LUIS GONZAGA SOARES LEAL

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Nome: LEAL, Luís
Nome Completo: LUIS GONZAGA SOARES LEAL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEAL, LUÍS

LEAL, Luís

*dep. fed. MG 1979-1987, 1988, 1989-1991; const. 1987, 1988.

Luís Gonzaga Soares Leal nasceu em Teófilo Otoni (MG) em 17 de agosto de 1936, filho de João Soares Leal Sobrinho e de Laura Elisa Sedlmayer Leal.

Cursou o secundário no Colégio Estadual de Teófilo Otoni, transferindo-se para o Colégio Anchieta de Belo Horizonte. Professor formado pela Secretaria de Educação em 1957, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Vitória em 1962, ano durante o qual também foi professor da faculdade.

Em novembro de 1965 elegeu-se vereador na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado em abril de 1964. Em novembro de 1972 foi eleito prefeito de Teófilo Otoni. Em novembro de 1978 elegeu-se deputado federal. Participou da Comissão do Interior e foi suplente das comissões de Educação e Cultura e de Constituição e Justiça. Esteve no Japão, Coréia, Portugal, Holanda e Argentina como membro de delegação parlamentar.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que sucedeu o MDB. Foi membro da Comissão de Constituição e Justiça, suplente da Comissão de Transportes e tomou parte das comissões parlamentares de inquérito sobre o rio São Francisco e sobre a comercialização do café entre 1980 e 1982. Apresentou projeto de lei complementar anexando ao território mineiro parte do extremo-sul da Bahia, onde estão as cidades praianas de Alcobaça, Prado e Caravelas.

Reelegeu-se em novembro de 1982. Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento de eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. A emenda não obteve a votação necessária para ser submetida à apreciação do Senado, convocando-se, em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral para escolher o sucessor do presidente João Figueiredo (1979-1985). Votou em Tancredo Neves, candidato da frente oposicionista Aliança Democrática, coligação do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) reunida na Frente Liberal, que derrotou Paulo Maluf. Acometido por grave enfermidade, que o vitimou em 21 de abril de 1985, Tancredo não chegou a tomar posse. Substituiu-o o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 15 de março.

Em novembro de 1986 foi eleito deputado federal constituinte. Licenciou-se em 15 de março de 1987 para ocupar a Secretaria de Educação do governo Newton Cardoso (1987-1991), sendo substituído por Israel Pinheiro Filho. Em 4 de novembro, reassumiu para garantir no primeiro turno o voto para o presidencialismo, uma vez que Israel se declarara favorável ao parlamentarismo. O retorno de Leal e de outros secretários foi interpretado como uma estratégia do governo federal para fazer aprovar o presidencialismo e o mandato de cinco anos para José Sarney.

Nas principais votações da Assembléia Nacional Constituinte, pronunciou-se contra o rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas e a pluralidade sindical. Votou a favor da unicidade sindical, da soberania popular, do presidencialismo e da nacionalização do subsolo. Em 2 de maio de 1988 afastou-se novamente para assumir a Secretaria de Justiça de Minas Gerais, ainda no governo de Newton Cardoso, sendo outra vez substituído por Israel Pinheiro Filho.

Ocupou o cargo de secretário até 1989, quando reassumiu o mandato federal. Não concorreu à reeleição em outubro de 1990.

Distante da vida pública, em outubro de 1998 assumiu a presidência da Associação Mineira de Televisões Educativas e Culturais (Amitec). Em 2009 presidia também a Rádio e TV Imigrantes de Teófilo Otoni.

Casado, teve seis filhos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Globo (26/4/84 e 16/1/85); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (26/9/80); Portal da Câmara Municipal de Caratinga (11/9/2009).

 

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