MAGALHAES, JOAQUIM PIMENTA DE

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: MAGALHÃES, Joaquim Pimenta de
Nome Completo: MAGALHAES, JOAQUIM PIMENTA DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MAGALHÃES, JOAQUIM PIMENTA DE

MAGALHÃES, Joaquim Pimenta de

*rev. 1930; const. 1934.

Joaquim Pimenta de Magalhães nasceu em Belém no dia 25 de dezembro de 1885, filho de José Joaquim Pimenta de Magalhães e de Isabel de Oliveira Magalhães.

Fez seus estudos no Colégio da Imaculada Conceição e no Ateneu Paraense, ambos em Belém, no Salesiano Santa Rosa, em Niterói, e no Colégio Alfredo Gomes, no Rio de janeiro, então Distrito Federal. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1912.

Iniciou suas atividades políticas ainda como estudante de medicina, participando da Campanha Civilista, movimento que promoveu, entre 1909 e 1910, a candidatura de Rui Barbosa à presidência da República, em oposição à do marechal Hermes da Fonseca, afinal vitoriosa. Mais tarde integrou, ainda sem compromisso partidário, o movimento conhecido como Reação Republicana, que entre 1921 e 1922 apoiou a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República, em oposição à de Artur Bernardes. A Reação Republicana foi derrotada nas urnas.

Em 1930, tomou parte ativa em toda a campanha da Aliança Liberal, movimento que lançou a candidatura de Getúlio Vargas à presidência da República, em oposição ao situacionista Júlio Prestes. Derrotada no pleito de 1º de março de 1930, a Aliança Liberal passou a articular um movimento armado destinado a depor o presidente Washington Luís. Joaquim Pimenta de Magalhães foi designado pelo capitão Eurico de Castilho França, chefe militar da rebelião no Pará, para tomar de assalto a Inspetoria da Alfândega em Belém e aprisionar a força ali destacada, e ainda ocupar a Companhia Telefônica, o que asseguraria o controle do estado. Entretanto, devido a uma denúncia levada ao governador Eurico Vale, fiel ao presidente da República, a ação fracassou e ocorreram diversas prisões de civis conspiradores. Também não logrou êxito o primeiro ataque ao 26º Batalhão de Caçadores, morrendo durante o assalto o comandante Castilho França. No dia 6 de outubro, contudo, essa unidade militar foi tomada pelos rebeldes. Ainda assim, Eurico Vale manteve-se no governo do estado até a deposição de Washington Luís, em 24 de outubro.

No período imediatamente posterior à vitória do movimento revolucionário, Joaquim Pimenta de Magalhães foi o primeiro diretor da Saúde Pública em seu estado, nomeado pela junta governativa provisória do Pará. Em 1931, quando o interventor Joaquim de Magalhães Barata criou a Secretaria de Educação e Saúde Pública do Pará, foi designado para ocupar o cargo de diretor de Saúde desse órgão. No ano seguinte, combateu em Belém os revoltosos que apoiavam o movimento constitucionalista de São Paulo.

Em 1933 foi designado pelo diretório do Partido Liberal do Pará, ao qual era filiado, para representar as forças políticas do estado no Congresso dos Interventores e Partidos Políticos do Norte, realizado em Recife. Em maio do mesmo ano, elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte, assumindo sua cadeira em novembro de 1933 e participando dos trabalhos de elaboração da nova Carta. Deixou a Câmara em maio de 1935, quando terminou a prorrogação dos mandatos dos constituintes e tomaram assento os deputados eleitos em outubro anterior.

Foi vice-presidente do Sindicato Médico Paraense, médico adjunto do Pavilhão da Infância da Santa Casa da Misericórdia, sócio da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará, membro do conselho técnico da Liga contra a Lepra, inspetor sanitário municipal de Belém e em diversas ocasiões diretor interino desse serviço.

Casou-se com Marina Lameira Bittencourt de Magalhães, com quem teve uma filha.

Escreveu Do estudo médico-legal dos crimes passionais (tese de doutoramento) e publicou Medicina legal.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; GODINHO, V. Constituintes; Personalidades; ROQUE, C. Grande.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados