MAGALHAES, JOSE MARIA

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Nome: MAGALHÃES, José Maria
Nome Completo: MAGALHAES, JOSE MARIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MAGALHÃES, José Maria

* dep. fed. MG 1967-1969; 1983-1987.

 

José Maria Magalhães nasceu em Serro (MG) no dia 7 de outubro de 1922, filho de Teotônio Magalhães Júnior e de Carlota da Silveira Magalhães. Seu avô, Teotônio de Magalhães Castro, foi deputado provincial (1884-1885) em Minas durante o Império e deputado federal (1891-1896) no regime republicano. Seu primo, Jairo Monteiro da Cunha Magalhães, foi deputado estadual (1963-1971) e deputado federal (1971-1987) por Minas Gerais.

José Maria Magalhães realizou o curso secundário no Ginásio Agrícola de São Francisco, em Conceição do Mato Dentro (MG), e no Ginásio Diamantinense, em Diamantina (MG). Em 1948, graduou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Iniciou sua carreira política como vereador, elegendo-se à Câmara Municipal de Belo Horizonte no pleito de outubro de 1958 pela legenda da União Democrática Nacional (UDN), sendo empossado no cargo em fevereiro seguinte.

Considerado favorito no pleito de outubro de 1962 que definiria o prefeito de Belo Horizonte, preferiu candidatar-se a deputado estadual pela legenda udenista. Eleito, deixou a Câmara Municipal em dezembro do mesmo ano e tomou assento na Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) no mês de fevereiro do ano seguinte. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional no 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Seguidor de Carlos Lacerda, ex-governador da Guanabara (1960-1965), José Maria Magalhães participou da Frente Ampla, movimento político lançado oficialmente em outubro de 1966 com o objetivo de lutar pela “plena restauração do regime democrático”. A frente, liderada por Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart, seria extinta pelo governo em abril de 1968.

Como deputado estadual, foi líder do MDB, presidente da Comissão de Redação e membro, vice-presidente e presidente da Comissão de Saúde Pública da ALMG. No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado federal por Minas Gerais pela legenda do MDB. Deixando a Assembléia Legislativa em janeiro de 1967, tomou assento na Câmara em fevereiro seguinte. Em janeiro de 1969, teve cassado seu mandato pelo Ato Institucional no 5, baixado em dezembro do ano anterior, sem perder, no entanto, seus direitos políticos.

Convidado a integrar em 1978 a chapa de candidatos do MDB ao Senado nas eleições diretas, recusou-se a participar do pleito, alegando em nota divulgada pela imprensa em julho daquele ano que as eleições significavam “uma concessão dos usurpadores do poder”.

Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que aglutinou os antigos membros do MDB, legenda pela candidatou-se a deputado federal em novembro de 1982, obtendo a terceira suplência do partido em Minas. Assumindo o mandato em 1983, participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão do Interior da Câmara dos Deputados.

Em 25 de abril de 1984, votou  a favor da Emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições direta paras para presidente da República, marcando-as para novembro daquele ano. Constatada a insuficiência de votos para que a Emenda fosse submetida à apreciação do Senado, convocou-se, em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral. José Maria Magalhães votou em Tancredo Neves, lançado pela oposicionista Aliança Democrática, coligação do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) reunida na Frente Liberal, que derrotou Paulo Maluf, candidato da legenda pedessista. Acometido por uma grave enfermidade, que o vitimou em 21 de abril de 1985, Tancrdo não chegou a ser empossado na presidência da República. Substituiu-o no cargo o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente a chefia do Executivo desde 15 de março.

Candidato a uma cadeira de deputado federal constituinte no pleito de novembro de 1986 pela legenda do PMDB mineiro, José Maria Magalhães não obteve os votos necessários para garantir-lhe um assento na Assembléia Nacional Constituinte, deixando a Câmara no início de 1987. Ainda em 1987, presidiu o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG). Decidido a não mais disputar cargos eletivos, dedicou-se à medicina na capital mineira. No governo de Eduardo Azeredo (1995-1998) foi conselheiro, por cerca de dois anos, do Banco de Crédito Real de Minas Gerais.

Foi ainda vice-presidente da Caixa Econômica Estadual de Minas Gerais.

Casou-se com Aíde Campolina Magalhães, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP.  Deputados brasileiros; Repertório (1967-1971 e 1983-1987); Globo (26/4/84 e 16/1/85); INF. Aíde Magalhães; Jornal do Brasil; (30/7/78); Rev. Arq. Púb. Mineiro (12/76); TRIB.SUP.ELEIT. Dados; (6).

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