LEITE, AUGUSTO CESAR

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Nome: LEITE, Augusto César
Nome Completo: LEITE, AUGUSTO CESAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEITE, AUGUSTO CÉSAR

LEITE, Augusto César

*const. 1934; sen. SE 1935-1937.

 

 

Augusto César Leite nasceu no engenho Espírito Santo, município de Riachuelo (SE), no dia 30 de julho de 1886, filho de Francisco Rabelo Leite e de Maria Virgínia Acióli Leite. Seu irmão Júlio César Leite foi senador por Sergipe de 1951 a 1959 e de 1963 a 1971.

Iniciou os estudos em sua cidade natal, concluindo o curso secundário nos colégios Sebrão e Carneiro Ribeiro, em Salvador. Prestou ainda alguns exames no Ateneu Sergipense e, em 1909, diplomou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

De volta a Sergipe, clinicou nos municípios de Capela e Maroim, fixando residência em Aracaju. Nomeado diretor da Escola de Aprendizes Artífices da capital, assumiu o cargo em fevereiro de 1910. Em janeiro de 1913 seguiu para a Europa a fim de aperfeiçoar seus conhecimentos médicos, retornando ao país no ano seguinte. Em 1916 deixou a Escola de Aprendizes Artífices para assumir, no mês de julho, a cátedra de noções de higiene geral do Ateneu Sergipense, onde lecionou ainda história natural e suas aplicações à agricultura, zootécnica e indústria. Em agosto seguinte foi nomeado membro efetivo do Conselho Superior de Instrução Pública e eleito membro do Conselho Municipal de Aracaju para o biênio 1917-1919, passando a reger a cadeira de história natural do Seminário Diocesano de Aracaju em fevereiro de 1918. Transferiu-se para Recife em agosto de 1922, regressando à capital sergipana no ano seguinte. Em 1926 assumiu a direção da Escola de Farmácia de Aracaju e no mesmo ano elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa de Sergipe.

Após a Revolução de 1930, fundou em março de 1933, juntamente com Erônides Ferreira de Carvalho e Gonçalo Rollemberg do Prado, o partido União Republicana de Sergipe, na legenda do qual foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte no pleito de maio do mesmo ano. Assumindo o mandato em novembro seguinte, durante os trabalhos constituintes votou, em junho de 1934, contra a elegibilidade de Getúlio Vargas, até então chefe do Governo Provisório, que pleiteava ser eleito presidente constitucional pela Assembléia, após a promulgação da nova Carta. Seu voto foi derrotado e Vargas obteve a elegibilidade, sendo afinal eleito presidente da República em 17 de julho de 1934, um dia após a promulgação da Constituição. Nesse momento, os deputados constituintes tiveram seus mandatos prorrogados até maio de 1935, quando deveriam assumir os eleitos em outubro de 1934. Nesse pleito, Augusto Leite conquistou uma cadeira de deputado federal, mas não voltou à Câmara, pois, em abril de 1935, foi eleito senador pela Assembléia Constituinte de seu estado, sempre na legenda da União Republicana de Sergipe. Assumindo o mandato no Senado no mês seguinte, aí atuou como partidário do governador Erônides de Carvalho, igualmente eleito pela Assembléia sergipana.

Em maio de 1937 foi delegado de seu partido no lançamento da candidatura oficiosa de José Américo de Almeida à sucessão de Vargas, prevista para o ano seguinte. Com o advento do Estado Novo em novembro de 1937 e a dissolução de todos os órgãos legislativos do país, perdeu seu mandato e afastou-se da política, voltando a exercer suas atividades profissionais como médico em Aracaju.

Foi professor da cadeira de higiene do Ateneu Pedro II e diretor do Hospital de Cirurgia, da Maternidade Francisco Melo e do serviço cirúrgico do Hospital Santa Isabel. Atuou também como jornalista, tendo colaborado em quase todos os jornais de seu estado. Foi ainda presidente da Sociedade de Medicina e membro da Academia de Letras de Sergipe.

Faleceu em Aracaju no dia 9 de fevereiro de 1978.

Era casado com Amélia da Cruz Leite, com quem teve sete filhos. Seu sobrinho, José Rollemberg Leite, foi governador de Sergipe de 1947 a 1951 e de 1975 a 1979 e senador pelo mesmo estado de 1965 a 1971.

Além de discursos e conferências, publicou Da contra-indicação renal do emprego do salicilato de sódio (tese de doutoramento).

 

 

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Diário de Notícias, Rio (26/5/37); Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; GUARANÁ, M. Dic.; Jornal do Brasil (14/2/78); SENADO. Anais (2/5/35); SILVA, H. 1937; WYNNE, J. História.

 

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