LUIS TAVARES DA CUNHA MELO

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Nome: MELO, Cunha
Nome Completo: LUIS TAVARES DA CUNHA MELO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MELO, CUNHA

MELO, Cunha

*militar

 

Luís Tavares da Cunha Melo nasceu no dia 22 de setembro de 1905.

Sentou praça em abril de 1924 ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, da qual saiu aspirante-a-oficial da arma de infantaria em janeiro de 1928. Em agosto do mesmo ano foi promovido a segundo-tenente, em agosto, de 1930 a primeiro-tenente, em outubro de 1934 a capitão e em junho de 1943 a major. Nesse posto integrou a Força Expedicionária Brasileira que em 1944 e 1945 combateu os fascistas na Itália durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em dezembro de 1949 atingiu o posto de tenente-coronel, em outubro de 1953 o de coronel e em julho de 1962 o de general-de-brigada.

Comandava a 1ª Divisão de Infantaria na Vila Militar, no Rio, em março de 1964, quando se intensificaram os preparativos para o golpe contra o presidente João Goulart. Destacando-se, ao lado do ministro da Guerra, general Jair Dantas Ribeiro, e do comandante da Vila Militar, general Oromar Osório, entre os oficiais fiéis ao governo, participou, no dia 24 daquele mês, de uma reunião com o presidente e outros generais legalistas para analisar as repercussões no meio militar do memorando dirigido pelo chefe do Estado-Maior do Exército, general Humberto Castelo Branco, a seus subordinados. No ofício, o referido general comentava criticamente o comício presidido por Goulart no dia 13 de março, no Rio, em favor das reformas de base, que reuniu um grande público e contou, entre os oradores, com líderes políticos, sindicais e estudantis. O documento denunciava ainda a possibilidade de fechamento do Congresso por Goulart e da implantação de um regime de esquerda radical.

Com o agravamento da crise institucional e a rebelião das tropas mineiras, na madrugada do dia 31, lideradas pelo general Olímpio Mourão Filho, comandante da 4ª Região Militar (4ª RM), sediada em Juiz de Fora (MG), o ministro da Guerra decidiu efetuar mudanças em diversos comandos militares. Cunha Melo foi então nomeado para substituir o general Mourão Filho na 4ª RM, o que, todavia, não chegaria a se concretizar. Ainda no dia 31 de março, recebeu ordens do general Armando de Morais Âncora, comandante do I Exército, com sede no Rio, para assumir o comando de uma força e barrar os revoltosos que se deslocavam de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro. Cumprindo as ordens, deslocou-se com suas tropas para a região onde deveriam passar os comandados do general Mourão Filho, quando recebeu um emissário do general Antônio Carlos Murici informando que Goulart havia renunciado, sendo então inútil o combate e o derramamento de sangue. Depois de consultar o general Argemiro de Assis Brasil, chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, deu por encerrada sua missão e ordenou a volta das tropas sob seu comando para os quartéis.

Após a vitória dos revoltosos e a deposição de João Goulart, em 14 de abril de 1964 teve seus direitos políticos suspensos por dez anos por força do Ato Institucional nº 1 (9/4/1964), editado pelo autodenominado Comando Supremo da Revolução, que exercia provisoriamente o poder. Beneficiado pela anistia decretada em agosto de 1979, foi reformado em julho de 1980.

Ao longo de sua carreira militar fez os cursos da Escola de Armas, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da General Staff School, nos Estados Unidos.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 15 de fevereiro de 1990.

 

FONTES: Jornal do Brasil (5/7/80 e 16/2/90); MIN. GUERRA. Almanaque (1958); SILVA, H. 1964; VÍTOR, M. Cinco.

 

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