Leolina Nita Barbosa Sousa Costa,

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Nome: COSTA, Nita
Nome Completo: Leolina Nita Barbosa Sousa Costa,

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

COSTA, Nita

*dep. fed. BA 1955-1959

 

Leolina Nita Barbosa Sousa Costa, conhecida como Nita Costa, nasceu em Feira de Santana (BA) no dia 7 de novembro de 1907, filha de Deoclécio Barbosa de Sousa e de Maria Machado Barbosa de Sousa.

Estudou na sua cidade natal e em Salvador, cursando até o ginasial.

Em 1930 tornou-se vice-presidente do Instituto de Proteção e Assistência a Infância da Bahia, atendendo a convite do médico Alfredo Magalhães, criador da instituição e sogro de seu irmão. Com o falecimento de Magalhães veio a ocupar a presidência do instituto, que, na época, mantinha posto de saúde, creche e curso pré-natal. No exercício da presidência, fundou o Hospital Alfredo Magalhães, no bairro Rio Vermelho, em Salvador. Criou diversos postos de saúde em Salvador, uma maternidade em Feira de Santana e outra em Cachoeira (BA).

Uma das fundadoras do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na Bahia, agremiação criada em 1945 com o fim do Estado Novo e a conseqüente reformulação partidária, Nita Costa, dando prosseguimento à sua ação assistencial, fundou uma maternidade em Salvador que no governo estadual de Régis Pacheco (1951-1955) tornou-se conveniada da Universidade Federal da Bahia (Ufba), e posteriormente foi rebatizada como Maternidade Nita Costa.

Elegeu-se deputada federal pelo PTB no pleito de outubro de 1954, obtendo 20% dos votos dos eleitores da capital baiana. Assumiu o mandato em 1º de fevereiro de 1955. Foi a primeira deputada federal do Nordeste do país. Na legislatura 1955-1959, a bancada feminina reduzia-se a ela e a Ivete Vargas, do PTB de São Paulo.

Durante a legislatura integrou 11 comissões, sendo titular da Comissão de Constituição e Justiça. Na sua atividade parlamentar formulou alguns projetos de lei voltados para a melhoria das condições de trabalho de várias categorias de trabalhadores, e lutou pela reformulação do conceito de cidadania da mulher brasileira. Não conseguindo reeleger-se no pleito de outubro de 1958, deixou a Câmara dos Deputados no dia 31 de janeiro de 1959, ao final da legislatura.

Abandonando a carreira política, continuou dedicada às atividades assistenciais, tendo colaborado com o cardeal-arcebispo de Salvador, dom Augusto Álvaro da Silva, em seu projeto de recuperação de prostitutas.

Faleceu em Novo Hamburgo (RS) no dia 7 de março de 1963.

Era casada com Leonardo de Almeida Costa, com quem teve duas filhas.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3).

 

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