LUIS DIAS LINS

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Nome: LINS, Dias
Nome Completo: LUIS DIAS LINS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LINS, DIAS

LINS, Dias

*dep. fed. PE 1951-1971.

 

Luís Dias Lins nasceu em Recife no dia 26 de maio de 1898, filho de Zenóbio Marques da Silveira Lins e de Filonila Teresa Dias Lins.

Fez seus primeiros estudos no Colégio 9 de Janeiro, em sua cidade natal, e formou-se mais tarde em engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, especializando-se em energia elétrica.

Foi engenheiro-chefe da Comissão de Estrada de Ferro em 1922, diretor da Companhia de Força do Nordeste do Brasil em Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, engenheiro de construção de estradas de ferro na Paraíba e diretor-secretário do Clube de Engenharia de Pernambuco. Em 1925, fundou a Companhia Industrial Pirapama, da qual tornou-se diretor-presidente. Atuando também na indústria têxtil e no setor de seguros, dirigiu a Segurança Indústria e Comércio, a Companhia Empório Central e a Seguradora Industrial Mercantil. Ainda em Pernambuco tornou-se presidente da Associação Comercial do estado e do Sindicato das Indústrias de Tecido, além de diretor da Federação das Indústrias. Como empresário, participou da I e da II conferências das Classes Produtoras, realizadas respectivamente em Teresópolis (RJ) em 1945 e em Amã (MG) em 1949.

Após iniciar sua carreira política como vereador à Câmara Municipal de Escada (PE), em outubro de 1950 elegeu-se terceiro suplente de deputado federal por Pernambuco na legenda da Coligação Democrática Pernambucana, constituída pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Republicano (PR), o Partido de Representação Popular (PRP), o Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Libertador (PL). Assumiu o mandato em março de 1951, na vaga de João Cleofas, então nomeado ministro da Agricultura, e, no pleito de outubro de 1954, conseguiu eleger-se titular de uma cadeira na Câmara na legenda do Movimento Popular Autonomista, coligação formada pela UDN, o PTB e o Partido Social Trabalhista (PST). Em 1955 tornou-se vice-presidente da seção pernambucana da UDN.

Voltando a se candidatar em outubro de 1958, elegeu-se primeiro suplente de deputado federal na legenda das Oposições Unidas de Pernambuco, coligação constituída pela UDN, o PTB, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Social Progressista (PSP) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Permanecendo na Câmara, exerceu o mandato desde o início da legislatura, em fevereiro do ano seguinte, e voltou a se eleger no pleito de outubro de 1962, na legenda da Frente Popular Democrática, coligação formada pela UDN e o Partido Social Democrático (PSD).

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à agremiação situacionista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar vigente no país desde abril de 1964. No pleito de novembro de 1966 elegeu-se nessa legenda terceiro suplente de deputado federal. Mais uma vez exerceu o mandato desde o início da legislatura, em fevereiro seguinte, deixando a Câmara em janeiro de 1971.

Abandonando a carreira política, passou a dedicar-se a suas atividades empresariais. Assim, foi diretor-presidente das empresas Usina Serra Grande e Usina União e Indústria, de 1973 a 1980. Neste último ano, aposentou-se desses cargos e também deixou a direção da Companhia Industrial Pirapama.

Faleceu no Recife em 26 de março de 1982.

Era casado com Maria Dias Lins, com quem teve dois filhos.

Além dos discursos, publicou Observações de um empresário (1973), Instalações hidrelétricas em Pernambuco e O problema da força no Brasil.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. portuguesa; INF. Antônio Vicente de Andrade Bezerra; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4, 6 e 8).

 

 

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