LICIO PROENCA BORRALHO

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Nome: BORRALHO, Lício
Nome Completo: LICIO PROENCA BORRALHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BORRALHO, LÍCIO

BORRALHO, Lício

*rev. 1932; dep. fed. MT 1951-1955.

 

Lício Proença Borralho nasceu em Uruguaiana (RS) no dia 18 de abril de 1902, filho de Lício de Campos Borralho e de Laura Borralho.

Cursou a Escola de Engenharia de Porto Alegre, pela qual se formou engenheiro agrônomo com especialidade em levantamentos topográficos, planimétricos e altimétricos.

Transferindo-se para o estado de Mato Grosso em 1925, no período 1929-1930 foi um dos organizadores da Aliança Liberal em Ponta Porã (MS), então no estado de Mato Grosso. Durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas, instalado com a vitória da Revolução de 1930, participou da Revolução Constitucionalista de 1932 que eclodiu em São Paulo no mês de julho. Foi prefeito de Ponta Porã em 1933, 1935 e 1936. Ainda em 1935 foi nomeado delegado regional de valorização da fronteira sudoeste, organização que visava à captação de recursos para as prefeituras da fronteira entre o antigo Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná.

Em janeiro de 1947 foi eleito deputado à Assembléia Constituinte de Mato Grosso na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), cuja bancada liderou na Assembléia. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato legislativo ordinário. Eleito em outubro de 1950 deputado federal pelo mesmo estado, o mais votado, sempre na legenda do PTB, deixou a Assembléia estadual em janeiro de 1951 e, no exercício do novo mandato, iniciado no mês seguinte, foi líder de seu partido na Câmara Federal, na qual permaneceu até janeiro de 1955. Ainda nessa legislatura, ocupou o cargo de segundo-secretário da Câmara e, por curtos períodos, a presidência desta casa. No pleito de outubro de 1958 tornou a se candidatar na legenda do PTB, desta vez a deputado estadual, mas alcançou apenas a oitava suplência, não mais voltando a disputar eleição, contudo continuando a atuar na vida política mato-grossense.

Com o movimento político militar de abril de 1964, foi acusado de pertencer ao Grupo dos Onze, movimento criado em 1963 por Leonel Brizola, composto por grupos formados por 11 membros, que tinham como objetivo a luta pela implementação das chamadas reformas de base (agrária, educacional, bancária etc.). Borralho foi afastado do cargo de delegado regional de valorização da fronteira sudoeste e esteve preso por 17 dias, tendo sido posteriormente julgado inocente e libertado.

Em 1986, foi criado o museu da família Borralho, em Cuiabá. Dez anos depois, seria dado o seu nome à mais antiga praça de Ponta Porã.

Foi um dos fundadores das cidades de Bonito (MS) e Amambaí (MS), membro da Associação de Imprensa Mato-Grossense e do Sindicato dos Engenheiros de Campo Grande, hoje capital de Mato Grosso do Sul.

Faleceu em Ponta Porã no dia 26 de agosto de 1993.

Era casado com Epifânia Cortaza, com quem teve três filhos.

 

FONTES: AUDRÁ, A. Bancada; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; INF. FAM.; MENDONÇA, R. Dic.

 

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