LEVINDO EDUARDO COELHO

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Nome: COELHO, Levindo
Nome Completo: LEVINDO EDUARDO COELHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COELHO, LEVINDO

COELHO, Levindo

*dep. fed. MG 1930; const. 1934; dep. fed. MG 1935-1937; const. 1946; sen. MG 1946-1955.

 

Levindo Eduardo Coelho nasceu em Catas Altas de Noruega (MG), atual Conselheiro Lafaiete, no dia 13 de outubro de 1871, filho de Antônio Coelho e de Maria Antônia Coelho.

Fez os primeiros estudos de 1878 a 1881 em Ubá (MG), cursando o secundário de 1885 a 1891 no Colégio Mineiro e no Ginásio Ouro-pretano, em Ouro Preto (MG), onde posteriormente lecionou inglês. Em 1893, ingressou por concurso no quadro de funcionários da Administração dos Correios de Minas, colando grau em 1894 na Escola de Farmácia de Ouro Preto com a tese A nutrição. No ano seguinte, diplomou-se em ciências químicas e naturais pela mesma escola, lecionando na Escola de Farmácia de Ouro Preto até 1901, quando foi posto em disponibilidade. Ainda em Ouro Preto, dedicou-se ao jornalismo, colaborando nos órgãos O Ateneu e O Cisne. Cursou em seguida a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, diplomando-se em 1902 com a tese A higiene alimentar da criança. Em 1903, retornou a Ubá, onde passou a clinicar. Ainda em Ubá, Levindo se tornaria fazendeiro e lecionou no Ginásio São José, no Ginásio Oficial Raul Soares e na Escola de Farmácia e Odontologia. Em 1911, presidiu o II Congresso Católico, em Belo Horizonte.

Iniciou suas atividades políticas em 1914, a convite do presidente do estado de Minas Gerais, Raul Soares de Moura, que o conduziu à chefia política de Ubá. Assim, ingressou no Partido Republicano Mineiro (PRM), cuja comissão executiva integraria, participando desde então de todas as suas campanhas. Elegeu-se em 1915 vereador à Câmara Municipal de Ubá, que presidiu e, em seguida, senador estadual, exercendo o mandato até 1930. Elegeu-se também deputado federal na legenda do PRM para a última legislatura da República Velha, assumindo o mandato em maio de 1930. Em setembro do mesmo ano, foi nomeado secretário da Educação de Minas Gerais no governo de Olegário Maciel. Apoiou a Revolução de Outubro de 1930, mas, quando, em novembro seguinte, o secretariado mineiro se reuniu para sugerir ao presidente do estado sua renúncia, não encampou a sugestão. Negou-se em seguida a assinar o manifesto da Legião Liberal Mineira, organização política criada em fevereiro de 1931 sob inspiração fascista e com o propósito de aprofundar o programa da Revolução de 1930. A Legião Mineira, liderada por Francisco Campos e Gustavo Capanema, estava ligada nacionalmente à Legião de Outubro, com cujo programa tinha semelhanças. A organização acabou por conquistar a adesão de Olegário Maciel e exerceu cerrada oposição ao PRM, que passou a constituir a oposição. Levindo Coelho decidiu permanecer no PRM, demitindo-se em abril de 1931 da Secretaria da Educação, no exercício da qual chegou a responder interinamente pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Em maio de 1933, elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do PRM. Assumindo o mandato em novembro do mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes, e, após a promulgação da nova Carta (16/7/1934), teve o mandato estendido até maio de 1935. Eleito para a legislatura ordinária em outubro de 1934, permaneceu na Câmara dos Deputados até sua dissolução pelo golpe que instaurou o Estado Novo em novembro de 1937. Deste ano até 1939, foi ainda prefeito municipal de Ubá, nomeado pelo governador Benedito Valadares Ribeiro.

Com a desintegração do Estado Novo em 1945, filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda se elegeu, em dezembro de 1945, senador por Minas à Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos de elaboração constitucional e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Nesta legislatura, foi vice-presidente da Comissão de Saúde do Senado, chegando a presidi-la antes de terminado o mandato. Ao deixar o Senado em janeiro de 1955, passou o comando de suas bases políticas, ou seja, a liderança do PSD da Zona da Mata mineira, a seu filho Levindo Ozanam Coelho, retirando-se então da política. Passou em seguida a integrar o conselho do Banco Hipotecário de Minas Gerais.

Foi jornalista em Ubá, onde fundou Movimento, semanário de orientação católica de grande penetração na Zona da Mata. Dirigiu também a Folha do Povo, órgão oficial do PRM naquela cidade e que acabou por adquirir. Membro da Associação de Imprensa, fundou diversas instituições de caridade e trabalhou em prol do acolhimento às freiras do Sacré-Coeur de Marie, quando expulsas de Portugal.

Faleceu em Ubá em 6 de junho de 1961.

Foi casado com Antonina Gonçalves Coelho, com quem teve 13 filhos, entre os quais Ozanam Coelho, deputado federal por Minas Gerais de 1959 a 1975, vice-governador de Minas de 1975 a 1978, governador de Minas Gerais de 1978 a 1979 e novamente deputado federal por seu estado entre 1983 e 1984. O neto, Saulo Coelho, foi deputado federal de 1988 a 1995.

Teve publicada a autobiografia Minha vida, minha obra.

 

 

FONTES: ANDRADE, F. Relação; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Anais (1961-9); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; CISNEIROS, A. Parlamentares; CONSULT. RAMOS, P.; Diário do Congresso Nacional; Encic. Mirador; GODINHO, V. Constituintes; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; HORTA, C. Famílias; MACEDO, N. Aspectos; MAGALHÃES, B. Artur; OLIVEIRA, M. História; Personalidades; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); SENADO. Relação; SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2).

 

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