LORENZONI, Onyx

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Nome: LORENZONI, Onyx
Nome Completo: LORENZONI, Onyx

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Onyx Lorenzoni

Lorenzoni, Onyx

dep. fed. RS 2003-

 

Onyx Dornelles Lorenzoni nasceu em Porto Alegre , no dia 03 de outubro de 1954, filho de Rheno Julio Lorenzoni e Dalva Dornelles Lorenzoni.

Luterano, atuou em diversas instituições ligadas à sua profissão, a veterinária.

Em 1987 filiou-se ao Partido Liberal (PL). Nesta legenda, em 1990, candidatou-se a deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, e em 1992 disputou a prefeitura da capital gaúcha mas não foi eleito. Em 1994 elegeu-se deputado estadual. Em 1997, saiu do PL e filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Nesta legenda reelegeu-se para a Assembléia Legislativa local  em 1998.

Em 2002 foi eleito deputado federal por seu estado, na legenda do PFL. Ao assumir, em fevereiro de 2003, tornou-se vice-presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência que analisou a emenda constitucional no 40 sobre o sistema previdenciário. Conseguiu atrasar a discussão ao aprovar sua proposta de realização de audiências públicas sobre o assunto nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Bahia. Também assinou requerimento junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o texto da Reforma alegando que a taxação dos servidores inativos feria direitos adquiridos. Apesar das resistências, tanto na oposição quanto na base de sustentação do primeiro Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), a Reforma da Previdência foi aprovada naquele ano. 

Em 2004, segundo levantamento produzido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), foi considerado um dos 5 deputados mais influentes do Rio Grande do Sul. Neste mesmo ano, candidatou-se novamente à prefeitura de Porto Alegre, quando foi acusado de usar verbas públicas destinadas a divulgação de atividades legislativas para sua campanha eleitoral. Lorenzoni recebeu 9,97% dos votos válidos e terminou o primeiro turno em terceiro lugar.O candidato eleito, no segundo turno, foi Raul Pont do Partido dos Trabalhadores (PT), seguido por JoseFogaça, do Partido Popular Socialista (PPS).

Em 2005, Ônix Lorenzoni foi vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Terra, que investigou as denúncias publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, em 17 de outubro de 2004 sobre a relação entre José Rainha Jr. e as irregularidades na conta da Cocamp (a cooperativa do MST no Pontal do Paranapanema), que estava sob investigação do Ministério Público desde 2001.  Lorenzoni também ficou conhecido pela sua atuação na CPI dos Correios, criada em maio de 2005 para investigar as denúncias de corrupção naquela empresa, e que se inseriu no processo de apurações relativas ao chamado caso do “mensalão”: grave crise política aberta por denúncias, a 7 de junho de 2005, do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), de que haveria um esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada do governo Lula, pelo PT, e que seria capitaneado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu. A acusação de Jefferson se deu após a exibição de imagens de um funcionário dos Correios recebendo propina e apresentando-se como apadrinhado de Jefferson, então presidente do PTB.

Onix Lorenzoni presidiu, também em 2005, a sub-relatoria de Normas de Combate à Corrupção com o objetivo de aprimorar a legislação e fortalecer os órgãos de combate à corrupção. No ano seguinte, votou a favor da emenda à Constituição que acabava com o voto secreto no Legislativo. Nas eleições deste mesmo ano, foi reeleito deputado federal. Na nova legislatura disputou a liderança da bancada do PFL na Câmara com Antonio Carlos Magalhães Neto (ACM-Neto, PFL-BA). Após acordo, Lorenzoni passou a substituir Rodrigo Maia na liderança por um ano, cedendo o ano seguinte para ACM Neto.

Em 2008, Lorenzoni presidiu a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural onde foram discutidas as alternativas para reduzir o endividamento rural no Brasil. A proposta do governo era renegociar um total de R$56 bilhões segundo cálculo feito em março de 2008. A proposta da Comissão era renegociar um total de R$90 bilhões, aumentar o prazo de carência e reduzir a taxa de juros de 6,75%, para 4%. Em agosto foi aprovada na Câmara uma medida provisória que regulava a renegociação. A proposta seguiu para o Senado, onde foi modificada.

Em julho de 2008, apoiou a decisão do Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul de dissolver o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) classificando-a como “corajosa”. Neste mesmo ano teve seu projeto de lei (Nº 2716/07) que restringia a venda de anabolizantes e psicotrópicos, aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Em outubro, se candidatou novamente à prefeitura de Porto Alegre pela coligação que aliou o DEM ao Partido Progressista (PP) e ao Partido Social Cristão (PSC). Recebeu cerca de 4,9% dos votos, ficando em quinto lugar no 1º turno, de uma eleição cujo vencedor acabaria sendo o então prefeito, José Fogaça, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Tornou-se presidente do diretório regional do Democratas (DEM), sigla que substituiu a do PFL em 2007, no Rio Grande do Sul, e vice-presidente nacional do partido. Na Câmara, tornou-se titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

Formou-se em veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (Ufsm) e fez pós-graduação nesta mesma especialidade na Universidade da Califórnia (EUA).

 

Ana Rocha

 

FONTES: Folha de S.Paulo (online). Disponível em : <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em : 01 set. 2009; Jornal do Commércio – RS (online). Disponível em : <http://jcrs.uol.com.br/jc/site/noticia.php?codn=5692&codp=25&codni=3>. Acesso em: 01 set. 2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <www.camara. gov.br>. Acesso em : 01 set. 2009; Portal do TRE-RS. Resultado eleições municipais 2004. Disponível em : <http://www.tre-rs.gov.br/eleicoes/2004/1t/voto/RS88013.htm>.Acesso em : 01 set. 2009; Portal do TSE. Disponível em : <http://www.tse.gov.br>. Acesso em: 01 set. 2009.

 

 

 

 

 

 

 

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