MARCOS PERES QUEIROS

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Nome: QUEIRÓS, Marcos
Nome Completo: MARCOS PERES QUEIROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
QUEIRÓS, MARCOS

QUEIRÓS, Marcos

*dep. fed. PE 1987, 1988-1991; const. 1988.

Marcos Peres Queirós nasceu em Recife no dia 15 de agosto de 1946, filho de Joel de Albuquerque Queirós e Margarida Peres Queirós.

Em 1970, formou-se em engenharia pela Escola Politécnica, em Recife.

Com a reformulação partidária ocorrida após a aprovação da nova legislação eleitoral de 29 de novembro de 1979, que extinguiu o bipartidarismo, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) — legenda de oposição ao governo militar — cujo principal líder era o ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.

Mais tarde, migrou para a legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). O seu ingresso no PMDB causou surpresa pelo fato de pertencer a uma tradicional família de usineiros, além de ser cunhado de José Múcio, candidato da Frente Democrática, coligação conservadora que reuniu o Partido da Frente Liberal (PFL) e o Partido Democrático Social (PDS), entre outros, ao governo do estado de Pernambuco. Em contrapartida, o PMDB lançara a candidatura de Miguel Arrais, ex-governador cassado em 1964 pelo regime militar e conhecido por suas posições progressistas, que acabou triunfando nas urnas.

Estreou na política eleitoral no pleito de novembro de 1986, elegendo-se deputado federal constituinte. Assumiu a sua cadeira na Assembléia Nacional Constituinte em fevereiro de 1987. Em março, atendendo ao convite de Arrais, licenciou-se do mandato parlamentar para exercer o cargo de secretário da Indústria e do Comércio. Sua vaga foi ocupada por Osvaldo Lima Filho, correligionário do PMDB.

Em março de 1988, retornou às suas atividades parlamentares no final do primeiro turno das votações da Constituinte, sem ter apresentado nenhuma emenda na fase inicial dos trabalhos. Votou a favor da nacionalização do subsolo, da limitação dos juros reais em 12% ao ano e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, embora defendesse o parlamentarismo. Manifestou-se contra a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, e a anistia aos micro e pequenos empresários. Apesar de assumir a sua concordância com a reforma agrária em terras improdutivas e com a definição da função social da propriedade, ausentou-se na votação relativa à desapropriação da propriedade produtiva.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, não tendo disputado novo mandato no pleito de outubro do ano anterior. Em 1994, deixou o PMDB para integrar-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda pela qual candidatou-se a deputado federal em outubro de 1998, não obtendo sucesso.

Casou-se com Beatriz Parreira Horta Queirós, com quem teve quatro filhos.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG.

 

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