MACEDO, Edna

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Nome: MACEDO, Edna
Nome Completo: MACEDO, Edna

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOBRENOME, Nome

MACEDO, Edna

* dep. fed. SP 2003-2007.

 

Edna Bezerra Sampaio Fernandes nasceu em Rio das Flores (RJ) no dia 1º de abril de 1948, filha de Henrique Francisco Bezerra e de Eugênia Macedo Bezerra. Seu irmão, o empresário e religioso evangélico Edir Macedo, fundou a Igreja Universal do Reino de Deus e é proprietário da Rede Record de Televisão.

Iniciou o curso direito na Universidade Paulista (Unip), mas não o concluiu. Foi recepcionista, secretária e chefe de gabinete na Câmara Municipal de São Paulo. Foi também apresentadora e editorado programa Aqui entre nós, na Rádio São Paulo, em 1995, e na Rede Mulher, Canal 11, em 2001.

Filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 1993. Migrou para o Partido Progressista Brasileiro (PPB) e nessa legenda elegeu-se deputada estadual em São Paulo em 1994. Reelegeu-se em 1998, dessa vez na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Em 2002 elegeu-se deputada federal por São Paulo, na legenda do PTB. Assumiu o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2003 e no ano seguinte participou da Comissão Especial do Ano da Mulher. Durante a legislatura foi ainda titular das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Constituição e Justiça e de Cidadania, de Constituição e Justiça e de Redação, e suplente das comissões de Minas e Energia e de Turismo e Desporto.

Em 2006, foi acusada pela Polícia Federal de envolvimento com a chamada “máfia dos sanguessugas”, esquema de aliciamento de parlamentares para que liberassem emendas individuais ao Orçamento da União, destinando verbas a municípios específicos para a compra de ambulâncias por parte dos municípios e fraudava a concorrência por meio de empresas de fachada.

Os empresários Luís Antônio Vedoin, Darci Vedoin e Ronildo Medeiros afirmaram à Justiça ter estabelecido um acordo com a deputada, pelo qual ela receberia parcela do valor das emendas de sua autoria que fossem executadas por intermédio de empresas ligadas ao grupo dos “sanguessugas”. Os depósitos da empresa Planan – relacionada ao esquema – teriam sido efetuados na conta de seu filho e assessor, Otávio José Bezerra Sampaio Fernandes. Edna Macedo negou qualquer envolvimento, afirmando não haver qualquer prova das acusações feitas pelos sócios da Planan. A respeito do depósito na conta de seu filho, alegou que seria o pagamento inicial pela elaboração de um software de controle de estoques para Darci Vedoin, e que o valor teria sido lançado em sua declaração de Imposto de Renda de 2005.

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) presidida pelo deputado Antônio Carlos Biscaia, que investigou o escândalo dos “sanguessugas”, concluiu seus trabalhos em dezembro de 2006 sem apontar a prática de crimes por nenhum deputado ou senador.

Após encerrar seu mandato na Câmara em janeiro de 2007, Edna Macedo candidatou-se a vereadora em Guarulhos (SP) em 2008, na legenda do Partido Social Liberal (PSL), e obteve uma suplência.

 

Mariana Joffily

FONTES:

Fundação Seade, <www.seade.gov.br>, acesso em jul. 2009.

Câmara dos Deputados, <www.camara.gov.br>, acesso em jul. 2009.

Agência Câmara, 19/10/2006, <http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=94088>, acesso em jul. 2009

Partido Trabalhista Brasileiro, <http://www.ptb.org.br/?page=ConteudoPage&cod=398>, acesso em jul. 2009.

IstoÉ, 09/08/2006, “As provas da propina de cada um”,  <www.terra.com.br/istoe/1920/brasil/1920_as_provas_da_propina_de_cada_um.htm>, acesso em jul. 2009.

G1 “CPI dos sanguessugas chega ao fim sem indiciar um só parlamentar”, 14/12/2006 <http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1387918-5601,00.html>, acesso em jul. 2006.

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