LUIS MARTINS E SILVA

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Nome: SILVA, Martins e
Nome Completo: LUIS MARTINS E SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA, MARTINS E

SILVA, Martins e

*const. 1934; dep. fed. PA 1935-1937.

 

Luís Martins e Silva nasceu em Mauá (PA) no dia 5 de novembro de 1898, filho de Eduardo Frutuoso Martins e Silva e de Joana Adelaide Martins e Silva.

Cursou o primário no Colégio São Carlos, no Porto, em Portugal, e o secundário no Colégio Progresso Brasil e nos ginásios paraenses Pais de Carvalho e Nossa Senhora do Carmo, onde concluiu os preparatórios.

Em 1917 ingressou na imprensa como repórter no jornal O Tempo, além de exercer a função de secretário do Serviço de Profilaxia Rural e Doenças Venéreas. Ainda nesse ano fundou a Liga contra a Lepra durante o governo de Lauro Sodré (1917-1921), além de tentar fundar uma escola profissional para repórteres em Belém. Em 1918 tornou-se presidente da Liga Nacionalista do Pará, cargo que ocuparia até 1930. Também em 1918 incentivou o movimento em prol da mulher operária, associando-se então a núcleos sindicais. Matriculado em 1919 na Faculdade de Medicina do Pará, em 1922 iniciou as campanhas de assistência aos leprosos da colônia paraense de Tocunduba e de profilaxia e assistência ao mal venéreo, tornando-se um dos fundadores do Asilo de Madalena, também no Pará.

No ano seguinte transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, passando à condição de interno do Hospital Hahnnemanniano. Em 1924 matriculou-se na Faculdade Hahnnemanniana de Medicina, também na capital federal, cujo curso não concluiu em virtude de dificuldades financeiras. Ainda no Rio de Janeiro, atuou em 1928 como interno do Hospital São Sebastião, regressando em seguida ao Pará para dar início a uma campanha de assistência à infância de seu estado. Em 1930 liderou a paralisação de todas as atividades em Belém por três dias úteis devido ao descumprimento da promessa de assistência social às classes que liderava.

Após a Revolução de 1930 tornou-se, em 1932, chefe do Departamento de Negócios Municipais durante a interventoria de Joaquim Magalhães Cardoso Barata (1930-1935). No pleito de julho de 1933 elegeu-se deputado classista, como representante dos empregados do livro e jornal, à Assembléia Nacional Constituinte, assumindo o mandato em novembro do mesmo ano. Durante os trabalhos constituintes destacou-se na elaboração da legislação trabalhista e, após promulgada a nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve o mandato estendido até maio de 1935. Ainda em 1934 supervisionou no Pará a fundação de um partido trabalhista, sendo também autor de um projeto que estabelecia oito horas de trabalho para os marítimos. Nesse mesmo ano tornou-se presidente da Federação do Trabalho do Pará, bem como do Partido Social Trabalhista Nacional.

Em 1934 elegeu-se deputado federal profissional, iniciando novo mandato em maio do ano seguinte. Autor do projeto de criação da Casa Doméstica em 1936, em junho de 1937 fundou e presidiu o Partido Social Democrático (PSD) do Pará. Nesse mesmo ano, na Câmara dos Deputados, foi autor dos projetos de criação da Casa dos Trabalhadores do Brasil, da Casa do Jornaleiro, do Instituto de Pesca e da Casa do Escoteiro, além de um outro sobre a navegação na Amazônia. Exerceu o mandato até novembro de 1937, quando o Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos do país. Desapontado com os rumos que tomara o país, abandonou definitivamente a política partidária, fixando residência no Rio de Janeiro, onde passou a exercer as funções de secretário e inspetor do Juizado de Menores.

Fundador do Partido Proletário, foi correspondente especial de O Globo, no Rio de Janeiro, redator e gerente do Estado do Pará, secretário de redação do Diário do Pará, diretor proprietário de O Combate, em Belém, secretário de redação da Folha do Norte e redator do Diário do Povo, ambos também na capital paraense, e redator de O Jornal, no Rio de Janeiro. Foi ainda presidente da Casa do Pará no Rio de Janeiro e da Federação Brasileira de Trabalho.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 1970.

 

 

FONTES: Boletim Min. Trab.; BORGES, R. Vultos; CÂM. DEP. Deputados; CRUZ, E. História do Pará; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos.

 

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