LIGIA MOELMANN DOUTEL DE ANDRADE

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Nome: ANDRADE, Lígia Doutel de
Nome Completo: LIGIA MOELMANN DOUTEL DE ANDRADE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ANDRADE, Lígia Doutel de

*dep. fed. SC 1967-1969.

 

Lígia Moelmann Doutel de Andrade nasceu em Florianópolis no dia 28 de setembro de 1934, filha de José da Costa Moelmann e de Ana Elisa Ribeiro Moelmann.

Fez os estudos primários em sua cidade natal, completando-os no Colégio Benett, no Rio de Janeiro. Nesta cidade, bacharelou-se em história pela Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Iniciou-se na vida política em 1966, após a cassação, com base no Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), do mandato de seu marido, Armindo Marcílio Doutel de Andrade, secretário-geral do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), deputado federal desde 1959 e líder de seu partido na Câmara. Participou da Frente Ampla, movimento de oposição ao governo militar que logrou articular, a partir de 1966, políticos de grande expressão nacional, como Carlos Lacerda, João Goulart e Juscelino Kubitschek. Seu marido estava entre os principais articuladores do movimento, que foi declarado ilegal em abril de 1968, deixando de existir.

No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputada federal por Santa Catarina na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Herdeira do prestígio eleitoral do marido, foi a candidata mais votada do partido no estado, obtendo 45 mil sufrágios. Assumindo o mandato em fevereiro de 1967, participou dos trabalhos legislativos como membro da Comissão de Legislação Social da Câmara. Em 30 de setembro de 1969, teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5 (AI-5), promulgado em 13 de dezembro do ano anterior. Ainda assim, não abandonou a política, participando, a partir de meados da década de 1970, do Movimento Feminino pela Anistia, medida afinal decretada em agosto de 1979.

Após a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, foi uma das fundadoras, em 1980, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e, em 1981, do Movimento de Mulheres da agremiação. Candidatou-se nessa legenda ao governo do estado de Santa Catarina nas eleições de novembro de 1982, mas não conseguiu se eleger. A partir de então, não disputou mais nenhum cargo público, mas continuou militando no PDT. Em 1988, tornou-se representante de seu partido na Internacional Socialista de Mulheres, exercendo por dois mandatos consecutivos o cargo de vice-presidente para a região Brasil-Paraguai.

De 1991 a 1994, atendendo a convite do governador do estado Rio de Janeiro Leonel Brizola (1991-1994), presidiu o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), cargo que voltou a ocupar na gestão do governador Anthony Garotinho (1999-2002).

 

FONTES: CABRAL. O. Era; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); Estado de S. Paulo (10/8/82); INF. BIOG.; Jornal da Tarde (2/10/69); NÉRI, S. 16; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8).

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