LEORNE MENESCAL BELEM DE HOLANDA

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Nome: BELÉM, Leorne
Nome Completo: LEORNE MENESCAL BELEM DE HOLANDA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BELÉM, Leorne

*dep. fed. CE 1979-1987.

Leorne Menescal Belém de Holanda nasceu em Quixeramobim (CE) no dia 23 de abril de 1938, filho de Luís Gonzaga de Holanda e de Zaine Belém de Holanda.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará em 1962 e foi advogado de ofício substituto da Justiça Militar de 1964 a 1970.

Em novembro de 1970 foi eleito deputado estadual na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação política de sustentação do regime militar implantado no Brasil em abril de 1964, criada após a promulgação do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), que extinguiu os partidos políticos existentes e instaurou o bipartidarismo. Nas eleições de novembro de 1974 foi reeleito para a Assembleia Legislativa do Ceará.

Em novembro de 1978 elegeu-se deputado federal pelo Ceará. Deixou a Assembleia em janeiro de 1979, ao final do mandato estadual, e assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte. Nesse ano, integrou a Comissão Mista do Congresso encarregada de examinar o projeto de anistia do governo. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que deu continuidade à Arena. Durante a legislatura 1979-1983, foi membro da Comissão de Finanças e suplente da Comissão de Relações Exteriores e da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Nas eleições de novembro de 1982 foi reeleito deputado federal. Iniciada a legislatura 1983-1987, foi membro da Comissão de Constituição e Justiça e suplente da Comissão do Interior. Ausentou-se da sessão da Câmara dos Deputados do dia 25 de abril de 1984, em que foi rejeitada a emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas imediatas para presidente da República e não obteve a votação necessária para ser apreciada no Senado. No Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, votou em Paulo Maluf, do PSD, que foi derrotado por Tancredo Neves, candidato lançado pela Aliança Democrática, coligação formada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS reunida na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Nas eleições de novembro de 1986, tentou mais uma vez a reeleição, mas não foi eleito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura. Abandonando a carreira política, voltou a se dedicar à advocacia. Entre 1989 e 1995 foi superintendente da Legião Brasileira de Assistência no Ceará.

Casou-se com Sueli Nogueira de Holanda, com quem teve dois filhos.

Publicou Dignidade universitária (1963).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1979-1983, 1983-1987); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (29/6 e 2/10/79); TRIB. REG. ELEIT. CE.

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