MANINHA

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Nome: MANINHA
Nome Completo: MANINHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Maria José da Conceição (Maninha) nasceu em Januária (MG) no dia 13 de setembro de 1948

MANINHA

*dep. fed. DF 2003-2007.

               

Maria José da Conceição Maninha nasceu em Januária (MG) no dia 13 de dezembro de 1948, filha de José Martins Vieira e de Edelzuith Araújo Conceição.

                Ingressou no curso de medicina da Universidade de Brasília (UnB) em 1967.  No ano seguinte, quando a morte do estudante Edson Luís no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, suscitou protestos estudantis em todo o país, participou da mobilização estudantil na UnB, reprimida pelos militares que invadiram a universidade e prenderam mais de quinhentos estudantes, além de provocar a morte de um deles. Formou-se em medicina em 1974.

Em 1977, foi aprovada por concurso para a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. No ano seguinte, sua militância sindical a levou a assumir a presidência do Sindicato dos Médicos de Brasília, em que permaneceria até 1994. Em 1979, ingressou por concurso no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

Com o fim do bipartidarismo em 1979, filiou-se por poucos meses ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em 1982 foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal. Nessa ocasião foi eleita para o diretório regional do partido, no qual permaneceria até 2002. Delegada do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, participou do congresso de fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), vindo a integrar sua executiva nacional de 1982 a 1990. Nesse último ano filiou-se à Associação Médica de Brasília e entre 1991 e 1994 foi membro da Federação Nacional dos Médicos.

Ligada à esquerda do PT, fez parte da tendência petista Força Socialista. Nas eleições de outubro de 1994 elegeu-se deputada distrital na legenda do PT. Foi relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a ocupação irregular de terras públicas no Distrito Federal, denominada CPI da Grilagem. Integrou também como membro titular a Comissão de Constituição e Justiça. Afastou-se do mandato legislativo em 1996 para exercer, a convite do então governador Cristovam Buarque (1995-1998), a função de secretária de Saúde. Em sua gestão, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal criou o programa Saúde da Família, que mais tarde foi adotado por outros governos.

Deixou secretaria em abril de 1998, a fim de atender às regras de desincompatibilização, e no pleito de outubro foi reeleita deputada distrital. Teve a segunda maior votação ente os deputados distritais, obtendo mais de 24 mil votos. Empossada em fevereiro de 1999, foi primeira-secretária da Câmara Distrital e participou como membro titular da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças. Ainda em 1999 tornou-se diretora da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale).

No pleito de outubro de 2002 foi eleita deputada federal pelo Distrito Federal na legenda do PT. Assumindo o mandato em fevereiro de 2003, participou como primeira-vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Foi também relatora da Comissão Especial da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e membro titular da comissão especial que analisou a proposta de emenda constitucional da reforma da previdência (PEC n°40). Em junho de 2003 manifestou-se contra a reforma da previdência, projeto de interesse do governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-) e que o PT decidira apoiar. Essa oposição levou à sua destituição da comissão especial pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Nelson Pelegrino. Na votação da reforma, em agosto de 2003, absteve-se no primeiro turno e não compareceu à sessão do segundo turno porque se encontrava no Equador. Essa posição resultou em punições, tendo o palácio do Planalto demitido seu marido, Antônio Carlos de Andrade, do cargo de secretário-executivo da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), e a executiva nacional do PT suspendido suas atividades partidárias por 60 dias.

Em 2004 integrou a corrente petista Ação Popular Socialista (APS), criada a partir da fusão das tendências de esquerda do PT. Em janeiro de 2005, tornou-se vice-líder do PT na Câmara dos Deputados. Em maio desse ano, quando foi divulgada uma fita de vídeo mostrando o ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho negociando propina com empresários interessados em participar de uma licitação, manifestou-se a favor da criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os casos de corrupção nos Correios, pedida pela oposição. Em agosto de 2005, deixou a vice-liderança do PT. Em setembro, devido aos resultados do primeiro turno da disputa pelos cargos da executiva nacional do PT, à derrota de Plínio de Arruda Sampaio, candidato à presidência do partido, e à decisão da APS de deixar o PT, desvinculou-se da agremiação e ingressou no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

De março a junho de 2006 foi vice-líder do PSOL na Câmara dos Deputados, e a partir de agosto assumiu a liderança do partido. Nessa condição, entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação do registro de candidatura do presidente Lula (PT), que concorria à reeleição, sob a acusação de abuso de poder econômico por usar recursos públicos em sua campanha. O pedido foi indeferido pelo TSE. Exerceu a liderança do partido até outubro, quando disputou a reeleição na legenda do PSOL. Não tendo sido reeleita, deixou a Câmara em janeiro de 2007, ao final da legislatura.

                Foi também conselheira do Conselho Regional de Medicina (CRM) de Brasília e presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal.

 

FONTES: Folha de S.Paulo (online) 28 ago. 2006. Disponível em : <http://www1. folha.uol.com.br>; Jornal do Brasil (2/9/03); Portal CLDF. Disponível em : <http:// www.cl.df.gov.br/cldf>; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www.camara.gov.br>.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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