LEONEL, BENEDITO ONOFRE BEZERRA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: LEONEL, Benedito Onofre Bezerra
Nome Completo: LEONEL, BENEDITO ONOFRE BEZERRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEONEL, BENEDITO ONOFRE BEZERRA

LEONEL, Benedito Onofre Bezerra

*militar, min. ch. EMFA 1995-1999.

Benedito Onofre Bezerra Leonel nasceu em Piraju (SP) no dia 29 de abril de 1930.

Foi declarado aspirante a oficial em dezembro de 1950, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Em junho de 1951 recebeu a promoção de segundo-tenente e em março de 1953 a de primeiro-tenente. Durante o ano de 1955, fez o curso de oficial de radar, na Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea. Promovido a capitão em março de 1956, entre fevereiro e dezembro de 1960 fez o curso de aperfeiçoamento de oficiais na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). Major em dezembro de 1964, freqüentou o curso de altos estudos militares do Exército na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército durante o ano de 1966. Em dezembro de 1967 assumiu o cargo de instrutor na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Em abril de 1970, recebeu a patente de tenente-coronel. Em 1972 fez o curso de Estado-Maior e Comando das Forças Armadas na Escola Superior de Guerra (ESG). Oficial de estado-maior no Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) de fevereiro de 1973 a março de 1974, neste último mês passou a servir no gabinete do ministro do Exército, general Dale Coutinho. Em maio seguinte tornou-se assessor da delegação brasileira na Junta Interamericana de Defesa, em Washington (EUA). Durante esse período, fez o curso de defesa continental, no Colégio Interamericano de Defesa, tendo sido promovido a coronel em dezembro de 1975. Em dezembro de 1976, quando retornou ao Brasil, assumiu o comando da Escola de Instrução Especializada, onde permaneceu até fevereiro de 1979. Em seguida tornou-se subcomandante da EsAO. Chefe do gabinete da Diretoria Patrimonial em janeiro de 1980 e do gabinete da Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial em setembro, comandou o Colégio Militar do Rio de Janeiro de maio de 1981 a janeiro de 1983. Em seguida foi chefe de gabinete da Secretaria de Economia e Finanças. Em novembro deste ano, foi promovido a general-de-brigada.

Comandante da Artilharia Divisionária da 4ª Divisão de Exército de janeiro a abril de 1984, foi chefe de Estado-Maior do III Exército deste último mês até março de 1985, quando assumiu a chefia de gabinete do general Leônidas Pires Gonçalves, recém-nomeado ministro do Exército do governo do presidente José Sarney, o primeiro civil após 21 anos de regime militar. Promovido a general-de-divisão em março de 1988, em abril de 1990 recebeu o comando da 5ª Região Militar/5ª Divisão de Exército. Dois anos depois foi nomeado vice-chefe do Departamento Geral de Serviços. Em julho de 1992 passou a general-de-exército e no mês seguinte assumiu a chefia do Departamento Geral de Serviços, exercida até março de 1993.

Ainda este mês assumiu a chefia do Estado-Maior do Exército, vindo a exercer cumulativamente a presidência da XX Conferência dos Exércitos Americanos. Em agosto de 1994, manifestou seu apoio à criação do Ministério da Defesa, o que acarretaria a extinção das três pastas militares. Em dezembro, ficou conhecido nacionalmente devido a discurso proferido durante solenidade militar, no qual alertou o país para o perigo da “cólera das legiões”, referindo-se à discrepância salarial dos militares em relação aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário.

Em janeiro de 1995, foi nomeado ministro de Estado chefe do EMFA, substituindo ao almirante Arnaldo Leite Pereira. Em seu discurso de posse declarou que, por ordem do recém-empossado presidente Fernando Henrique Cardoso, e tendo como base estudos do Exército, Marinha e Aeronáutica, o EMFA iria conduzir as Forças Armadas a uma “adaptação gradual” para se unirem no Ministério da Defesa. Por ocasião das emendas constitucionais propostas pelo Executivo, pleiteou a diferenciação das regras de aposentadoria entre servidores públicos civis, forças auxiliares (policiais militares e bombeiros) e militares, alegando a especificidade de suas funções.

Graças a uma lei publicada na edição do Diário Oficial da União do dia 13 de setembro de 1995, permitindo a generais da reserva comandarem o EMFA, o general Bezerra Leonel, que iria para a reserva em novembro seguinte, não só permaneceu no cargo após esse período, como quebrou uma tradição: o rodízio entre o Exército, Marinha e Aeronáutica no comando da pasta. Em palestra realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em outubro, declarou que “ninguém é mais socialista ou comunista do que o militar”, pois nos quartéis comandantes e subordinados comiam a mesma comida, viviam comunitariamente e estavam sempre prontos a atenderem a sociedade.

Em junho de 1998, Benedito Leonel apoiou publicamente a privatização da Telebrás, holding estatal de telecomunicações.

Mantido na chefia do EMFA em 1º de janeiro de 1999, por ocasião da posse de Fernando Henrique Cardoso em seu segundo mandato presidencial, em junho deixou o cargo, sendo substituído pelo tenente-brigadeiro-do-ar Nélson de Sousa Taveira.

Integrou o Conselho de Defesa Nacional.

Casou-se com Heráclia Santiago Leonel, com quem teve três filhos.

Miriam Aragão

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (6/10/95); Folha de S. Paulo (30/8/94, 4/1/95); Globo (14/7/95); Jornal do Brasil (17/12/94, 4/1, 21/3 e 16/9/95, 20/6/98).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados