LUIS FERNANDO DE OLIVEIRA FREIRE

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Nome: FREIRE, Luís Fernando
Nome Completo: LUIS FERNANDO DE OLIVEIRA FREIRE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

FREIRE, Luís Fernando

*dep. fed. MA 1963-1967; sen. MA 1980-1983.

 

Luís Fernando de Oliveira Freire nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 25 de setembro de 1938, filho de Vitorino de Brito Freire, senador pelo Maranhão de 1947 a 1971, e de Maria Helena de Oliveira Freire.

Formou-se em administração pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro em 1958. Paralelamente à sua formação universitária, começou a compor no final dos anos 1950, quando sua casa abrigava reuniões musicais frequentadas pelos compositores e intérpretes ligados à bossa nova.  Adotando o nome artístico de Lula Freire, teve como primeiro parceiro Chico Feitosa, com quem compôs a canção "Passarinho", gravada em 1959 por Sérgio Ricardo. Em seguida, passou a escrever letras para diversos outros compositores como Roberto Menescal, Baden Powell e Edu Lobo.

Em 1960, foi membro do Conselho da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e no ano seguinte subchefe de gabinete do primeiro-ministro Tancredo Neves (1961-1962).

No pleito de outubro de 1962, aos 23 anos, elegeu-se deputado federal pelo Maranhão na legenda do PSD, partido que seu pai fundou e liderou no Maranhão por muitos anos. Exerceu o mandato de fevereiro de 1963 a janeiro de 1967, tendo-se filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964, após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo.

Acompanhou de perto a carreira política do pai, estabelecendo laços com os amigos deste e mantendo a animosidade com seus desafetos. No pleito de 1974, elegeu-se suplente de Henrique La Rocque, candidato único ao Senado pelo Maranhão, na legenda da Arena. Ainda assim, quase perdeu as eleições para os votos brancos e nulos. Nesse mesmo ano,

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se à agremiação situacionista, o Partido Democrático Social (PDS).

Em maio de 1980, La Rocque foi nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e Luís Fernando Freire assumiu em setembro sua cadeira no Senado. Em novembro, porém, desligou-se do PDS, passando a integrar o Partido Popular (PP). Em carta endereçada ao líder do PDS no Senado, Jarbas Passarinho, atribuiu seu rompimento com o partido do governo a “agressões pessoais” a seu pai publicadas no jornal O Estado do Maranhão, de propriedade do presidente nacional do PDS, o maranhense José Sarney. Ex-integrante da União Democrática Nacional (UDN), Sarney figurava entre os tradicionais adversários políticos do pessedista Vitorino Freire, e essa rivalidade já preocupava o governo, tanto que a nomeação de La Rocque para o TCU só se concretizara depois de Luís Fernando Freire assumir, em maio, o compromisso de ingressar no PDS.

Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, Lula Freire voltou a integrar o PDS, pelo qual candidatou-se a uma cadeira no Senado nas eleições de novembro de 1982, não conseguindo eleger-se. Foi suplente do senador João Castelo entre 1983 e 1991.

Em 1996, publicou Bossa nova – história, som e imagem.  Filiado ao Partido da Frente Liberal, em fevereiro de 2000 atuava profissionalmente como empresário e editor. No ano seguinte, lançou mais um livro – Aquarelas do Brasil.

Casou-se com Maria Lúcia Romeiro Freire.

FONTES: CÂM. DEP. Anais; Estado de S. Paulo (10/8/82); Grande encic. Delta; INF. BIOG..


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