LUIS FILIPE MAIGRE DE OLIVEIRA FERREIRA DA GAMA

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Nome: GAMA FILHO
Nome Completo: LUIS FILIPE MAIGRE DE OLIVEIRA FERREIRA DA GAMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GAMA FILHO

GAMA FILHO

*dep. fed. DF 1951-1953.

 

Luís Filipe Maigre de Oliveira Ferreira da Gama nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 14 de março de 1906, filho do jornalista Luís da Gama e de Paulina de Oliveira Gama.

Gama Filho fez o curso primário no Colégio Gonçalves Dias e o secundário nos colégios Pio Americano e Pedro II, todos no Rio de Janeiro. Oriundo de família de condição modesta, começou a trabalhar cedo como ajudante e depois motorista de caminhão do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), empregado na construção da antiga rodovia Rio-São Paulo. Em seguida, foi auxiliar de almoxarife da companhia Light and Power e vendedor de querosene nos subúrbios do Rio. Era gerente da cadeia dos restaurantes automáticos em 1939, quando comprou o Colégio Piedade, situado no subúrbio carioca do mesmo nome, contando com 136 alunos e dotado de cinco salas de aula. No início da década de 1940, ingressou na Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro, obtendo seu diploma universitário no final de 1944.

Sem interromper suas atividades à frente do Colégio Piedade, que experimentava uma fase de expansão, Gama Filho iniciou sua carreira política em janeiro de 1947, quando se elegeu vereador à Câmara do Distrito Federal na legenda do Partido Republicano (PR). Foi primeiro vice-presidente da Câmara Municipal entre 1948 e 1950, ano em que se candidatou a deputado federal na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Recebendo 21.361 sufrágios, foi eleito para a legislatura iniciada em 1951 com a segunda maior votação obtida entre os candidatos do Distrito Federal. Nesse ano, fundou a primeira faculdade — de ciências jurídicas — no âmbito da Fundação Gama Filho, por ele constituída no fim da década anterior.

Durante os dois primeiros anos do seu mandato, foi membro da Comissão de Finanças da Câmara. Em outubro de 1953, nomeado pelo presidente Getúlio Vargas para integrar o Tribunal de Contas do Distrito Federal, renunciou a seu mandato parlamentar. Depois de ocupar a vice-presidência do tribunal entre agosto de 1955 e novembro de 1956, foi eleito seu presidente, cargo ao qual seria reconduzido através de sucessivas reeleições. Em 1960, com a transferência da capital para Brasília e a criação do estado da Guanabara no lugar do antigo Distrito Federal, passou a presidir o Tribunal de Contas desse estado.

Entre 1964 e 1970, foi presidente das juntas de controle da Superintendência de Serviços Médicos (Suseme) e do Instituto de Previdência do Estado da Guanabara (IPEG), do Fundo Estadual de Educação e Cultura, da Superintendência do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, além de presidente substituto de juntas de controle de diversos outros órgãos do governo estadual.

Ao longo das décadas de 1950, 1960 e 1970, Gama Filho foi ampliando o seu conjunto de faculdades, que passou a contar com escolas de economia e administração, filosofia, ciências e letras, serviço social, medicina, engenharia, arquitetura, comunicação social, educação física e enfermagem. Essa expansão se baseou na cobrança de mensalidades consideradas altas. Inicialmente, os alunos eram provenientes das camadas de mais alta renda dos subúrbios cariocas. Depois da crise da carência de vagas nas universidades públicas — que atingiu seu ponto mais explosivo em 1968 e facilitou a proliferação de escolas superiores privadas —, as faculdades Gama Filho puderam reunir um corpo de estudantes mais numeroso e diversificado.

Gama Filho deixou a presidência do Tribunal de Contas do estado da Guanabara para se candidatar a senador por esse estado nas eleições de 15 de novembro de 1970 na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena). Embora tenha sido o mais votado de seu partido, com 542.400 sufrágios, teve quase duzentos mil votos menos que o terceiro colocado do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Danton Jobim, não conseguindo assim obter o mandato. Não desistiu, porém, de tentar novamente uma vaga no Senado. Em março de 1972 foi eleito presidente do diretório regional da Arena carioca e apresentou-se candidato nas eleições de 15 de novembro de 1974, sofrendo nova derrota. Teve 469.378 votos (29% do total), contra 1.150.983 dados a Danton Jobim.

Nos últimos anos de sua vida, dedicou-se à expansão da Universidade Gama Filho, reconhecida como tal pelo Conselho Federal de Educação em 1977. Contando com 18 mil alunos, era a maior universidade privada do país e uma das mais caras.

Gama Filho faleceu no Rio de Janeiro em 28 de maio de 1978.

Era casado com Altair Horacina Prado Ferreira da Gama, com quem teve cinco filhos. Um deles, Luís Gonzaga da Gama Filho, foi vereador no Distrito Federal (1955-1958), deputado estadual (1961-1967), deputado federal (1967) e secretário de Educação e Cultura (1967-1970) da Guanabara.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; ENTREV. BIOG.; Globo (29/5/78); Grande encic. portuguesa; HIRSCHOWICZ, I. Contemporâneos; Jornal do Brasil (29/5/78); Manchete (9/7/77); NÉRI, S. 16; Opinião (8/11/74); RIBEIRO FILHO, J. Dic.

 

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