LINO, RUI

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Nome: LINO, Rui
Nome Completo: LINO, RUI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LINO, RUI

LINO, Rui

*gov. AC 1961-1962; dep. fed. AC 1963-1975 e 1983-1987.

 

José Rui da Silveira Lino nasceu em Tarauacá (AC) no dia 13 de agosto de 1924, filho de Manuel Lino Filho e de Edwiges da Silveira Lino.

Engenheiro agrônomo, saiu dos pleitos de outubro de 1954 e de 1958 como suplente de deputado federal pelo então território do Acre, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), não tendo exercido mandato. Em outubro de 1961 foi nomeado governador do Acre, permanecendo no cargo até julho do ano seguinte, quando esse território transformou-se em estado.

No pleito de outubro de 1962 elegeu-se deputado federal, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Com a extinção dos antigos partidos políticos e o advento do bipartidarismo, em obediência ao Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), Rui Lino filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Reelegendo-se deputado federal nos pleitos de novembro de 1966 e novembro de 1970, nesta última legislatura tornou-se membro das comissões de Segurança Nacional, de Orçamento e de Valorização Econômica da Amazônia e suplente da Comissão de Economia. Em 1971 participou do Congresso Latino-Americano, realizado na Venezuela.

No pleito de novembro de 1974 foi reeleito, e durante essa legislatura foi vice-presidente da Comissão de Valorização Econômica da Amazônia. Ao concluir seu mandato, em janeiro de 1979, deixou a Câmara dos Deputados. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e nessa legenda elegeu-se deputado federal em novembro de 1982.

Empossado em março do ano seguinte, na sessão da Câmara dos Deputados de 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que preconizava o restabelecimento da eleição direta para presidente da República em novembro daquele ano. Com a derrota da proposta, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985 votou em Tancredo Neves, candidato da oposicionista Aliança Democrática à sucessão do presidente João Figueiredo. Por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

Em 1986, Rui Lino foi derrotado por Flaviano Melo na convenção regional do PMDB, quando foi escolhido o candidato da legenda ao governo do estado para as eleições de novembro desse ano. Deixando de concorrer à reeleição nesse pleito, permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1987, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.

Faleceu em Brasília no dia 7 de julho de 1987.

Era casado com Olívia de Alencar Lino, com quem teve quatro filhos. Sua filha mais velha, Regina Lino, foi vice-prefeita de Rio Branco (1993-1996) e exerceu mandato de deputada federal de 1996 a 1999.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971, 1971-1975 e 1975-1979); Encic. Mirador; NÉRI, S. 16; Perfil (1972); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 6, 8 e 9).

 

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