LUIS PRATA GIRAO

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Nome: GIRÃO, Luís
Nome Completo: LUIS PRATA GIRAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GIRÃO, LUÍS

GIRÃO, Luís

*dep. fed. CE 1991-1995.

Luís Prata Girão nasceu em Maranguape (CE) no dia 17 de setembro de 1948, filho de Luís Girão e de Maria Celeste Prata Girão. Sua sobrinha, Franciné Girão, foi deputada estadual (1991-1995).

Em 1973 iniciou o curso de administração na Universidade de Fortaleza (Unifor), mas não chegou a concluí-lo. Em 1984 ocupou o posto de tesoureiro da campanha das diretas, que lutava pela realização de eleições diretas para a presidência da República, suspensas desde a instauração do regime militar em abril de 1964.

Filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e amigo do então governador do Ceará, Tasso Jereissati (1987-1991), foi um dos principais articuladores da coligação entre sua legenda, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e o Partido Democrata Cristão (PDC), responsável pela eleição de Ciro Gomes para o governo do estado em outubro de 1990. Nesse mesmo pleito Luís Girão foi eleito deputado federal. Empossado em fevereiro seguinte, atuou como membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural, e como suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Collor foi afastado da presidência logo após a votação na Câmara, renunciando ao mandato em 29 de dezembro, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado. Com sua renúncia, o vice-presidente Itamar Franco, que vinha exercendo o cargo desde seu afastamento, foi efetivado na presidência.

Ainda nessa legislatura, votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), manifestou-se contra o estabelecimento do Fundo Social de Emergência (FSE) e ausentou-se da votação sobre o fim do voto obrigatório.

Em outubro de 1994 tentou reeleger-se, mas obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura.

Como suplente do Senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE), chegou a atuar no Senado Federal por cerca de apenas dois meses, na passagem dos anos de 2002 e 2003.

Luís Girão foi também comerciante e fazendeiro, proprietário da empresa de laticínios Betânia, uma das maiores do Nordeste, vice-presidente do Centro Industrial do Ceará, diretor da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, presidente da Associação dos Criadores de Bovinos, presidente da Associação Cearense de Suinocultores e secretário do Sindicato da Indústria de Laticínios e da Associação Norte e Nordeste de Laticínios.

Casou-se com Gládia Maria Machado Rodrigues Girão, com quem teve quatro filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Olho no voto/Folha (18/9/94); IstoÉ/Perfil parlamentar; Portal do Senado Federal. Disponível em : <http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_exercicios.asp?codparl=127&mi=&li=&legis=&leg=51%AA+Legislatura+%2D+Suplente&snome=Luiz+Gir%E3o&spartido=PSDB+%2D+CE&sexo>. Acesso em : 17 jul. 2009.

 

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