LUIS GONZAGA NOGUEIRA MARQUES

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Nome: MARQUES, Luís
Nome Completo: LUIS GONZAGA NOGUEIRA MARQUES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MARQUES, LUÍS

MARQUES, Luís

*const. 1987-1988; dep. fed. CE 1987-1991.

 

Luís Gonzaga Nogueira Marques nasceu em Tauá (CE) no dia 7 de julho de 1937, filho de Joel Marques e de Maria Alexandrino Nogueira.

Em 1958, ingressou na faculdade de engenharia da Universidade Federal do Ceará (UFC), por onde veio a graduar-se em 1962. Nesse mesmo ano, tornou-se engenheiro do Departamento de Obras da reitoria da UFC. Em 1963, foi contratado pela firma Comércio Indústria e Engenharia Ltda. (CIEL) e, no ano seguinte, tornou-se engenheiro do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) e deixou o departamento de obras da reitoria da UFC.

Em 1965 foi nomeado engenheiro da Secretaria de Viação, Obras, Minas e Energia do Ceará, durante o governo de Virgílio Távora (1963-1966). A partir desse ano, ocupou vários cargos de direção na Secretaria, como diretor da divisão de material (1965-1968), diretor-geral do Serviço Estadual de Radiocomunicação (1968-1969) e diretor da divisão de Estudos e Projetos do departamento de Obras Públicas (1969), atividades exercidas durante o governo de Plácido Castelo (1967-1971). Em 1968, depois de deixar a firma CIEL, foi contratado pela Delta Engenharia Ltda.

A partir de 1971, passou a ser o diretor do departamento de Edificações e Estruturas da Superintendência de Obras do estado. Em 1973, deixou a Delta Engenharia e a Secretaria de Viação. No ano seguinte, foi contratado pela Contep Ltda. Em 1975 foi superintendente de Obras do estado do Ceará, durante o governo de Adauto Bezerra (1975-1978). Em 1977 deixou a Contep.

Em 1978, foi nomeado prefeito de Fortaleza pelo governador Adauto Bezerra com quem tinha laços políticos e de amizade. Permaneceu na prefeitura da capital cearense até 1979, depois que o governo do estado passou a ser ocupado por Valdemar Alcântara, que, em fevereiro de 1978, assumira o lugar de Adauto Bezerra, licenciado para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Luís Marques permaneceu, contudo, ocupando cargos na administração pública e em autarquias do estado, uma vez que o novo governador fazia parte do grupo político de seu antecessor. Ainda em 1979, Luís Marques acumulou as presidências dos conselhos de administração da Companhia de Água e Esgoto, Companhia de Habitação, Companhia de Eletricidade, Consórcio Rodoviário e Superintendência de Obras até o ano de 1983.

Em novembro de 1986 disputou uma cadeira de deputado federal na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Contando com o apoio de antigos chefes políticos do Ceará, foi eleito com 53. 697 votos e tomou assento na Assembléia em fevereiro de 1987, passando a integrar a Comissão da Ordem Econômica e a Subcomissão da Questão Urbana e Transporte.

Defendeu o mandato presidencial de cinco anos, afirmando que não o fazia em função do presidente José Sarney, de quem se dizia crítico, mas por considerá-la a duração ideal de um mandato. Foi contrário às eleições diretas para a presidência em 1988, pois considerava que haveria perturbação nos trabalhos da Constituinte, que então votava as leis complementares. A respeito das inelegibilidades, escreveu artigo publicado no jornal O Globo defendendo o fim da exigência de domicílio eleitoral, limitado então em seis meses, na disputa para cargos eletivos.

Nas votações da Constituinte, foi contra o rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, a limitação do direito de propriedade privada, o aborto, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o aviso prévio proporcional, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a anistia aos micros e pequenos empresários e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou favoravelmente à pena de morte, à proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, ao turno ininterrupto de seis horas, à unicidade sindical, à soberania popular, ao voto aos 16 anos, ao presidencialismo, ao mandato de cinco anos para o presidente Sarney e à legalização do jogo do bicho.

Com a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, deu continuidade ao exercício de seu mandato ordinário. Em maio de 1990 deixou a Câmara dos Deputados para assumir o cargo de Diretor-Geral do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), órgão ligado ao Ministério da Integração Nacional. Não tentou novo mandato para o Congresso no pleito de outubro de 1990, nem nas eleições posteriores.

No decorrer de 2003, integrou equipe responsável pela restauração física do Palácio da Abolição, prédio inaugurado no ano de 1970, em Fortaleza, para abrigar a residência oficial do governador do estado do Ceará. Em março de 2008, quando foi realizada a cerimônia de posse da nova mesa administrativa da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, passou a ocupar o cargo de 1º vice-provedor da instituição, com mandato de um triênio.  

Casou-se com Maria Lúcia Pinho Marques com quem teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); Correio Brasiliense (19/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); Globo (19/7/87); Jornal do Brasil (9/12/87).

Portal da Câmara dos Deputados (http://www2.camara.gov.br/; acessado em 14/09/2009); Portal do Jornal Meio Norte (http://www.meionorte.com/; acessado em 14/09/2009); Portal da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza (http://www.santacasace.org.br/; acessado em 14/09/2009); Portal do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (http://www.tre-ce.gov.br/; acessado em 14/09/2009).

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