MACHADO, PEDRO DA MATA

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Nome: MACHADO, Pedro da Mata
Nome Completo: MACHADO, PEDRO DA MATA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MACHADO, PEDRO DA MATA

MACHADO, Pedro da Mata

*dep. fed. MG 1912-1914 e 1919-1920; const. 1934; dep. fed. MG 1935-1937.

 

Pedro da Mata Machado nasceu em Diamantina (MG) no dia 28 de janeiro de 1865, filho de João da Mata Machado e de Amélia Senhorinha Caldeira da Mata. No ramo paterno de sua família destacou-se o conselheiro Mata Machado, homônimo de seu pai, deputado geral em 1881 e de 1886 a 1889, ministro dos Estrangeiros em 1884, constituinte de 1891 e deputado federal desse ano até 1901. Sua mãe descendia da tradicional família Caldeira Brant, à qual pertenceram políticos e estadistas desde o século XVIII e, mais notadamente, no século XIX, os viscondes de Barbacena.

Estudou inicialmente em sua cidade natal, concluindo o curso preparatório em Ouro Preto (MG). Ingressou em seguida na Faculdade de Direito de São Paulo e, ainda acadêmico, foi o último redator-chefe do jornal Liberal Acadêmico. Bacharelou-se em novembro de 1889.

Nomeado promotor de justiça em Minas Gerais, filiou-se ao Partido Republicano Mineiro (PRM) e foi eleito presidente da intendência do município de Diamantina, cargo equivalente ao atual prefeito, ao qual acabou renunciando em decorrência de conflitos com políticos locais. Em 1907 elegeu-se senador estadual em Minas Gerais, exercendo o mandato até junho de 1912, quando assumiu uma cadeira na Câmara Federal, onde permaneceu até dezembro de 1914. Reeleito senador estadual no ano seguinte, exerceu o mandato até outubro de 1919, quando se tornou mais uma vez deputado federal. Concluindo o mandato na Câmara em dezembro de 1920, afastou-se durante muito tempo das atividades políticas. Sua ação parlamentar visou sempre o desenvolvimento da agricultura, por ele considerada como o único meio capaz de trazer prosperidade ao país.

Após a Revolução de 1930, foi nomeado membro do Conselho Consultivo do Estado de Minas Gerais. Em maio de 1933 elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Progressista de Minas Gerais. Assumindo sua cadeira em novembro do mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (16/7/1934), teve o mandato prorrogado até maio de 1935. Em outubro de 1934, elegeu-se deputado federal para a legislativa ordinária que se iniciou em maio de 1935, exercendo o mandato até novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos do país.

Foi também catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais e jornalista, tendo colaborado em órgãos da imprensa mineira e fundado os jornais Cidade de Diamantina e Idéia Nova.

Morreu em Belo Horizonte em junho de 1944.

Foi casado com Carlota Pereira da Silva e, em segundas núpcias, com Maria José Neves.

Publicou Um programa, Esboço de curso de extensão universitária, Civilização artificial, Ensino gratuito da agricultura racional, Traços biográficos do dr. João da Mata Machado e A voz do povo, além de discursos, panfletos, circulares, manifestos, conferências, artigos e opúsculos.

 

 

FONTES: ABRANCHES, J. Governos; ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); BLAKE, A. Dic. Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação nominal; Câm. Dep. seus componentes; CONSULT. RAMOS, P.; COUTO, S. Vultos; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; OLIVEIRA, M. História; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76).

 

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