LIMA, ARGUS

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Nome: LIMA, Argus
Nome Completo: LIMA, ARGUS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MARQUES, Antônio Ferreira

LIMA, Argus

*  militar; comte Comdo Mil. Amazônia 1972-1974; comte IV Ex. 1976-1979.

 

 

Argus Lima nasceu em Porto Alegre no dia 14 de julho de 1913, filho de José Felício Monteiro de Lima e de Francelina Rodrigues Lima.

Filho de militar, fez os primeiros estudos no Colégio Militar de Porto Alegre, ingressando em abril de 1931 na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, que o declarou aspirante-a-oficial na arma de cavalaria em janeiro de 1934.

Promovido a segundo-tenente  em agosto desse ano 1935 e a primeiro-tenente em setembro de 1936, em janeiro de 1939 ingressou no curso da Escola de Educação Física do Exército (EEFE), concluindo-o em dezembro. Em dezembro de 1942 recebeu a patente de capitão. Instrutor da Escola de Educação Física do Exército de março de 1946 a março de 1947,  matriculou-se em seguida no curso de cavalaria da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EAO), concluindo-o em julho. Em fevereiro de 1950, foi aprovado nos exames de admissão na Escola de Estado-Maior (EEM), recebendo, dois meses depois, a patente de major. Após concluir o curso da EEM em outubro de 1952, iniciou  estágio na 2ª Região Militar (SP)  em fevereiro de 1953. Um ano depois, tornou-se instrutor de tática de cavalaria do curso de aperfeiçoamento de oficiais da Escola de Polícia de São Paulo. Ainda em fevereiro de 1954 ascendeu a tenente-coronel.

Em junho de 1955 foi transferido para o Estado-Maior do Exército (EME) para servir como adjunto da 4ª Seção. Entre maio e dezembro de 1957 fez o curso de estado-maior e comando das Forças Armadas na Escola Superior de Guerra (ESG). Em seguida, passou a integrar o corpo de estagiários da escola. Em fevereiro de 1958 foi designado para participar da elaboração do antiprojeto do manual de mobilização das Forças Armadas, elaborado pelo Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), e em agosto de 1959 tornou-se membro do corpo permanente da ESG, na qualidade de adjunto da Divisão Executiva. Em 1960 fez o curso superior de guerra na ESG.

Coronel em maio de 1961, em dezembro de 1963 foi transferido para o EMFA, onde chefiou a 3ª Seção até junho de 1964, quando foi comandar o Regimento Escola de Cavalaria. Em junho de 1966 deixou este comando para chefiar o Estado-Maior da 3ª Divisão de Cavalaria em Bajé (RS). Em março de 1967 foi promovido a general-de-brigada e no mês seguinte tornou-se comandante da 3ª Divisão de Cavalaria.

Em janeiro do ano seguinte deixou este comando para assumir a 1ª Brigada de Infantaria (RJ). Em maio de 1971 afastou-se dessas funções, devido à nomeação para comandar a 6ª Região Militar, sediada em Salvador. Em junho assumiu a presidência da comissão de aplicação do curso de extensão e aperfeiçoamento da Escola de Comando de Estado Maior do Exército (ECEME). Em outubro de 1972 foi nomeado interinamente para o cargo de comandante militar da Amazônia e da 12ª Região Militar (CMA/12ªRM). Promovido a general-de-divisão em novembro, no mês seguinte foi confirmado na chefia do CMA/12ªRM, em substituição ao general Álvaro Cardoso. Aí permaneceu até setembro de 1974, sendo sucedido pelo general Fernando Belford Bethlem. Ainda em setembro assumiu a Diretoria de Movimentação  e passou a integrar a comissão de promoção de oficiais.

A partir de fevereiro de 1975 passou a responder cumulativamente pela vice-chefia do Departamento Geral de Pessoal (DGP). Em abril do ano seguinte foi exonerado da Diretoria de Movimentação e nomeado vice-chefe do Departamento de Material Bélico (DMB). Permaneceu nesta função até agosto de 1976, quando foi nomeado comandante do IV Exército, com sede em Recife, substituindo o general Moacir Potiguara. Declarando em seu discurso de posse ser um fiel seguidor dos rumos delineados pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964, manifestou sua preocupação com o combate à subversão - identificada principalmente com o comunismo -, e colocou-se a favor de uma “democracia enérgica, provida dos instrumentos adequados à sua autodefesa”.

Promovido a general-de-exército em novembro de 1976, permaneceu no posto de comandante do IV Exército até abril de 1979, quando foi substituído interinamente pelo general Hélio Galdino Martins, passando, nessa ocasião, para a reserva. Desde então não exerceu mais nenhuma atividade profissional.

Em agosto de 2000, residia no Rio de Janeiro.

Casou-se com Célia Maria Falcão Lima.

 

FONTES: Arquivo Histórico do Exército (abril/1996); CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; INF. CÉLIA MARIA FALCÃO LIMA; Jornal do Brasil (11/9/76 e 12/4/79): MIN. EXERC. Almanaque (1973, 1976); Perfil (1972).

 

 

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