LUIS MOREIRA NEVES

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Nome: NEVES, Lucas Moreira
Nome Completo: LUIS MOREIRA NEVES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NEVES, LUCAS MOREIRA

NEVES, Lucas Moreira

*arceb. Salvador e primaz Brasil 1987-1998; pres. CNBB 1995-1998.

 

Luís Moreira Neves nasceu no município de São João del Rei (MG) no dia 16 de setembro de 1925, filho de Telêmaco Vítor Neves, sapateiro, bibliotecário municipal, professor de música e regente da Orquestra Ribeiro Bastos, e de Margarida Alacoque Moreira Neves, professora primária.

Fez o primário no Grupo Escolar João dos Santos (1933-1936), cursando nos dois anos seguintes o secundário no Colégio Santo Antônio dos frades franciscanos em sua cidade natal, quando foi contemporâneo dos escritores Paulo Mendes Campos e Oto Lara Resende. Iniciou seus estudos religiosos no seminário de Mariana (MG), ingressando em 1944 na Ordem dos Dominicanos em São Paulo, onde fez o noviciado e o curso de filosofia. Em 1947 viajou para a França, graduando-se em teologia na Escola de Filosofia e Teologia de Saint Maximin La Saint Baume, em Toulouse, em 1951. Em julho de 1950 ordenou-se sacerdote, quando mudou seu nome para Lucas.

De volta ao Brasil, entre 1952 e 1953 foi vice-mestre de noviços e assistente eclesiástico da Juventude Estudantil Católica (JEC) em São Paulo. Transferindo-se para o Rio, de 1954 a 1967 residiu no Convento de Santo Tomás de Aquino tornando-se seu vice-prior e assistente da Juventude Universitária Católica (JUC), cargo que ocupou até 1959. Ainda naquele período ensinou na Escola de Teatro da Ação Social Arquidiocesana (ASA), coordenando a escola até 1959, com o apoio do cardeal dom Jaime de Barros Câmara. Na ocasião, teve contato com artistas, críticos e professores, entre os quais Maria Clara Machado, Bárbara Heliodora e Napoleão Muniz Freire. Em 1959 ano começou a atuar no Movimento Familiar Cristão (MFC), tornando-se seu vice-presidente nacional, cargo que ocupou até 1965. Nessa época iniciou os contatos com líderes religiosos dos países da América Latina. Também nesse período dirigiu a revista Mensageiro do Santo Rosário, dos frades dominicanos, função que exerceu até 1962.

Iniciando seu trabalho na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 1965, dois anos depois foi designado bispo-auxiliar em São Paulo, na arquidiocese dirigida pelo cardeal-arcebispo dom Agnelo Rossi. Consagrado em agosto de 1967, em cerimônia realizada em São João del Rei e celebrada por dom Agnelo Rossi, teve como padrinhos um primo distante, o então deputado federal Tancredo Neves; o crítico literário Alceu Amoroso Lima; e um negro da favela Morro do Chapéu conhecido como Nhonhô. Foi assistente nacional do MFC (1967-1970) e assistente latino-americano (1970-1973) e, ainda, vigário episcopal para a Pastoral Familiar (1967-1971).

Atuando como vigário-geral para a Pastoral dos Meios de Comunicação Social da CNBB entre 1971 e 1974, durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici e o início do mandato do general Ernesto Geisel, participou de reuniões secretas de representantes da Igreja Católica e das forças armadas. Estas reuniões, nas quais o primeiro escalão do clero cobrava da cúpula militar a investigação dos casos de violação de direitos humanos e o fim do cerceamento da liberdade de expressão e das perseguições políticas, constituiu-se o que ficou conhecido como a Comissão Bipartite. Numa de suas últimas atividades naquela arquidiocese, dom Lucas visitou presos políticos no antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), em julho de 1973, e defendeu a apuração da morte do estudante Alexandre Vannuchi Leme na Comissão Bipartite.

Em 1971 foi nomeado pelo papa Paulo VI membro do Conselho Pontifício para os Leigos, transferindo-se para Roma em 1974, quando trabalhou no Vaticano ao lado do cardeal Karol Wojtila, que em 1978 se tornaria Papa.

Em outubro de 1979, já sob o papado de João Paulo II, foi promovido a secretário da Sagrada Congregação dos Bispos e, no mês seguinte, cumulativamente a secretário do Sacro Colégio dos Cardeais, entidades que participavam do mecanismo de nomeações e transferências de bispos decididas pelo papa. Tornando-se amigo de João Paulo II, dom Lucas ensinou-lhe português antes de sua viagem ao Brasil, em 1980. Naquele ano, quando foi escolhido para ser o pregador do retiro espiritual do papa, teve sua consagração definitiva como bispo.

Sendo seu cargo no Vaticano correspondente ao de um ministro de Estado, esteve na União Soviética, na China e no Japão representando João Paulo II na década de 1980. Em janeiro de 1985 conseguiu que Tancredo Neves, candidato à presidência da República no Colégio Eleitoral, fosse recebido pelo papa. No dia 24 de abril — após o falecimento, três dias antes, de Tancredo Neves, que tinha sido eleito presidente, mas por motivo de doença não chegara a tomar posse, sendo substituído pelo vice José Sarney — dom Lucas encomendou o corpo de seu primo em São João del Rei.

Na Cúria romana foi ainda consultor do Concilium de Laicis (1971-74); membro do Comitê para a Família (1971-76), do Conselho do Sínodo dos Bispos (1976-77) e da Comissão Pontifícia Justiça e Paz (1976-81), consultor da Congregação para a Doutrina da Fé (1978-87), e membro da Pontifícia Comissão para a Pastoral da Migração e do Turismo (1980-87), da Pontifícia Comissão para a América Latina (1980-87) e do Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais (1982).

Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil

No dia 15 de julho de 1987 dom Lucas foi nomeado pelo papa arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, em substituição a dom Avelar Brandão Vilela, falecido em dezembro do ano anterior. O título de primaz se justificava porque Salvador foi a primeira diocese do país, criada em 25 de fevereiro de 1551 pelo papa Júlio III. Dom Lucas anunciou que sua missão na arquidiocese seria “a de todo bispo: evangelizar no sentido pleno e radical que este verbo tem na Evangeli Nuntiandi, e continuar a aplicar todo o Concílio Vaticano II”.

Sua indicação foi bem-aceita pelas autoridades da Bahia e pela CNBB, e ele passou a ser visto como um importante interlocutor nas relações Igreja-Estado no Brasil, devido a suas boas relações com o Vaticano.

Depois de 13 anos afastado do Brasil, dom Lucas chegou ao Rio em setembro de 1987, tendo recebido às vésperas de sua posse uma carta da Comissão dos Padres, Seminaristas e Religiosos Negros do Rio de Janeiro, afirmando que sua presença reforçaria a luta dos negros, e que a Igreja assumira o tema da comunidade negra na Campanha da Fraternidade de 1988, ano do centenário da Lei Áurea. A cerimônia de posse se realizou no dia 27 de setembro, tendo comparecido a ela tanto representantes do chamado clero progressista quanto do chamado clero conservador. Como arcebispo-primaz tornou-se, então, responsável pelo comando de 97 paróquias constituídas por 515 capelas e igrejas, números que contrastavam com os setecentos terreiros de candomblé existentes na Bahia. Com relação ao sincretismo religioso baiano, considerou-o “um desafio pastoral”, prometendo “grande respeito por tudo que há de verdade e até de semente de cristianismo nos cultos afro-brasileiros”. Destacou como prioridade de seu trabalho a promoção humana, definindo-a como “alfabetizar e instruir” e “pôr de pé toda uma massa de marginalizados”, pois “não se liberta o homem sem lhe dar instrução”.

Dizendo-se contrário aos rótulos, rejeitou ser identificado como conservador ou progressista. Afirmou que as etiquetas “são boas para insetos nos laboratórios e não para pessoas humanas, menos ainda para bispos”. Entrevistado sobre sua atitude frente à Teologia da Libertação, ainda em setembro, respondeu que havia duas correntes: uma definida pelo papa João Paulo II como “oportuna e necessária” inserindo-se na doutrina da Igreja; a outra seria “inaceitável”, por se basear na análise marxista da sociedade.

No mês seguinte ao de sua posse, no Dia Mundial da Moradia, dom Lucas, em visita a Alagados, a maior favela da Bahia, fez um apelo aos governantes em favor de uma política mais humana, que desse prioridade a educação, saúde, moradia e trabalho.

Chamando a atenção para o crescimento das seitas pentecostais, entre elas a Assembléia de Deus, em fevereiro de 1988 observou que elas prosperavam à medida que a Igreja Católica se dedicava mais à ação social, descuidando-se de sua missão religiosa.

Durante a 26ª Assembléia Geral da CNBB, realizada no mesmo ano, mostrou-se preocupado com “a crise moral, política e econômica” vivida pelo país, sugerindo “um amplo saneamento nacional”. Entre os sintomas desta crise, destacou “a sensação de frustração da juventude, a desagregação familiar, o erotismo e a pornografia, a indústria das drogas e uma terrível corrupção e imoralidade no trato da coisa pública”.

Por ocasião da visita da comitiva do rei dos ketus, Adé Tutu, do Benin, país africano de onde se originou parte dos negros brasileiros, em maio de 1988 dom Lucas a recebeu presenteando o rei com um rosário e distribuindo catecismos para os demais membros da comitiva. No entanto, não compareceu à inauguração da Casa do Benin, no Pelourinho. Ainda em maio de 1988 foi anunciada a sua nomeação como cardeal. No dia 29 de junho recebeu no Vaticano o barrete cardinalício, integrando o primeiro grupo do clero brasileiro ordenado cardeal por João Paulo II.

Também em 1988, no mês de novembro, nas vésperas das eleições, dom Lucas apelou contra a violência conclamando candidatos, políticos, autoridades e até mesmo religiosos que tivessem sua parcela de responsabilidade a elevar o nível da campanha. A violência, a seu ver, seria resultado da “deseducação política da população”, em decorrência do período longo sem eleições.

No mês seguinte, contestou as acusações do empresário Orlando Moscozo Barreto, presidente da Federação das Indústrias da Bahia, de que a Igreja e sindicatos estrangeiros estivessem financiando a desordem no Brasil. Em nota oficial da arquidiocese, assegurou à opinião pública que toda ajuda externa enviada pela comunidade católica estrangeira era para a finalidade das atividades pastorais e da vasta obra social realizada pela Igreja.

Em janeiro de 1989 Dom Lucas entrou em atrito com representantes do candomblé baiano, ao ameaçar impedir a lavagem do adro da Igreja do Senhor do Bonfim pelas baianas, filhas de santo. Acabou por permitir a realização do ritual fazendo, no entanto, um apelo aos participantes para “não profanarem o espaço da basílica”.

Dois meses mais tarde, quando foi exibido no Brasil o filme A última tentação de Cristo, do diretor Martin Scorsese, dom Lucas o criticou por apresentar uma figura humanizada de Cristo, considerando-o expressão de uma “nova irrupção do fenômeno de dessacralização que caracterizou os anos 1960”.

Em março de 1990, próximo à posse do novo presidente da República, Fernando Collor de Melo, dom Lucas declarou que a Igreja, embora afastada da política partidária, pretendia ajudá-lo usando sua autoridade moral e uma visão ética dos problemas do país. Em junho condenou o projeto de lei do deputado Nélson Seixas, que propunha a legalização da esterilização masculina e feminina, afirmando que contrariava os princípios cristãos. No mês seguinte foi designado por João Paulo II relator do Sínodo dos Bispos que se reuniu em Roma em outubro para discutir a formação sacerdotal.

No ano seguinte, em abril, participou juntamente com outros cardeais brasileiros e do mundo inteiro de um encontro no Vaticano, no qual foram discutidas soluções para os problemas de evasão de fiéis da Igreja Católica para as seitas pentecostais e de falta de padres no Brasil. No mesmo mês, como candidato da ala conservadora, foi derrotado na disputa pela presidência da CNBB, por dom Luciano Mendes, considerado progressista.

No 3º Encontro de Bispos promovido pela arquidiocese do Rio de Janeiro, em fevereiro de 1992, dom Lucas defendeu o aproveitamento da tecnologia da comunicação para a evangelização, com a utilização de vídeos e áudios. Obtendo apoio do Papa na sua luta em defesa de um maior controle sobre a programação das emissoras de televisão, declarou que não desistiria da campanha por uma TV melhor. Em fevereiro de 1994, no lançamento da Campanha da Fraternidade que teve como lema “A família como vai?”, propôs uma mudança no código de ética da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (ABERT), de forma a que fossem impostas barreiras à “excessiva permissividade” veiculada por aqueles meios de comunicação. Segundo ele, “a mensagem nociva passada pela televisão” contribuía para a “desagregação da família”.

Sobre o tema da Campanha da Fraternidade de 1995 — a “exclusão social” – disse que um dos primeiros da lista de excluídos eram os privados da instrução e da educação, os analfabetos. Destacou o papel da Igreja como educadora, propondo sua colaboração para o enfrentamento do problema.

Presidente da CNBB

Em maio de 1995, dom Lucas foi eleito presidente da CNBB, substituindo dom Luciano Mendes. Após 22 anos de hegemonia dos “progressistas”, sua vitória representou a ascensão das alas “conservadora” e “moderada” do episcopado na direção da entidade. Mas embora considerado “conservador”, o cardeal era visto como um homem atento às questões sociais.

Ocupando oito cargos na Cúria Romana, atuando nas congregações para a Doutrina da Fé e para os Bispos, a vitória de dom Lucas foi vista também pelos partidários de sua candidatura como a possibilidade de uma maior aproximação com o Vaticano e, conseqüentemente, o aumento do prestígio da CNBB. Além disso, dom Lucas fora apontado como um dos candidatos a sucessor de João Paulo II. Ainda em maio, entrevistado pela imprensa, declarou que a Igreja daria prioridade à sua missão religiosa, não descuidando dos pobres e dos direitos humanos. Voltando a rechaçar os rótulos de “conservador” ou “progressista”, declarou-se apreensivo com as reformas propostas pelo presidente eleito em outubro do ano anterior, Fernando Henrique Cardoso, por temer que elas anulassem as conquistas da Constituição de 1988.

Em setembro de 1995 dom Lucas fez um apelo ao ministro da Saúde, Adib Jatene, para que este suspendesse a campanha contra a AIDS que tinha um pênis como personagem principal. Em contraposição, chamou a atenção para o fato de não terem sido abordados na campanha de prevenção os casos de contágio entre viciados em drogas ou por transfusão de sangue.

No mês seguinte, diante da agressão a uma imagem de Nossa Senhora da Aparecida cometida por um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e transmitida por um programa da TV Record, de propriedade daquela seita, dom Lucas ressaltou a necessidade de se criar uma TV católica que divulgasse a evangelização. Divulgou uma nota da CNBB contendo dez pontos sobre a agressão e conclamou os membros da Igreja Católica a perdoarem aquela ofensa e a rejeitarem qualquer impulso de revanchismo. Ainda em outubro decidiu promover manifestações católicas na Bahia, assinalando que a Igreja deveria ter mais presença nas ruas.

Após a imprensa ter noticiado que o arcebispo-cardeal dom Paulo Evaristo Arns teria defendido o aborto em caso de estupro, em janeiro de 1996 dom Lucas escreveu artigo sobre a questão, afirmando que ninguém tem o poder de suprimir a vida humana, nem mesmo em caso de estupro, e afirmando que o aborto é moralmente ilícito. Em fevereiro, comparando o carnaval às antigas festas de Sodoma e Gomorra, considerou a extensão das comemorações até a Quarta-Feira de Cinzas um desrespeito aos preceitos da Igreja, já que naquele dia começa o período da Quaresma. Em março, reuniu milhares de baianos na Romaria do Bonfim, quando celebrou missa em cima de trio elétrico num percurso de quatro quilômetros. Conclamou os fiéis a integrarem ao cotidiano o lema da Campanha da Fraternidade daquele ano — “Justiça e paz se abraçarão”.

Na 34ª Assembléia Geral do episcopado brasileiro em abril, o cardeal, em nome da CNBB, divulgou nota protestando contra o massacre dos trabalhadores sem-terra em Eldorado do Carajás, no Pará, e exigindo a imediata apuração do crime e a responsabilização dos culpados. Manifestou, ainda, a disposição da Igreja de participar do Conselho da Terra, órgão de assessoria que seria criado pelo novo Ministério Extraordinário da Reforma Agrária, na busca de solução para a questão fundiária. Embora declarando o apoio da Igreja à luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), advertiu quanto a invasões de terras, declarando que esta prática não fazia parte de sua doutrina social.

Elogiando a iniciativa do governo brasileiro de doar parte das terras do Exército para a reforma agrária, em maio considerou a possibilidade de doações, por parte da Igreja, de terras improdutivas e aráveis, caso elas existissem. Em maio, criticou a Lei do Concubinato, sancionada pelo presidente da República, considerando-a desestruturadora da família, assim como a legalização dos cassinos e a possibilidade de se oficializar a união entre homossexuais. Por outro lado, foi a favor de que os seminaristas e mulheres participassem do serviço civil obrigatório, desde que com tarefas próprias.

Através de convênio entre a Fundação Roberto Marinho, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a CNBB, firmado em junho de 1996, a Rede Vida, emissora de televisão da Igreja Católica, passou a transmitir para todo o Brasil os programas educativos do Telecurso 2000. Dom Lucas considerou a parceria de extrema importância, lembrando que o lema da Campanha da Fraternidade daquele ano era a respeito da educação. No mesmo mês, apelou ao Congresso para que este viabilizasse os instrumentos para a reforma agrária como a votação do rito sumário para a desapropriação de terras. Ressaltou, na ocasião, a necessidade de os assentamentos serem acompanhados de assistência técnica. Quanto às terras que a Igreja poderia doar, observou que elas não permitiriam assentar um número significativo de famílias.

Em julho seguinte dom Lucas foi eleito para ocupar a vaga de Abgar Renault na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Em 25 de junho de 1998, foi nomeado prefeito da Congregação para os Bispos, um dos ministérios mais importantes da Santa Sé. Na mesma ocasião, foi nomeado cardeal-bispo de uma das sete dioceses situadas no Vaticano, a de Sabina Poggio Mirteto. Assumiu o cargo em 25 de julho seguinte, tendo sido substituído na presidência da CNBB pelo vice dom Jaime Chemello, bispo de Pelotas, vinculado ao clero progressista. Seu lugar no arcebispado de Salvador só foi ocupado em janeiro de 1999, com a nomeação do cardeal Geraldo Majela Agnelo pelo papa João Paulo II.

Faleceu em Roma no dia 8 de setembro de 2002, tendo sido sepultado em Salvador.

Dom Lucas publicou, entre outras obras, Com o olhar do pastor (1990), Restaurar a família em Cristo, Vigilante desde a aurora (1991), Pôr-de-sol em Reritiba (1992), O homem descartável e outras crônicas (1995) e O alferes e o presidente (1996).

Verônica Veloso

 

FONTES: Estado de S. Paulo (16 e 17/7, 16, 17 e 27/9 e 18/11/87, 12/11 e 10/12/88, 12/1 e 26/12/89, 28/7/90, 27/8/92, 5/1, 16 e 17/2, 30/3, 31/8, 28/9, 23 e 30/11/94, 15/3, 3 e 16/5, 28/6, 6/9, 8 e 29/11, 13/12/95, 31/1, 7/2, 3, 6 e 27/3, 4 e 26/6, 3 e 17/7/96, 26 e 28/6/98); Folha de S. Paulo (4/6, 16 e 31/7, 15, 16 e 27/9 e 26/12/87, 9/2, 15/4, 9 e 31/5/88, 8/5/90, 19/4/91, 19/3/93, 17/5, 6 e 25/10/95, 1/3 e 25/4/96); Globo (4/6, 21 e 26/7, 16 e 20/9/87, 9 e 30/5/88, 27/12/89, 9/3, 28/6 e 28/9/90, 31/3/91, 20/5, 22 e 31/10, 26/11/95, 19/2, 30/3, 31/5, 25 e 28/6 e 19/7/96; 9/9/02); Jornal do Brasil (18 e 27/7, 28/9 e 6/10/87, 27/4, 30/5, 1, 20 e 30/6/88, 11/1, 29/3 e 3/8/89, 24/1 e 12/2/93, 5/1, 2/2, 27/4 e 23/11/94, 16/5, 7 e 13/6, 19 e 26/7, 16 e 30/8, 18/10, 22/11 e 27/12/95, 19/4/96, 10 e 14/1/99); Veja (19/10/88).

 

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