administração Municipal, empresa de assessoria a órgãos de administração pública, passando a prestar serviços em todo o estado de Goiás.

Em novembro de 1974 foi eleito senador por Goiás na legenda do MDB e, ainda nesse mês, já eleito, bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Católica de Goiás. Assumindo o mandato em fevereiro de 1975, em setembro seguinte foi eleito primeiro-secretário da comissão executiva nacional de seu partido. Presidiu no Senado a Comissão de Serviço Público Civil durante os anos de 1975 e 1976 e foi membro titular das comissões de Legislação Social e de Transportes. No ano de 1977, assumiu a vice-liderança do MDB no Senado e, na condição de suplente, a Comissão de Justiça.

Candidatando-se numa sublegenda à reeleição ao Senado por Goiás no pleito de novembro de 1982, não obteve êxito. Foi eleito Mauro Borges, também do PMDB. Lázaro Barbosa deixou o Senado ao final da legislatura, em janeiro de 1983.

Neste mesmo ano tornou-se secretário de Minas e Energia de Goiás no governo de Íris Resende e também presidente do conselho de administração das empresas estaduais Centrais Elétricas de Goiás e Metais de Goiás. Após deixar a secretaria, em 1985, no ano seguinte assumiu o posto de secretário-geral do Ministério da Agricultura, no qual permaneceu até 1989, tendo assumido por cinco vezes o cargo, nos eventuais impedimentos do titular, Íris Resende. Naquele mesmo ano, deixou o PMDB, sendo um dos organizadores, em Goiás, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), legenda pela qual Fernando Collor de Melo lançou a sua candidatura vitoriosa à presidência da República nas eleições de novembro/dezembro de 1989.

Afastado da secretaria-geral do Ministério da Agricultura sob acusação de mau gerenciamento de estoques públicos de arroz, Lázaro Barbosa elegeu-se deputado federal pelo PMDB no pleito de outubro de 1990, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1991, assumiu a vice-presidência da Comissão de Agricultura e Política Rural e a vice-liderança do PMDB.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias, e afastado da presidência após a votação na Câmara. Nessa conjuntura, Lázaro Barbosa, por indicação do governador de Goiás, Íris Resende, assumiu o Ministério da Agricultura no dia 14 de outubro de 1992. Sua vaga na Câmara dos Deputados foi ocupada por Alano de Freitas. Lázaro integrou o gabinete formado por Itamar Franco, vice-presidente de Collor que ocupara a presidência em caráter interino. Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo Itamar então efetivado na presidência da República e Lázaro mantido na pasta da Agricultura.

No mês de abril de 1993, o jornal O Globo denunciou o apodrecimento de 33 mil toneladas de grãos estocadas nos armazéns do governo. Cobrado pelo presidente Itamar Franco, Lázaro afirmou que um número muito pequeno de grãos do total armazenado realmente estavam apodrecendo. Esse acontecimento desgastou seu nome e em 19 de maio de 1993 foi demitido pelo presidente, sendo substituído interinamente por Nuri Andraus.

Reassumindo o mandato, Lázaro Barbosa integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura, sem disputar a reeleição em outubro do ano anterior.

Em 2007 o INCRA realizou audiências públicas nas Câmaras Municipais de Iporá e de Crixás para a compra de imóveis rurais na região com o objetivo de assentar famílias de trabalhadores sem-terra, dentre os quais a fazenda Cachoeira Bonita, no município de Iporá, pertencente a Lázaro Barbosa.

Em 2009, ele trabalhava como consultor sênior no escritório Advocacia & Tribunais S. C., em Goiânia.

Ao longo de sua vida fez diversos cursos de extensão universitária em direito internacional público e privado, constitucional, tributário, administrativo, e em medicina legal (traumatologia e psicopatologia forense).

Casou-se com Oneide Pimenta Barbosa, com quem teve três filhas.

Publicou Lutando pela liberdade; Palmilhando os caminhos para a democracia; Lucros do petróleo, inflação e custo de vida; As pessoas não morrem — ficam encantadas; Um panteão para JK; JK: o estadista das Américas; Descaminhos da revolução de março e nação em clamor; Discursos parlamentares; Estudo sobre estado de sítio, medidas de emergência; As amarras do regime; Atuação parlamentar vista pela imprensa do país; Dr. Wanderley de Medeiros: O réu sem crime e Em defesa da classe rural.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (15/10/92, 20/5/93); Globo (5/10/79, 20/5/93); Jornal do Brasil (18/9/75, 2/7/77, 7/6/78, 3/7/79, 18/2/86); NÉRI, S. 16; Perfil (1980); SENADO. Dados biográficos; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8); Veja (5/11/75); http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_biografia.asp?codparl=2008&li=45&lcab=1975-1978&lf=45; http://www.jlocal.com.br/noticias.php?pesquisa=2406

 

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