MAGALHAES, FERNANDO WILSON

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Nome: MAGALHÃES, Fernando Wilson
Nome Completo: MAGALHAES, FERNANDO WILSON

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MAGALHÃES, Fernando Wilson

MAGALHÃES, Fernando Wilson

*  dep. fed.  BA 1967-1977 e 1978-1987.

 

                Fernando Wilson Araújo Magalhães nasceu em Conceição do Almeida (BA) no dia 23 de setembro de 1924, filho de Joaquim Santana Magalhães e de Almerinda Araújo Magalhães. Seu pai foi vereador de Castro Alves, município baiano, em várias legislaturas na legenda da União Democrática Nacional (UDN).

                Bacharel em direito em 1949 pela Faculdade de Direito da atual Universidade Federal da Bahia, nesse mesmo ano e no seguinte foi promotor público nas comarcas de Morro do Chapéu e Caculé, no interior do estado.

                No pleito de outubro de 1958 elegeu-se prefeito de Castro Alves (BA), assumindo o cargo no ano seguinte. Em outubro de 1962  voltou a candidatar-se a deputado estadual pela mesma legenda, mas obteve apenas a segunda suplência. Assumiu, porém, uma cadeira na Assembléia, ainda em 1963. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº.2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964.

                Em novembro de 1966 elegeu-se deputado federal, deixando a Assembléia estadual em janeiro de 1967 e assumindo o mandato em fevereiro seguinte. No pleito de novembro de 1970 reelegeu-se deputado federal na mesma legenda.  Durante essa legislatura foi membro da Comissão de Finanças e suplente da Comissão de Relações Exteriores. Em 1972 foi delegado à Conferência Interparlamentar na República dos Camarões, África.

                Reelegeu-se em novembro de 1974, tornando-se no ano seguinte presidente do diretório regional de seu partido na Bahia. Foi membro das comissões de Agricultura e Política Rural e de Economia e Finanças. Interrompeu seu mandato na Câmara Federal em março de 1977 foi convocado para assumir, na qualidade de presidente de seu partido, o cargo de prefeito de Salvador em substituição a Jorge Hage, demitido por desentender-se com o governador Roberto Santos. Em abril de 1978 deixou a prefeitura, desincompatibilizando-se para disputar a reeleição à Câmara Federal. Foi substituído na prefeitura da capital baiana por  Edvaldo Brito. Em agosto seguinte, reassumiu sua cadeira de deputado.

                No pleito de novembro de 1978, reelegeu-se e, depois de tomar posse em fevereiro do ano seguinte, passou a integrar a Comissão de Finanças da Câmara. Nas discussões sobre a reforma partidária declarou-se contra a manutenção das sublegendas, defendendo a idéia de que essa reforma se realizasse sem a extinção da Arena e do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e mostrando-se favorável à legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação situacionista que sucedeu à Arena.

Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se à Câmara dos Deputados, sendo novamente bem-sucedido. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte. Em 25 de abril de 1984, votou contra a Emenda Dante de Oliveira, que previa o restabelecimento das eleições diretas para a presidência da República ainda em novembro daquele ano. Apresentada na Câmara pelo deputado mato-grossense Dante de Oliveira, do PMDB, a proposta, no entanto, não alcançou o  número de votos necessários para ser enviada ao Senado Federal, ficando a sucessão presidencial para ser mais uma vez decidida pela via indireta, através da realização de um Colégio Eleitoral a ser reunido em janeiro de 1985. Nesta ocasião, Fernando Magalhães apoiou a candidatura oposicionista do ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, que foi eleito presidente pela Aliança Democrática, coligação do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) batizada de Frente Liberal. Tancredo, no entanto, não chegou a assumir o cargo em 15 de março de 1985, data marcada para sua posse. Gravemente enfermo, veio a falecer em 21 de abril seguinte, sendo substituído na presidência por seu vice José Sarney.

                Ainda em 1985 filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL).

                Com o fim do seu mandato, em janeiro de 1987, deixou a Câmara dos Deputados, não tendo disputado novo mandato em novembro de 1986. A partir de sua saída da Câmara dedicou-se a atividades agropecuárias nas regiões de Itapetinga e Castro Alves, sem concorrer, desde então, a mais nenhum cargo público ou político.

                Casou-se com Sônia Maria Coni Campos Magalhães, com quem teve seis filhos.

               

FONTES:  CÂM.  DEP.  Deputados; CÂM.  DEP. Deputados brasileiros. Repertório (6, 7, 8, 9 e 10);  INF. BIOG.; Jornal do Brasil (29/3 e 22/12/77; 19/8/78 e 1/8/79); NÉRI, S. 16, Perfil (1972 e 1980); TRIB.  SUP.  ELEIT.  Dados (4, 6, 8 e 9).

 

 

 

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