Manuel Castro Filho

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Nome: CASTRO, Manuel
Nome Completo: Manuel Castro Filho

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CASTRO, Manuel

*gov. CE 1982-1983.

 

Manuel Castro Filho nasceu em Morada Nova (CE) no dia 1º de julho de 1912, filho de Manuel Castro Gomes de Andrade e de Maria Cândida de Andrade.

Iniciou seus estudos no Colégio José de Alencar em Aracati (CE), transferindo-se depois para Fortaleza, onde cursou o secundário no Colégio Castelo Branco e o científico no Colégio São João. Em seguida, ingressou na Faculdade de Direito do Ceará, pela qual se bacharelou em ciências jurídicas e sociais em 1938.

Entrou para a vida política sendo eleito deputado estadual na legenda da União Democrática Nacional (UDN) em 1947. Assumindo uma cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará em fevereiro do ano seguinte, reelegeu-se sucessivamente nos pleitos de 1950, 1955, 1958 e 1962. Após o movimento político-militar de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido situacionista. Nessa legenda conseguiu mais uma reeleição para o Legislativo estadual em 1966. Na legislatura 1967-1971 foi presidente da Assembleia Legislativa, chegando a ocupar interinamente o governo do estado nas ausências do então governador Plácido Aderaldo Castelo (1967-1971). Reelegeu-se novamente deputado estadual nos pleitos de 1970 e 1974, deixando a Assembleia Legislativa do Ceará em fevereiro de 1979 com o fim de seu mandato.

Em setembro de 1978 foi eleito vice-governador do estado, pela via indireta, na chapa encabeçada por Virgílio Távora. Na ocasião, foi eleito senador, também de forma indireta, César Cals. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição, não participou da votação, retirando-se do plenário após o discurso do líder de sua bancada, deputado Chagas Vasconcelos, em protesto contra a eleição indireta. Em seguida, o MDB entrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com uma representação apontando irregularidades nas credenciais dos vereadores arenistas, ficando o pleito sob ameaça de impugnação, o que não chegou a se concretizar. Manuel de Castro absteve-se de votar em si mesmo e em Virgílio Távora, considerando-se impedido por ser candidato. Tomou posse, junto com Virgílio Távora, em 15 de março de 1979.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), herdeiro da Arena. Foi coordenador político do governador Virgílio Távora, tendo assumido o governo em maio de 1982, com a desincompatibilização de Virgílio para se candidatar, em novembro daquele ano, ao Senado. Modificando pouco o antigo secretariado, deu continuidade ao projeto iniciado por Virgílio Távora de industrialização e de irrigação do campo, visando à geração de renda interna e à ocupação de maior contingente de mão de obra. Nessa ocasião foram instalados o II Distrito Industrial da região metropolitana de Fortaleza, o Distrito Industrial de Sobral, o Distrito Industrial do Cariri, na região sul do estado, e a unidade de Iguatu e Queixabá, além do I Distrito Industrial de Fortaleza — III Polo Industrial do Nordeste. Em relação ao campo, foi idealizado o Programa de Valorização dos Vales Irrigáveis do Ceará, tendo como receita principal a irrigação privatizada, com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que visava à ampliação da fronteira agrícola.

Em junho de 1982, em pronunciamento durante reunião da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), destacou a atenção que deveria ser dada pelo governo federal ao Nordeste, ressaltando a necessidade da construção de barragens de abastecimento, de maior incentivo à comercialização e ao armazenamento da produção agrícola, para reter seu excedente na região. Ressaltou também a necessidade de uma reforma tributária que beneficiasse a região, destacando a insuficiência dos impostos estaduais e do sistema tributário de 1967, que colocava em segundo plano o desenvolvimento de estados e municípios.

Para o pleito de novembro de 1982, apoiou a escolha de Aécio Borba como candidato ao PDS. Outros líderes do partido no Ceará, como Virgílio Távora, César Cals e Adauto Bezerra — através do Acordo de Brasília, que visava a unir o PDS no estado — apoiaram o nome de Gonzaga Mota, que acabou escolhido e eleito governador. Manuel Castro deixou o governo do estado em março de 1983, com o término de seu mandato.

Faleceu em 18 de setembro de 1995.

 

FONTES: Globo (15/5, 27/11 e 17/12/82); Jornal do Brasil (2/9/78, 11/5 e 25/11/82).

 

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