LEITE, MAURO RENAULT

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Nome: LEITE, Mauro Renault
Nome Completo: LEITE, MAURO RENAULT

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEITE, MAURO RENAULT

LEITE, Mauro Renault

*const. 1946; dep. fed. PI 1946-1951; min. TCU 1969-1981.

 

Mauro Renault Leite nasceu em Barbacena (MG) no dia 1º de março de 1911, filho de Camilo Leite Filho, engenheiro civil, e de Cecília Renault de Castro Leite. Seu primo José Francisco Bias Fortes foi deputado federal por Minas Gerais de 1925 a 1926, em 1930, de 1935 a 1937 e de 1946 a 1950; constituinte de 1934 e de 1946; ministro da Justiça de 1950 a 1951 e governador de Minas Gerais de 1956 a 1961. Um outro primo, Crispim Jacques Bias Fortes, foi deputado federal por Minas Gerais de 1951 a 1975 e de 1979 a 1983. Seu primo-irmão Abgar de Castro Araújo Renault foi ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) de 1967 a 1973 e membro da Academia Brasileira de Letras de 1968 a 1995.

Estudou no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e cursou o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), sendo declarado, em 1930, aspirante na arma de Artilharia. Engenheiro-geógrafo, formado em 1931, e civil, em 1933, ambos pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, realizou ainda curso de revisão de matemática superior para engenheiros. Tornou-se, em 1934, engenheiro da prefeitura do Distrito Federal, tendo sido promovido a chefe de divisão em 1938. Nesse mesmo ano tornou-se representante do governo do Piauí, junto ao governo federal, para tratar de assuntos econômicos e financeiros do estado, perito do Banco do Brasil em 1939, representante do Distrito Federal no Conselho Nacional do Petróleo em 1942 e engenheiro da Central do Brasil em 1943, desempenhando todas essas funções até 1945.

Com o fim do Estado Novo (29/10/1945) e a conseqüente redemocratização do país, no pleito de dezembro desse ano elegeu-se deputado pelo Piauí à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Social Democrático (PSD), do qual foi um dos fundadores. Assumindo o mandato em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta (18/9/1946) e a transformação da Constituinte em Congresso ordinário, exerceu o mandato até janeiro de 1951. Na Câmara, foi líder da bancada pessedista do Piauí e participou, como membro efetivo, das comissões do Polígono das Secas e de Diplomacia e Tratados. Não concorreu à reeleição no pleito de 1950 e continuou na chefia da divisão de engenharia da prefeitura do Distrito Federal.

Em 1966 tornou-se membro do Conselho Técnico do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), órgão que viria a ser absorvido em julho de 1970 pelo recém-criado Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Presidente da Comissão Permanente para o Estabelecimento de Núcleos Industriais da Guanabara, em 1969, após deixar a chefia da divisão de engenharia do então estado da Guanabara, foi nomeado em maio desse ano ministro do TCU e no ano seguinte foi o relator das contas do governo. Permaneceu nesse tribunal até 1981, quando se aposentou.

Foi ainda membro do Conselho Diretor da Cruz Vermelha Brasileira.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 10 de junho de 1997.

Era casado com Emília Dutra Leite, com quem teve um filho. Seu sogro, o marechal Eurico Gaspar Dutra, foi ministro da Guerra (1936-1945) e presidente da República (1946-1951).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos deputados; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; Perfil (1972 e 1974); SILVA, G. Constituinte; TCU. Dados (1893-1990).

 

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