LEZIO GOMES SATHLER

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Nome: SATHLER, Lézio
Nome Completo: LEZIO GOMES SATHLER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SATHLER, LÉZIO

SATHLER, Lézio

*const. 1987-1988; dep. fed. ES 1987-1991; 1993-1995.

Lézio Gomes Sathler nasceu em Lajinha (MG) no dia 2 de setembro de 1951, filho de Paulo de Oliveira Sathler e Maria Gomes Sathler.

Professor da Sociedade Educacional de Colatina (ES), de 1973 a 1981, filiou-se em 1976 ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar vigente no país desde abril de 1964. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, entrou para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 1980. Candidatou-se ao cargo de prefeito de Colatina por essa legenda em novembro de 1982, mas não conseguiu eleger-se. Nesse mesmo ano, concluiu o curso de administração de empresas na Faculdade de Educação dessa cidade.

Formado pela Faculdade de Direito de Colatina, entre 1983 e 1986 exerceu o cargo de diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Espírito Santo por indicação do então governador Gérson Camata, implantando durante a sua gestão diversos projetos que o tornaram popular, como “O Detran nas escolas” e “O Detran sobre rodas”.

Elegeu-se deputado federal constituinte em novembro de 1986 pela legenda pemebebista, assumindo o mandato em fevereiro de 1987, quando começaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Nesse mesmo ano participou da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças e foi suplente da Subcomissão da Questão Urbana e Transporte, da Comissão da Ordem Econômica.

Nas votações principais da Constituinte, pronunciou-se a favor do rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, do mandado de segurança coletivo, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa e da criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o aborto, o presidencialismo, a estatização do sistema financeiro, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, a anistia aos micro e pequenos empresários, a legalização do jogo do bicho.

No início de 1988, participou da Comissão do Sistema Financeiro e Tributário na ANC. Em junho desse ano, deixou o PMDB, ingressando no recém-criado Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Espírito Santo. Com a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara dos Deputados, sendo membro titular da Comissão de Agricultura.

No pleito de outubro de 1990 candidatou-se à reeleição na legenda do PSDB, obtendo uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura.

Assumiu e foi efetivado no mandato em 4 de janeiro de 1993, no lugar de Paulo Hartung, empossado no dia 1º na prefeitura de Vitória. Foi favorável às seguintes medidas apresentadas pelo Executivo ao Congresso: criação do imposto de 0,25% sobre transações bancárias, criação de um Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiria ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação e fim do voto obrigatório.

Tornou-se membro efetivo da Comissão de Viação e Transportes na Câmara dos Deputados entre 1993 e 1994. No Congresso Nacional, participou da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização em 1994.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura, sem ter concorrido à reeleição em outubro do ano anterior. Posteriormente, exerceu o cargo de delegado regional do Ministério da Educação no Espírito Santo e, em janeiro de 1999, foi nomeado pelo governador recém-empossado, José Inácio Ferreira, diretor do Detran capixaba. Em 2001, ainda durante o governo de José Inácio, Sathler chegou a assumir a secretaria da Casa Civil.

Foi casado com Maria Helenice Nicchio Sathler, com quem teve dois filhos.

 

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, supl.); COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94).

 

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