LIDIA ARAUJO QUINAN

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Nome: QUINAN, Lídia
Nome Completo: LIDIA ARAUJO QUINAN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

QUINAN, Lídia

*dep. fed. GO 1995-2003.

Lídia Araújo Quinan nasceu em Campinas (SP), no dia 16 de julho de 1937, filha de Paulo Freire de Araújo e de Cira Nogueira de Araújo. Seu pai foi deputado federal por Minas Gerais

Radicada em Goiás desde 1955, dois anos depois formou-se pela Escola de Enfermagem Florence Nightingale, de Anápolis (GO). Em 1986 participou do I Seminário Estadual de Prevenção à Drogadição, do I Seminário Nacional da Paz, promovido pela Comunidade Bahá’i, e do I Congresso Ibero-Latino-Americano de Geriatria e Gerontologia, em São Paulo.

Filiada ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) desde 1980, foi indicada em 1993 para o diretório municipal de Anápolis, elegendo-se delegada do diretório nacional. Candidata a deputada federal nas eleições de outubro de 1994 obteve a maior votação do estado — pouco mais de cem mil votos —, sendo empossada na Câmara em fevereiro de 1995.

Titular à Comissão de Educação, Cultura e Desporto, no tocante às emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, votou a favor da extinção do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem; da mudança do conceito de empresa nacional; da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de educação.

Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro pela quebra da estabilidade do servidor público, item principal da reforma administrativa.

Reeleita no pleito de outubro de 1998, concorrendo pela legenda do PMDB — com 120.705 votos, foi mais uma vez a maior votação do estado — em novembro votou a favor do teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor público, e pelos critérios de idade e tempo de contribuição mínimo, para os trabalhadores no setor privado. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 1999. Nesta legislatura, no ano de 2001, tornou-se presidenta da Comissão Especial - Asbesto e Amianto, foi suplente nas comissões permanentes de educação (PEC nº 233/95) e de Combate à Pobreza (PEC nº 249/00); foi relatora e titular na comissão permanente do Plano Nacional de Cultura (PEC nº 306/00); e foi titular da comissão permanente de Relação entre Entidades Públicas e Respectivas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (PLP nº 8/99).

 No ano de 2002 concorreu ao mesmo cargo, mas conseguiu eleger-se apenas para a suplência de seu partido. No ano de 2003 era Superintendente de Assistência Social ao Idoso da Secretaria de Cidadania e Trabalho do Estado de Goiás.

Por ocasião do centenário da cidade de Anápolis, em agosto de 2007, foi convidada para compor a mesa da Sessão Solene em homenagem ao município.

Lídia Quinan foi membro do conselho consultivo da Associação Comercial e Industrial de Goiás e vice-presidente do grupo Onogás e da Onocrédito S.A., de Goiânia. Em 2007 foi denunciada pelo Ministério Público Federal, por meio de acusação de não ter fornecido os livros fiscais da empresa Onogás, nos anos de 1994 até 1996, assim como as declarações d IRPF, nos anos de 1996 e 1997, visando sonegação fiscal. No ano de 2009 foi considerada absolvida das acusações por não terem sido apresentadas provas suficientes de que exercia a gerência da empresa durante o período investigado. Sua defesa alegou que durante esse período ela exercia mandato eletivo

Foi casada com Onofre Quinan, com quem teve quatro filhos. O marido foi vice-governador e governador de Goiás de 1983 a 1986, e de 1986 a 1987, respectivamente, e senador de 1991 a 1998, quando faleceu.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 29/9 e 6/11/98).

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