MARCIAL GONCALVES TERRA

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Nome: TERRA, Marcial
Nome Completo: MARCIAL GONCALVES TERRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TERRA, MARCIAL

TERRA, Marcial

*rev. 1930; rev. 1932; dep. fed. RS 1960, 1963-1964 e 1966-1967.

 

Marcial Gonçalves Terra nasceu em Tupanciretã (RS) no ano de 1889.

Proprietário de terras e pecuarista, foi chefe político do município onde nasceu, ao lado do coronel José Libindo Viana, entre outros. Foi membro do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) e participou ativamente da Revolução de 1930, comandando em outubro o movimento liberal da região da serra, no Rio Grande do Sul.

Participou em 1932 da tentativa de criação do exército constitucionalista em seu estado, sendo assessorado por Lindolfo Collor — ministro do Trabalho —, sob as ordens de Raul Pilla e de Antônio Augusto Borges de Medeiros. Essa tropa era formada por quatrocentos homens, entre os quais João Batista Luzardo e Glicério Alves. Marcial Terra comandava a região dos municípios de Santo Ângelo, Santiago do Boqueirão e São Luís. Com Lindolfo Collor e outros, participou da tentativa de sabotagem da linha férrea de Santa Maria e Tupanciretã. Cercado em Santiago do Boqueirão, foi derrotado em setembro de 1932, abrigando-se em seguida na casa de Viriato Vargas, intermediário em várias rendições de chefes rebeldes.

Nas eleições suplementares de janeiro de 1947, Marcial Terra candidatou-se a deputado estadual no Rio Grande do Sul na legenda do Partido Social Democrático (PSD), obtendo uma suplência. No mesmo ano assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa gaúcha, substituindo o titular Oscar Carneiro da Fontoura. Concluiu seu mandato em janeiro de 1951. No pleito de outubro de 1958 obteve uma suplência de deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda do PSD, chegando a assumir o mandato durante o mês de junho de 1960. Nas eleições de outubro de 1962, candidatou-se mais uma vez à Câmara dos Deputados, obtendo de novo apenas uma suplência. Exerceu o mandato de março de 1963 a fevereiro de 1964 e, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institicional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena). Voltou a assumir sua cadeira na Câmara de abril a agosto de 1966. Conseguindo novamente uma suplência em novembro desse mesmo ano, onde permaneceu até janeiro de 1967.

Faleceu em sua fazenda, no município de Rio Pardo (RS), no dia 23 de abril de 1981.

Foi casado com Otacília Correia Terra, com quem teve 11 filhos.

 

 

FONTES: Álbum; CÂM. DEP. Deputados; ENTREV. PEIXOTO, A.; Jornal do Brasil (24/4/81); SILVA, H. 1930; SILVA, H. 1932; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 4 e 6).

 

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