MANUEL EMILIO PEREIRA GUILHON

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Nome: GUILHON, Manuel
Nome Completo: MANUEL EMILIO PEREIRA GUILHON

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GUILHON, MANUEL

GUILHON, Manuel

*diplomata; emb. Bras. Peru 1975-1982.

Manuel Emílio Pereira Guilhon nasceu em Vigia (PA) no dia 16 de outubro de 1915.

Formou-se na Escola de Agronomia do Pará e pela Faculdade de Direito do mesmo estado. Fez o curso de prática consular do Instituto Rio Branco e o curso de tratados e política econômica do Brasil, tornando-se cônsul de terceira classe em 1943.

Ainda em 1943, integrou a comissão encarregada de organizar a proposta orçamentária do Ministério das Relações Exteriores. Em 1945 foi promovido a cônsul de segunda classe e designado auxiliar do chefe do Departamento de Administração, exercendo essa função até 1946.

Segundo-secretário da embaixada do Brasil no México de 1946 a 1949, secretariou a delegação brasileira à II Conferência Geral das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), realizada em 1947, nesse país. Foi cônsul-adjunto em Nova Iorque de 1949 a 1951, ano em que retornou ao seu cargo de auxiliar do chefe do Departamento de Administração e foi promovido a cônsul de primeira classe. No ano seguinte foi designado primeiro-secretário da embaixada brasileira em La Paz, Bolívia, e encarregado de negócios na mesma cidade, cargos que ocupou até 1953, quando se diplomou pela Escola Superior de Guerra (ESG) e foi nomeado cônsul em Bordéus, na França. Em 1954 passou a conselheiro, e em 1956 deixou o consulado em Bordéus para tornar-se conselheiro da embaixada do Brasil em Montevidéu, função que exerceu até 1958.

Chefe da Divisão de Imigração de 1959 a 1961, foi responsável também pelo setor de imigração do Serviço de Assuntos Consulares e de Passaportes em 1959, e integrou a comissão de revisão do regulamento de passaporte em 1960. Nesse mesmo ano participou da delegação brasileira à reunião do Comitê Intergovernamental para Migrações Européias (CIME), realizada em Nápoles, Itália. De 1960 a 1961 chefiou interinamente o Departamento Consular e nesse último ano tornou-se chefe da Divisão do Pessoal e chefe interino do Departamento de Administração. Ainda em 1961 foi promovido a ministro de segunda classe, tendo integrado nesse mesmo ano o grupo de trabalho encarregado de elaborar a agenda de conversações entre os presidentes do Brasil e da Itália e o grupo de trabalho para o estudo da regulamentação e execução da reforma da estrutura e métodos do Ministério das Relações Exteriores.

Cônsul-geral em Lisboa de 1961 a 1967, foi promovido a ministro de primeira classe em 1968. Nesse mesmo ano foi nomeado chefe do Departamento de Administração, tendo coordenado a reforma administrativa do Ministério das Relações Exteriores. No ano seguinte deixou o Departamento de Administração e participou como representante-suplente, da 20ª reunião ordinária do conselho deliberativo da Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Em 1970 presidiu a comissão de transferência da Secretaria de Estado e do corpo diplomático para Brasília. Nesse mesmo ano foi nomeado embaixador em Madri, onde permaneceu até dezembro de 1974, quando foi designado embaixador em Lima, no Peru, em substituição a Manuel Antônio Maria de Pimentel Brandão. Tomando posse no início de 1975, permaneceu em Lima até maio de 1982, quando foi substituído por Vasco Mariz.

FONTES: Folha de S. Paulo (29/5/82); Jornal do Brasil (9/12/74); MIN. REL. EXT. Anuário (1973 e 1975).

 

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