LOPO DO AMAZONAS ALVAREZ DA SILVA DE CASTRO

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Nome: CASTRO, Lopo de
Nome Completo: LOPO DO AMAZONAS ALVAREZ DA SILVA DE CASTRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CASTRO, LOPO DE

CASTRO, Lopo de

*dep. fed. PA 1955-1957 e 1964-1967.

 

Lopo do Amazonas Alvarez da Silva de Castro nasceu em Belém no dia 21 de setembro de 1911, filho de Liberato Magno da Silva Castro e de Consuelo Alvarez de Castro. Seu avô paterno, Liberato Castro, foi secretário de Educação do Pará.

Em Belém estudou no Colégio Nazaré. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, formou-se pela Faculdade de Medicina da Praia Vermelha nessa cidade em 1932, retornando em seguida à capital paraense.

Fundou a empresa Alvarez de Castro e Cia. Comércio Internacional Ltda. tendo sido provedor da Santa Casa de Misericórdia do Pará, presidente da seção paraense da Legião Brasileira de Assistência e presidente da Associação Comercial do Pará.

Ingressou na política filiando-se ao Partido Social Progressista (PSP), que integrava a Coligação Democrática Paraense, composta, além do PSP, pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Libertador (PL) e o Partido Social Trabalhista (PST), de oposição a Joaquim de Magalhães Barata. Em 1950, com a derrota do “baratismo” e a ascensão de Alexandre Zacarias de Assunção ao governo do estado em fevereiro do ano seguinte, Lopo foi nomeado prefeito municipal de Belém. Permaneceu à frente do Executivo da capital paraense até 1954, quando se desincompatibilizou do cargo para concorrer a uma cadeira no Legislativo Federal.

No pleito de outubro desse ano foi eleito deputado federal pelo Pará na legenda do PSP, tendo sido o terceiro candidato mais votado no estado. Assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1955, mas em 1956 disputou eleições para a prefeitura de Belém, saindo vitorioso. Desse modo, deixou o mandato de deputado federal em novembro de 1957 para reassumir as funções de prefeito da capital paraense. Em 1959, sofreu um grave acidente de automóvel que o manteve afastado do cargo por seis meses, tendo sido substituído pela presidente da Câmara Municipal, Alice Antunes Coelho.

Em 1960 teve seu nome cogitado para o governo paraense, mas desistiu dessa candidatura. Permaneceu na Prefeitura de Belém até o ano seguinte e, no pleito de outubro de 1962 concorreu a uma cadeira de deputado federal pelo Pará, novamente na legenda da Coligação Democrática Paraense, que reunia nessa oportunidade, além do PSP, o Partido Trabalhista Nacional (PTN), o Partido Rural Trabalhista (PRT), o Partido Republicano (PR), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), a UDN, o PL e o Movimento Trabalhista Renovador (MTR), mas obteve apenas a segunda suplência.

Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), iniciou-se no país um período de governos militares, que duraria 21 anos, e um processo de punição aos adversários do novo regime. Com a edição do Ato Institucional nº 1 (9/4/1964), vários parlamentares foram cassados no dia seguinte, dentre os quais os deputados paraenses Clóvis Ferro Costa e Sílvio Leopoldo de Macambira Braga, fato que possibilitou a Epílogo de Campos e a Lopo de Castro assumirem essas duas cadeiras na Câmara dos Deputados, respectivamente nos dias 11 e 13 de abril desse ano. Por ocasião das eleições para o governo paraense em 1965, Lopo de Castro se aliou aos antigos adversários do Partido Social Democrático (PSD), na tentativa de derrotar o candidato do governo, o tenente-coronel Alacid Nunes. A tentativa fracassou. Ainda assim, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar vigente no país, em cuja legenda concorreu a um novo mandato no pleito de novembro de 1966, mas ficou como terceiro suplente. Diante disso, permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura, não tendo retornado no período subseqüente. Nas eleições de novembro de 1970 disputou novamente uma cadeira no Legislativo Federal, mas, mais uma vez, ficou como segundo suplente. Voltou a se candidatar a deputado federal no pleito de novembro de 1978, sempre na legenda da Arena, e novamente só conseguiu uma suplência. A partir de então, não mais concorreu a qualquer cargo público e dedicou-se à administração de seus negócios, principalmente às Rádio e TV Guajará, de sua propriedade, até 1997, quando essas emissoras foram vendidas a uma igreja evangélica.

Lopo de Castro foi ainda presidente da Casa do Pará no Rio de Janeiro, presidente da Orquestra Sinfônica do Pará, presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Municípios, presidente da Associação dos Municípios do Pará e da Junta de Alistamento Militar do estado, além de membro da Sociedade Brasileira de Geografia e da Associação Interamericana de Imprensa.

Casou-se com Conceição Lobato de Castro, com quem teve três filhos. Seu sogro, Manuel Dacier Lobato, foi deputado estadual.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967, 1963-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CORTÉS, C. Homens; INF. BIOG.; Lista Cassações; ROQUE, C. Grande; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 6, 8 e 9).

 

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